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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Listas para quinto do TJ-RJ trazem nomes polêmicos - Notícia do www.conjur.com.br de 10/01/11.

Marília Scriboni - Coluna - 
Spacca - Spacca
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu, nesta segunda-feira (10/1), devolver para a OAB-RJ a lista sêxtupla de indicados para ocupar a vaga do desembargador aposentado Galdino Siqueira Neto. Enquanto isso, as outras duas listas de advogados para o quinto constitucional — com polêmicos candidatos — terão de aguardar.

Em família
Antonio Ricardo Binato de Castro Filho, um dos que concorrem para a vaga aberta com a aposentadoria do desembargador Francisco de Assis Pessanha, é irmão dos juízes Adriano Loureiro Binato de Castro e Maria Daniella Binato, envolvidos no concurso para a magistratura fluminense em 2007, que continua a ser questionado no Judiciário. Os dois respondem a processo no Supremo Tribunal Federal: Ação Originária 1.535, em que o Ministério Público contesta a aprovação deles e de mais quatro. Ajuizada em 2008, ainda não teve decisão, e agora também não tem relator, já que o processo estava com o ministro Eros Grau, aposentado em agosto. O advogado dos juízes na corte é o ex-ministro do Supremo, Carlos Velloso.

Política na Justiça
Antes de deixar a presidência, o desembargador Luiz Zveiter estaria trabalhando para que o advogado Wallace Salgado fosse um dos nomes escolhidos na lista tríplice que vai para o governador Sérgio Cabral (PMDB). É o boato que corre no TJ-RJ. Caso a suposição se confirme, as chances de que ele seja nomeado desembargador pelo quinto são grandes. Foi com a Universo, instituição de ensino da família Salgado, que o TJ-RJ acertou parceria para a construção de um fórum em São Gonçalo. Como sua lista caiu, ele disputa uma das três vagas com nomes fortes, como Luiz Octávio Rocha Miranda Costa Neves e Antonio Ricardo Binato de Castro Filho.

Não apareceu
Já Flávia Romano de Rezende, que é filha de um dos sócios do Ulhoa Canto, Rezende e Guerra – Advogados, vem tentando, desde 2009, entrar para o serviço público. Pesquisas no Google apontam reprovações em concursos do Judiciário federal, do Ministério Público e da Defensoria Pública estaduais, além da Procuradoria-Geral do Estado. Inscrita para disputar uma das vagas pelo quinto, não compareceu às entrevistas realizadas pela Ordem dos Advogados do Brasil para a escolha dos candidatos. Resultado: não foi votada.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Presidenta Dilma Rousseff monta seu governo. Matéria retirada do Portal Congresso em Foco em 02/01/2011.


