SEJA BEM-VINDO AO NOSSO BLOGUE!

ATENÇÃO! As matérias aqui publicadas só poderão ser reproduzidas fazendo constar o endereço eletrônico deste blogue. Os textos assinados não necessariamente refletem a opinião do CESTRAJU. " Há pessoas que lutam um dia e são boas. Há outras que lutam um ano e são melhores. Mas há as que lutam toda a vida e são imprescindíveis." "Tudo bem em hesitar...se depois você for em frente ...." (Bertold Brecht) "O melhor da vida é que podemos mudá-la" ( anônimo ) Junte-se a nós! Venha mudá-la para melhor!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

História Viva - Há 30 anos explodia a bomba no Riocentro - (Ameaça ao 1º de maio, aos trabalhadores e artistas do show)- Matéria do Blog do Edmilson - Dep. Estadual do Pará




Rio de Janeiro, 1981, Riocentro. Era para ser uma grande festa cívica, um show popular reunindo milhares de pessoas no 1º de maio. Mas, naqueles dias do período final do regime militar, moviam-