Domingo, 2 de Janeiro de 2011
31/12/2010 - 07h00
Conheça Dilma e seus 37 ministros
Como você não será capaz mesmo de decorar o nome de todo mundo, guarde a matéria abaixo e saiba quem lidará com seu dinheiro em cada pasta do governo que toma posse amanhã (1º)
O trio econômico de Dilma: parte de um ministério que tem nada menos que 37 titulares
Rudolfo Lago
É possível que só mesmo a presidenta Dilma Rousseff seja capaz de guardar tantos nomes. O Ministério que assumirá amanhã (1º) com ela terá nada menos que 37 ministros. Vão desde nomes já bem conhecidos, como Antônio Palocci, que volta do ostracismo provocado pela quebra do sigilo fiscal do caseiro Francenildo Santos para o estratégico posto de ministro da Casa Civil, até figuras como a irmã menos ilustre de Chico Buarque, Ana de Hollanda, que assumirá o Ministério da Cultura.
Fruto da complicada e ampla composição política que apoia a nova presidenta, o novo Ministério não está ao gosto ideal nem da própria Dilma. Enquanto era formado, chegou-se a ventilar que já nascia provisório. A marca da composição política está evidente em nomes de parlamentares sem qualquer inclinação maior com as pastas que irão exercer, caso do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) na Previdência e do deputado Pedro Novais (PMDB-MA) no Turismo.
De qualquer modo, serão eles que atuarão com o dinheiro e a estrutura pública dos órgãos que passarão a administrar. E é bom conhecê-los e saber como chegaram ao posto que ocuparão.
Leia abaixo um pequeno perfil de cada um dos ocupantes do novo governo que tomará posse amanhã com Dilma. Incluindo os perfis da própria Dilma, a primeira mulher brasileira na Presidência da República, e de seu vice, Michel Temer.
DILMA ROUSSEFF
A primeira presidenta
Mineira de Belo Horizonte, Dilma Vana Rousseff nasceu no dia 14 de dezembro de 1947. Há oito anos, quando Lula tomou posse como presidente em seu primeiro mandato, ninguém apostaria no nome dela para a sucessão. Àquela altura, Dilma não tinha sequer pretensões de vir a concorrer a um cargo eleitoral, quando mais ser presidente da República. Fruto das reviravoltas provocadas pela crise do mensalão, que derrubaram os nomes mais poderosos do PT, como José Dirceu e Antônio Palocci, Dilma passou a despontar quando o presidente Lula entregou a ela o comando da Casa Civil, e com ele, a administração das principais obras e investimentos do governo no país. Batizada como a "mãe do PAC" por Lula, a administradora de face por vezes turrona foi ganhando os contornos políticos necessários para se tornar a primeira mulher brasileira a exercer a Presidência da República.
Com sua chegada ao poder, completam-se os pilares da esquerda que se uniram para combater e derrotar a ditadura militar, de 1964 a 1985. Fernando Henrique Cardoso, o primeiro deles, foi o representante da elite intelectual brasileira que se opôs ao regime militar. Luiz Inácio Lula da Silva foi o líder operário, que ruiu com o regime dos generais ao comandar as greves no ABC no final da década de 1970. E Dilma é agora a representante da luta armada, da juventude que pegou em armas para enfrentar a ditadura.
Dilma militou nas organizações clandestinas Comando de Libertação Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Foi presa pelo regime entre 1970 e 1972, primeiramente na Operação Bandeirante (Oban) e depois no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), em são Paulo, tendo sido vítimas de sessões de tortura.
Após ser libertada, Dilma rReconstruiu sua vida no Rio Grande do Sul, onde filiou-se ao PDT de Leonel Brizola. É no Rio Grande do Sul que seu lado de administradora pública desponta. Com a eleição do pedetista Alceu Collares para o governo do estado em 1985, Dilma torna-se secretária de Fazenda. Torna-se depois secretária de Minas e Energia, cargo que ocupa novamente no governo do petista Olívio Dutra. É quando deixa o PDT para se filiar ao PT, em 2001.
É por indicação de Olívio que ela passa a integrar a equipe de transição para o novo governo de Lula, em 2002, cuidando da área energética. Torna-se, então, ministra das Minas e Energia. Com a queda de José Dirceu, vai para a Casa Civil, de onde é catapultada, por escolha de Lula, à condição de sua candidata à Presidência em 2010. Eleita presidente, Dilma foi classificada pela revista Forbes como a 16ª pessoa mais influente do mundo.
MICHEL TEMER
De bolha a vice-presidente
Antes mesmo de tomar posse em 2003 como presidente, no processo de montagem de seu governo, o presidente Lula não escondia sua antipatia por Michel Miguel Elias Temer Lulia. O paulsta, nascido na cidade de Tietê no dia 23 de setembro de 1940 já era o presidente do PMDB, e tinha sido um dos principais artífices do apoio oficial que o partido dera ao tucano José Serra, que Lula derrotou. Comandando a transição, José Dirceu, que se tornaria o primeiro ministro da Casa Civil de Lula, desejava a formalização de uma aliança com o PMDB para o novo governo. A aliança chegou a ser anunciada, mas Lula não a quis. Preferiu estabelecer uma união informal com os peemedebistas, a ser comandada pelos senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL).
À época, um ministro petista chegou a classificar Michel Temer como "uma bolha", um derrotado politicamente que se mantinha artificalmente no comando do partido e que, agora, Lula iria "estourar".
Oito anos depois, a "bolha" não "estourou". Após a crise do mensalão, e com os escândalos que envolveram os nomes dos parceiros preferenciais de Lula, Sarney e Renan, o presidente, ao final de seu primeiro mandato, acabou cedendo à ideia inicial de José Dirceu e estabeleceu uma aliança formal com o PMDB. A partir daí, Temer conseguiu unificar de uma forma nunca antes vista seu partido em torno do governo de Lula e do projeto de eleição de Dilma. Com o sucesso dessa costura, impôs-se como o vice de Dilma.
Advogado constitucionalista, Michel Temer presidiu a Câmara dos Deputados por três vezes e preside o PMDB desde 2001.Mais jovem de oito irmãos, Temer vem de uma família maronita que emigrou do norte do Líbano para o Brasil em 1925.
A ESQUADRA PETISTA

ANTONIO PALOCCI
Queda e ascensão do ministro da Casa Civil
José Dirceu morre de ciúmes. No começo do governo Lula, dois nomes despontavam como prováveis sucessores do presidente: o então todo-poderoso ministro da Casa Civil e o médico de semblante afável que ocupava o Ministério da Fazenda. Ambos acabaram sucumbindo com as crises do primeiro mandato de Lula. Dirceu como o chefe do mensalão, como é descrito no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal. E Palocci acusado de ter cometido um tremendo abuso de poder: usado de suas prerrogativas de ministro para quebrar o sigilo fiscal do caseiro Francenildo Santos, que o acusava de frequentar uma casa de lobby e encontros com prostitutas apelidade de "República de Ribeirão Preto" (por reunir figuras da cidade ligadas aos tempos em que Palocci era prefeito).
Dirceu ainda responde ao inquérito. Palocci foi inocentado. Talvez por conta dessa certidão, o ex-ministro da Fazenda consegue agora voltar ao governo num posto-chave na nova era Dilma. Justamente a Casa Civil que já foi ocupada por José Dirceu. A intenção de Palocci não é, porém, repetir o estilo de superministro de Dirceu, que tentava rivalizar em protagonismo até com o próprio Lula. Dilma aposta no trânsito e na habilidade política de Palocci para conseguir, dali, neutralizar as pressões que virão da ampla base de sustentação que reuniu em torno de si. Nascido no dia 4 de outubro de 1960 em Ribeirão Preto, Palocci é médico e iniciou sua vida política na Libelu, corrente de extrema esquerda de formação trotskista que havia no PT no início da sua formação.
JOSÉ EDUARDO CARDOZO
De dissidente a porquinho
A escolha de José Eduardo Cardozo para o Ministério da Justiça é o ponto em que mais Dilma diferencia-se e afasta-se das vontades do presidente Lula. Quando Lula critica aqueles que "não defenderam seus companheiros" na crise do mensalão refere-se indiretamente a Cardozo e ao governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. Os dois, ao fundarem a corrente "Mensagem ao Partido", defendiam que o PT deveria esclarecer todos os pontos do mensalão, punir os responsáveis e, a partir dali, refundar-se, retornando aos seus ideais e princípios originais. A ideia não foi avante porque José Dirceu, ainda com a força que tinha no partido, conseguiu retirar Tarso Genro da presidência do PT.
Dono de excelente retórica, porém, o advogado paulista conseguiu manter-se como um dos protagonistas do partido. Na negociação para eleger José Eduardo Dutra presidente do PT, Cardozo entra na quota de sua corrente na Secretaria Geral do partido. E, dali, torna-se um dos principais cabos eleitorais de Dilma. Ao final, desponta como parte do triunvirato pricipal da presidente eleita, formado por ele, Dutra e Palocci, que ganham o apelido de "três porquinhos".
GUIDO MANTEGA
Continuidade no Ministério da Fazenda
Guido Mantega foi o primeiro ministro anunciado por Dilma. É o traço mais evidente da continuidade do novo governo com relação à era Lula. De origem italiana (nasceu em Gênova, no dia 7 de abril de 1949), Mantega sempre foi um dos principais consultores econômicos de Lula, mesmo antes de ele se tornar presidente. Inicialmente, foi ministro do Planejamento, depois presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Quando Palocci caiu por conta do envolvimento na quebra do sigilo do caseiro Francenildo, assumiu o Ministério da Fazenda. De perfil mais desenvolvimentista do que Palocci, Mantega garantiu as condições econômicas para os investimentos que Dilma fazia na administração do PAC. É essa sintonia que o mantém agora no ministério.
MIRIAN BELCHIOR
Mulher de confiança da presidente
Ex-mulher do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, assassinado em 2002, Mirian Belchior é o nome mais próximo de Dilma em seu ministério. Foi a ela que Dilma entregou a coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a sua menina dos olhos nos tempos de Casa Civil. Por pouco, Mirian não foi para a Casa Civil depois que estourou o escândalo envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra. Mirian não assumiu o posto por um ponto em comum que tinha com Erenice: depois da ministra que caía, ela era a mais próxima de Dilma e, naquele momento, não era conveniente trocar uma figura de confiança da presidenta eleita por outra.
Paulista de Santo André, nascida em 5 de fevereiro de 1958, Mirian Belchior assumirá o Ministério do Planejamento para continuar dali a monitorar as obras e investimentos do novo governo.
GILBERTO CARVALHO
A sombra de Lula e os movimento sociais
Nos oito anos em que se manteve como chefe do gabinete pessoal de Lula, Gilberto Carvalho foi uma espécie de sombra do presidente. Era o anteparo por onde obrigatoriamente tinham de passar todos os que procuravam Lula.
Ex-seminarista, formado em Filosofia e Teologia, Gilberto Carvalho vem dos braços do PT ligados à Igreja Católica. É um dos mais próximos amigos de Lula. Ao longo de sua trajetória, porém, envolveu-se em episódios polêmicos. É acusado por irmãos de Celso Daniel de comandar um esquema de propina na prefeitura de Santo André, que teria sido a causa do assassinato do ex-prefeito. No novo governo Dilma, ocupará a Secretaria Geral da Presidência, responsável pela articulação com os movimentos sociais.
FERNANDO HADDAD
Ainda ministro, apesar do Enem
Quando outra vez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deu problemas este ano, muita gente apostou que os dias de Fernando Haddad à frente do Ministério da Educação chegariam ao fim. Haddad fica, porém, no ministério. Por um pedido do próprio presidente Lula, que argumentou com Dilma que ela deveria insistir na ideia de manter essa forma nacional de acesso à universidade idealizada pelo ministro.Bacharel em direito e mestre em economia, Haddad é considerado um dos mais bem formados acadêmicos entre os quadros do PT. Na nova fase no Ministério da Educação, deverá, porém, dar mais atenção ao ensino técnico profissionalizante, uma das metas para o setor prometidas por Dilma.
PAULO BERNARDO
O coringa
O paranaense Paulo Bernardo tem sido uma espécie de coringa no governo do PT. Seu nome já foi cotado para lugares tão díspares como o Banco do Brasil e a Casa Civil. Depois da passagem pelo Ministério do Planejamento, segue para o Ministério das Comunicações, com a tarefa de discutir novos marcos regulatórios para o setor, com o desenvolvimento das novas mídias que surgiram após a era da internet.
FERNANDO PIMENTEL
O amigo de Aécio Neves
À frente do Ministério do Desenvolvimento, Fernando Pimentel poderá cumprir também uma agenda política. Apesar de petista, ele é aliado em Minas Gerais de Aécio Neves, o senador eleito que deverá se tornar o principal nome da oposição ao governo Dilma. Pimentel chegou a fazer dobradinha com Aécio em Minas Gerais. Os dois se uniram para eleger o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. Economista nascido em Belo Horizonte no dia 31 de março de 1951, Pimentel é um dos fundadores do PT.
ALOIZIO MERCADANTE
Prêmio de consolação
Candidato a vice-presidente de Lula em 1994, tudo indicava que Aloizio Mercadante seria um dos homens fortes do governo quando o presidente metalúrgico afinal chegasse à Presidência. Embora tenha sido sempre um político de destaque, Mercadante acabou não sendo ministro de Lula. Torna-se ministro agora na equipe de Dilma, mas talvez com menos destaque do que ele mesmo gostaria. Um dos fundadores do PT, derrotado na disputa pelo governo de São Paulo, o economista paulista Aloizio Mercadante Oliva assumirá o Ministério da Ciência e Tecnologia.
IDELI SALVATTI
Fiel aliada na pesca
Paulista de nascimento, Ideli Salvatti fez sua carreira política em Santa Catarina, na cidade de Joinville, a partir de sua atuação como professora. Fiel aliada do governo, fez uma defesa por vezes estridente de Lula no Senado. É premiada agora com o Ministério da Pesca e Aquicultura, um cargo que vem sendo da quota petista catarinense no governo.
MARIA DO ROSÁRIOGaúcha do município de Veranópolis, Maria do Rosário é pedagoga, especializada em violência contra crianças. É com esse currículo que ela se torna Secretária de Direitos Humanos.
ALEXANDRE PADILHAMédico sanitarista, Padilha deixa a Secretaria de Assuntos Institucioais para assumir o Ministério da Saúde. Apesar de não ser um nome dos mais conhecidos, Padilha tem estreita ligação com o PT e com Lula. Foi coordenador das campanhas de Lula em 1989 e 1994. Padilha retorna à sua área de origem: antes da Secretaria de Assuntos Institucionais, ele foi diretor de Saúde Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
JORGE HAGEO ministro seguirá na Controladoria Geral da União. O baiano Jorge Hage substituiu Waldir Pires na CGU e manteve o mesmo perfil, centrado principalmente nas auditorias feitas por sorteio nos municípios, que acabaram por ajudar a desvendar esquemas de desvio de verbas no Orçamento, como o recente caso denunciado com as verbas do Turismo.
TEREZA CAMPELLOA economista Tereza Campello é outro nome da quota pessoal de Dilma. Ocupará o Ministério do Desenvolvimento Social, um dos carros-chefes na era Lula. Paulista de nascimento, Tereza radicou-se no Rio Grande do Sul, e ocupou cargos nas administrações petistas de Porto Alegre.
LUIZ SERGIOO deputado do PT do Rio de Janeiro assume o cargo que era de Alexandre Padilha no Ministério das Relações Institucionais.
AFONSO FLORENCEDeputado eleito pelo PT da Bahia, Afonso Florence não começará exercendo seu mandato. Será o novo ministro do Desenvolvimento Agrário. Historiador, é especialista nas lutas antiescravagistas ocorridas no Brasil. Foi secretário de Desenvolvimento Urbano do governo da Bahia.
ANA DE HOLLANDAIrmã menos conhecida do compositor Chico Buarque, Ana de Hollanda comandará a pasta da Cultura.
LUÍS INÁCIO ADAMSContinuará no cargo que já ocupava, na Advocacia Geral da União, onde substituiu o atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Antonio Dias Toffolli.
IRINY LOPESA deputada do PT do Espírito Santo assumirá a Secretaria de Política para as Mulheres.
OS PEEMEDEBISTAS

NELSON JOBIM
Um civil que os militares respeitam
O pefil do advogado gaúcho Nelson Jobim pode parecer excessivamente conservador para boa parte dos petistas. Ele é, por exemplo, um dos maiores obstáculos dentro do governo para a abertura completa dos arquivos da ditadura militar. Jobim, no entanto, tem uma vantagem que o sustenta: desde que a área da Defesa passou a ser comandada por um civil no governo Fernando Henrique Cardoso, Nelson Jobim é o primeiro que os comandantes militares, ligados a ele, realmente respeitam. A falta de sintonia entre os civis que passaram pela pasta e os militares já foi fator de diversas crises. Jobim vai mantendo os militares unidos sob suas ordens. E é assim que permanece. Por ele passarão algumas escolhas importantes: a principal delas, quem fornecerá os caças supersônicos que a Aeronáutica irá adquirir.
WAGNER ROSSI
O homem de Temer
Ex-deputado federal ligado à bancada ruralista, Wagner Rossi permanecerá no Ministério da Agricultura na quota do vice-presidente Michel Temer. Paulistano nascido no dia 27 de janeiro de 1943, é do grupo diretamente ligado a Temer. Já por indicação dele, comandou a Companhia Docas de São Paulo, administradora do porto de Santos, durante o governo Fernando Henrique.
EDISON LOBÃO
O homem de Sarney
Enquanto Temer mantém Wagner Rossi na Agricultura, o presidente do Senado, José Sarney, segura seu fiel aliado Edison Lobão no Ministério das Minas e Energia. Maranhense, nascido na cidade de Mirador, em 5 de dezembro de 1936, Lobão é advogado e jornalista.
GARIBALDI ALVES
Ele ainda está aprendendo
O bonachão senador do Rio Grande do Norte Garibaldi Alves surpreendeu com sua sinceridade. Ao ser anunciado ministro da Previdência, admitiu que pouco sabia sobre os problemas da pasta que vai exercer. Representante de uma das oligarquias políticas que dominam a política potiguar (a outra são os Maias), Garibaldi já governou seu estado. Como senador, foi um dos relatores da CPI do Orçamento, responsável pelos trabalhos da subcomissão de emendas. Chega ao ministério como indicação da bancada peemedebista do Senado.
PEDRO NOVAIS
Do motel ao Turismo
Com 80 anos de idade, o maranhense Pedro Novais chega ao Ministério do Turismo no centro de uma inusitada polêmica, especialmente por conta da sua idade avantajada. Indicação de José Sarney, Pedro Novais, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, usou dinheiro da sua verba como deputado federal para pagar uma festa para vários casais num motel próximo a São Luís.
MOREIRA FRANCO
Mais um da quota de Temer
A Secretaria de Assuntos Estratégicos já ganhou o apelido de Sealopra, por causa de seu nome original, Secretaria de Assuntos de Longos Prazos. Para alguns, trata-se apenas de uma pasta criada para acomodar aliados sem lugar. Foi inventada para dar um posto ao ex-ministro Mangabeira Unger, uma indicação do vice-presidente José Alencar. Ex-assessor de Fernando Henrique Cardoso na Presidência, o piauiense Moreira Franco fez sua carreira política no Rio, estado que governou, e é ligado no PMDB ao grupo de Michel Temer.
OS DEMAIS ALIADOS
ALFREDO NASCIMENTO
Mantido nos Transportes
O amazonense Alfredo Nascimento prosseguirá no Ministério dos Transportes, na quota do PR, seu partido. Nascimento tentou eleger-se governador do Amazonas nas eleições deste ano, mas foi derrotado pelo atual governador, Omar Aziz, reeleito.
CARLOS LUPI
Ele se mantém no Trabalho
Presidente do fato do PDT, o ex-jornaleiro carioca autoindicou-se para permanecer como ministro do Trabalho na quota de seu partido.

ORLANDO SILVA
Rumo à Copa e Olimpíadas
Dilma também pensou em colocar uma mulher à frente da pasta. A presidenta chegou a pensar em criar uma pasta específica dos Jogos Olímpicos para abrigar Orlando Silva. Mas o PCdoB, dono da vaga, optou por mantê-lo à frente do ministério, que Orlando Silva assumiu quando Agnelo Queiroz deixou o cargo em 2003. O baiano Orlando Silva envolveu-se no escândalo dos cartões corporativos quando usou o seu para pagar uma tapioca numa lanchonete de Brasília. À frente do ministério, ele viu o Brasil conseguir se tornar sede da próxima Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016. A administração dos dois eventos é o seu principal desafio.
MÁRIO NEGROMONTEO deputado federal é a indicação do PP, para o Ministério das Cidades, que permanece na quota do partido.
FERNANDO BEZERRA COELHOSecretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho é a indicação do PSB e de seu presidente, o governador de Pernambuco Eduardo Campos, para o governo Dilma.
LEÔNIDAS CRISTINOPrefeito de Sobral, Leônidas Cristino é outro nome da quota do PSB, que assumirá a Secretaria de Portos. É indicação do governador do Ceará, Cid Gomes.

OS TÉCNICOS
ALEXANDRE TOMBINI
Um funcionário de carreira no BC
Servidor de carreira do Banco Central, Alexandre Tombini deixa a diretoria de Normas da instituição para se tornar seu presidente. De acordo com analistas financeiras, esse gaúcho de 46 anos, formado em economia pela Universidade de Brasília, deverá manter os preceitos da política financeira que foi exercida por Henrique Meirelles na era Lula, mas de uma forma menos conservadora. Ou seja: poderá ser mais flexível no comando das taxas de juros, tão criticadas por empresários como o vice-presidente José Alencar.
HELENA CHAGAS
Tradição de família na Comunicação Social da Presidência
Ao assumir o posto de Franklin Martins, a jornalista Helena Chagas exercerá um papel curioso. Assumirá um cargo no primeiro escalão da Presidência que já foi ocupado por seu pai, o jornalista Carlos Chagas. Carlos Chagas foi o assessor de comunicação do ex-presidente Costa e Silva. A tarimbada jornalista carioca tem passagens importantes por alguns dos principais órgãos de comunicação do país. Chefiou a sucursal de Brasília do jornal O Globo. Saiu da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) para chefiar a assessoria de imprensa da campanha de Dilma. E de lá salta para a Secretaria de Comunicação da Presidência.
ANTONIO PATRIOTA
Dilma queria uma mulher
Dilma Rousseff queria indicar uma mulher do quadro de diplomatas do Itamaraty para o Ministério das Relações Exteriores. Sem, porém, conseguir encontrar o perfil adequado, optou por Antonio Patriota. Secretário-geral do Itamaraty, Patriota é da chamada turma dos "barbuinhos" da diplomacia brasileira, um grupo mais de esquerda que tem o atual ministro, Celso Amorim, como um de seus principais expoentes. Assim, ele deverá manter os mesmos pressupostos da atual política externa do governo Lula.
ISABELA TEIXEIRA
Técnica no Meio Ambiente
Funcionária de carreira do Instuto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Isabela Teixeira chegou ao ministério, como secretária-executiva do ex-ministro Carlos Minc. Tornou-se ministra quando Minc desincompatibilizou-se para disputar o cargo de deputado estadual pelo PT do Rio de Janeiro. Sua condição de técnica pode acabar sendo uma desvantagem na queda-de-braço com o setor ruralista em torno da aprovação do novo Código Florestal.
LUIZA BAIRROSGaúcha radicada na Bahia, a socióloga Luiza Bairros era secretária de Promoção da Igualdade Racial no governo de Jaques Wagner no estado. Chega ao Ministério da Igualdade Racial por indicação de Wagner, com o apoio das entidades ligadas ao movimento negro.
JOSÉ ELITO CARVALHO SIQUEIRAEx-comandante das Forças de Paz da ONU no Haiti, o general José Elito Carvalho Siqueira comandará o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Ativista do MOS e serventuária da justiça do TJ/RJ perde seu companheiro, em acidente na Rio Santos, em 20/12/10. Ele também ativista sindical e social, dirigente do SEPE/ANGRA/RJ - Sindicato dos Profissionais da Educação.

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Missa de 7º dia do meu companheiro Professor Cezar da Silva Lima Júnior E ALGUMAS PALAVRAS....
Por VITORIA - ANGRA - VARA em 25/12/2010
E-mail : (vikregia@ig.com.br/)


Agradeço a todos e todas que me enviaram mensagens de solidariedade e apoio, neste momento muito difícil que estou passando.


Estas palavras foram e estão sendo muito importantes, e meu companheiro as levou com ele também, aonde ele estiver saberá o que todos nós estamos fazendo em sua memória. Ele era uma pessoa muito boa, maravilhosa, não só para mim, mas todos que cruzaram o seu caminho tinham a mesma opinião.

A presença dele ao meu lado por tudo que passei na ocasião da pós greve de 2008, foi fundamental para ter força suficiente para passar por tudo com dignidade. Ele era e continua sendo muito querido por seus alunos e colegas de trabalho.Também era um ativista político e social nas lutas do magistério e de nossa sociedade pela melhoria e respeito pela Educação, por isso aceitou participar da diretoria do SEPE de Angra, na atual gestão. Era um professor muito dedicado! Muito inteligente, passou em 2º lugar na prova do Estado para Ciências Socias. Tentava ver se ele mudava de opção , por outro concurso público que o remunerasse melhor, pois tinha dois filhos, um casal, mas ele não queria. Ele adorava exercer o magistério,mesmo não tendo a valorização merecida dos governantes, era sua paixão. Sua mãe me dizia que já criança , quando perguntavam o que queria ser quando crescesse , respondia: PROFESSOR. Também achavam que ele era uma criança fora do seu tempo, pois enquanto naquela idade, seus coleguinhas brincavam de jogar bola, soltar pipa....ele ficava na maioria das vezes lendo livros.

Tenho que confidenciar , toda 2ª feira ele levantava às 3.00 horas da manhã para se deslocar do centro do Rio/ Santa Teresa, para poder estar às 7.00 hs da manhã em sala de aula, no Frade em Angra. Era muito disciplinado. Com sol ou com chuva, estava lá ele de pé, com sua bagagem na mão e com prazer cumpria semanalmente este ritual. No dia 20/12, ele foi pra lá participar da confraternização de fim de ano, e nunca mais voltou para os meus braços. Sofro muito em pensar em sua ausência , mas tentarei com os familiares e amigos superá-la. Desculpem-me por ter me alongado, precisava dividir isto com vocês. Foi uma grande perda! Foi uma grande perda! ...

Agradeço também aos que estiveram ao meu lado, presentes na última despedida do meu companheiro.

Agradeço também a ajuda financeira que recebi do Sind-Justiça, pois precisei recorrer ao fundo de greve, para poder concluir o seu funeral, pois com o traslado do corpo de Angra para o Rio ficou muito puxado. E com o contracheque descontado agora em dezembro, pela metade, e zerado em janeiro, ficou também muito difícil assumir todas as despesas só junto com a sua família.

Abaixo informo o dia e os horários das duas missas que ocorrerão em sua homenagem:

MISSA DE 7º DIA DO MEU COMPANHEIRO PROFESSOR CEZAR DA SILVA LIMA JÚNIOR

1) Na Cidade do RIO DE JANEIRO - 2ª feira dia 27/12/10

Paróquia de Santo Antônio do Quitungo

Est.do Quitungo, 1265 - Brás de Pina - RJ - 21215-560 -
+55 21 3391-0292

HORÁRIO DA MISSA: 2ª FEIRA , DIA 27/12/2010 ÀS 19:00 HORAS.


2) Na cidade de ANGRA DOS REIS : domingo, dia 26/12/10

Paróquia de Santo Antônio

Rua São Sebastião nº 24, ao lado do Colégio Estadual Antônio Dias Lima , onde lecionava. Bairro: Frade.

DIA E HORÁRIO DA MISSA: DOMINGO, DIA 26/12/2010 EM dois horários: às
7:00 e às 19:00 horas.

OBS.: No horário das 19:00 horas haverá a presença dos profissionais da Escola e de seus alunos que lhe farão uma homenagem.


A FAMÍLIA ESTARÁ PRESENTE EM TODAS AS MISSAS, EM ANGRA E NO RIO DE
JANEIRO.

ASS.: VITÓRIA RÉGIA.
VITORIA
ANGRA -VARA

POR QUE A NOSSA GREVE NÃO SAI NO O GLOBO? Matéria retirada do Portal do Sind-Justiça/RJ - A greve no TJ/RJ continua, completando hoje 68 dias de greve!

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POR QUE A NOSSA GREVE NÃO SAI NO O GLOBO?
Por SILVANO - CAPITAL/ - V. em 25/12/2010
E-mail : (silvanomendonca@ig.com.br/)


Imprensa do Rio de Janeiro denuncia alguns juizes, mas se cala sobre outros


Hoje 24/12/2010 o jornal O Globo publicou uma matéria com destaque na capa, dizendo que ex-presidente do TRE e ex-corregedor-geral de Justiça do Rio, o desembargador afastado Roberto Wider manteve parcerias obscuras com o lobista Eduardo Raschkovsky, acusado de oferecer blindagem a políticos e empresários réus em processos judiciais, em troca de vantagens financeiras, conforme a conclusão da CPI da Venda de Sentenças da Assembleia Legislativa do Rio.


No dia 18 de junho de 2010 uma notícia publicada na Folha de São Paulo, mostrava que o atual Presidente do Tribunal de Justiça do RJ, Desembargador Luiz Zveiter, está respondendo a um processo no CNJ por fraudes em um concurso, conforme a manchete abaixo.


LINK: http://ricardo-gama.blogspot.com/2010/06/blog-post_18.html


E no dia 07 de agosto de 2010, outra postagem, também de uma notícia da Folha de São Paulo, onde informava que o CNJ e o MP vão investigar o Presidente do TJ Luiz Zveiter pelo apoio a candidatura do irmão a deputado federal, conforme manchete abaixo:


LINK: http://www1.folha.uol.com.br/poder/779413-cnj-e-mp-vao-investigar-apoio-de-presidente-do-tj-rj-a-candidatura-do-irmao.shtml


O Presidente do TJ, Desembargador Luiz Zveiter, nega todas as acusações.


Todas as denúncias sobre o Presidente do Tribunal de Justiça do RJ, Luiz Zveiter, foram noticiadas pela imprensa de São Paulo, aqui no Rio de Janeiro todos os meios de comunicação se calararam, por exemplo, as Organizações Globo.


A Deputada Estadual Cidinha Campos indignada com as denúncias contra o Presidente do TJ, Luiz Zveiter, fez um brilhante e contundente discurso na ALERJ dizendo que:


O presidente do Tribunal de Justiça Luiz Zveiter não tem moral para presidir nenhum tribunal, ...é acusado de falsificar um concurso.., ...o concurso foi cancelado por corrupção..., ...esse homem pode ser Presidente do TJ do Rio de Janeiro ?, ...como é que é TV Globo vai ficar calada ?


Veja o vídeo:


http://www.youtube.com/watch?v=wWbv54e639w




O que me revolta é, o por que, das Organizações Globo denunciarem alguns juízes, e protegem outros, o que há por trás disso ?


Por que as Organizações Globo se calam sobre as denúncias contra o Desembargador Luiz Zveiter ?


Isso é uma vergonha, esse é o Brasil sendo moldado pelos interesses dos poderosos.


Este blog dá os PARABÉNS a Deputada Cidinha Campos pelo brilhante e corajoso discurso.


Abaixo a matéria de hoje do Globo.


Reprodução do Globo on line.


RIO - Ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e ex-corregedor-geral de Justiça do Rio, o desembargador afastado Roberto Wider manteve parcerias obscuras com o lobista Eduardo Raschkovsky, acusado de oferecer blindagem a políticos e empresários réus em processos judiciais, em troca de vantagens financeiras. Esta é a conclusão da CPI da Venda de Sentenças da Assembleia Legislativa do Rio, que durante um ano investigou as ações do lobista no Judiciário fluminense.
O relatório final, produzido pelo deputado André Corrêa (PPS-RJ), enumera situações que deixam patente a influência de Raschkovsky sobre as decisões tomadas pelo desembargador. Uma delas foi a nomeação de dois advogados do escritório do lobista para ocupar, respectivamente, a titularidade dos cartórios do 11º Ofício de Notas da capital e do 6º Ofício da Justiça de São Gonçalo, no Grande Rio.


- Evidenciamos que as relações entre os dois não eram nada republicanas - disse Corrêa.


Ficha suja virou nicho de negócios
Wider, enquanto presidiu o TRE-RJ (2006-2008), lançou uma campanha sem tréguas contra os chamados candidatos de ficha suja, prometendo barrar-lhes a pretensão eleitoral. Ao mesmo tempo, Raschkovsky procurava esses mesmos políticos, ameaçados de exclusão do processo, para oferecer-lhes proteção judicial. Wider admitiu que tinha uma relação social com o lobista, forjada pela admiração de ambos pela degustação de vinhos.


A CPI das Sentenças, criada em dezembro do ano passado, foi motivada por uma série de reportagens iniciada no mês anterior pelo GLOBO, mostrando a desenvoltura de Raschkovsky nos corredores e gabinetes do Tribunal de Justiça e do TRE. Além de Wider, ele também manteve relações com os desembargadores Carpena Amorim, Alberto Motta Moraes e Sérgio Cavalieri (este, ex-presidente do TJ), entre outros magistrados.


- Ele lustra os sapatos nos carpetes vermelhos do tribunal - comentara a juíza Márcia Cunha, quando o acusou, há cinco anos, de tentar corrompê-la para favorecer o grupo Opportunity.


Além da CPI, o Conselho Nacional de Justiça decidiu, em janeiro, abrir um processo disciplinar contra Roberto Wider, razão pela qual o desembargador está afastado de suas funções há quase um ano.


No relatório final, a comissão da Alerj aponta os movimentos de Raschkovsky no setor de cartórios extrajudiciais do Grande Rio como a mais sólida prova do tráfico de influência. Depois de contemplar dois advogados do lobista com cartórios, Wider, como corregedor, determinou no ano passado uma devassa no 15º Ofício de Notas, que recusava-se a saldar uma suposta dívida cobrada por Raschkovsky.


Como não houve acordo, uma correição extraordinária, com grande efetivo, se abate sobre o 15º Ofício, numa clara evidência de pressão institucional, concluiu a CPI.


A dobradinha entre Wider e Raschkovsky, demonstraram as investigações, se repetiu no curso de outras demandas judiciais. Numa delas, o desembargador removeu o obstáculo jurídico que impedia a venda de um clube da Barra da Tijuca, posteriormente transformado em condomínio residencial. Documentos revelaram que Wider era cotista de outro clube comprado pelo mesmo grupo, além de ter adquirido um imóvel a preço vil dos mesmos empresários.


Os integrantes da CPI - além de Corrêa, os deputados Paulo Ramos (PDT), Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) e Gilberto Palmares (PT) - encontraram dificuldade para oficializar os depoimentos ouvidos de políticos, que contaram ter sofrido assédio de Raschkovsky. De todos, a única a concordar com a formalização do testemunho foi a ex-prefeita de Magé Núbia Cozzolino.


À CPI, Núbia admitiu conhecer o lobista: Todos sabem que Eduardo Raschkovsky atuava no Tribunal Regional Eleitoral e que todos (os políticos) tinham de ir lá para fazer o terceiro turno. Nos corredores da política fluminense, terceiro turno seria o esquema de propina destinado a garantir a blindagem judicial até a diplomação e a posse do candidato eleito.


Núbia se declarou vítima de exploração de prestígio ao ser obrigada a contratar, para defendê-la, um advogado com notória ligação com o desembargador Alberto Motta Moraes, na época presidente do TRE e relator de um processo que ameaçava o seu afastamento do cargo.


Motta Moraes, que se aposentou este ano, também responde a procedimento no CNJ por envolvimento com banqueiros do jogo do bicho, que teriam patrocinado uma festa do TRE.


O plenário da Alerj aprovou a remessa do relatório final ao Ministério Público do Rio de Janeiro, à Polícia Federal e ao Conselho Nacional de Justiça. Além do tráfico de influência, a CPI quer que as autoridades responsáveis apurem a remessa ilegal de dinheiro de Wider e Raschkovsky para o exterior - nas investigações da Operação Farol da Colina, apareceram remessas de Raschkovsky para contas em paraísos fiscais, e da ex-mulher de Wider, Vera Lúcia Teixeira dos Santos, para um banco português.


A CPI também decidiu criar, na próxima legislatura, outra CPI, desta vez destinada a investigar o 9º Ofício do Registro Geral de Imóveis, por irregularidades na legalização de empreendimentos imobiliários na Barra da Tijuca.






Presidente do TJ Luiz Zveiter está sendo investigado pelo CNJ por fraude em concurso


sexta-feira, 18 de junho de 2010
A situação para os desembargadores do TJ do Rio não está muito bem, o Desembargador Roberto Wider que era Corregedor Geral foi afastado das suas funções, motivo, suspeita de corrupção, o também desembargador Motta Moraes também está sendo investigado.


E agora, o atual Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o Desembargador Luiz Zveiter, está sendo investigado pelo CNJ por suspeita de ter favorecido a ex-namorada em um concurso público para tabelião, em 2008, quando era corregedor do TJ e presidiu a comissão do concurso.


Inclusive o concurso foi anulado pelo Conselho Nacional de Justiça, em abril. A sindicância foi aberta no dia 26 pelo ministro-corregedor do CNJ, Gilson Dipp.


O Desembargador Luiz Zveiter nega todas as acusações, conforme matéria da Folha de São Paulo abaixo.


Isso é uma vergonha !!!


Na minha opinião o Tribunal de Justiça do Rio e o TRE deveriam sofrer um intervenção imediata do CNJ.


Reprodução da Folha de São Paulo, clique aqui e leia na íntegra.




A corregedoria do Conselho Nacional de Justiça abriu sindicância contra o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Zveiter.


Ele está sob suspeita de ter favorecido a ex-namorada em um concurso público para tabelião, em 2008, quando era corregedor do TJ e presidiu a comissão do concurso.


O concurso foi anulado pelo Conselho Nacional de Justiça, em abril. A sindicância foi aberta no dia 26 pelo ministro-corregedor do CNJ, Gilson Dipp.


Inscritos no concurso denunciaram ao CNJ que a segunda colocada, Flávia Mansur Fernandes, era namorada de Luiz Zveiter. Questionaram também a aprovação de Heloísa Estefan Prestes, amiga de Zveiter.


A sindicância está em fase de coleta de provas e de ouvir testemunhas. Caso haja decisão por abrir processo administrativo disciplinar, a punição máxima, diz o CNJ, é a aposentadoria compulsória.


Segundo portaria que instituiu a sindicância, Zveiter nomeou Heloísa Prestes para o 2º Ofício de Justiça de Niterói -cuja arrecadação foi de R$ 2,48 milhões em 2008-, quando deveria ter nomeado o tabelião substituto mais antigo do cartório.


Depois, designou Flávia Mansur para ser tabeliã substituta no mesmo lugar.


OUTRO LADO


O presidente do TJ-RJ afirmou, por meio de sua assessoria, que o concurso obedeceu rigorosamente todos os aspectos da legalidade e impessoalidade e que foi conduzido pelo Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.


Disse que a decisão sobre a anulação é questionada no Supremo Tribunal Federal e que confia plenamente na lisura dos membros da comissão de concurso.


FONTE:http://ricardo-gama.blogspot.com/
SILVANO
CAPITAL/ -V.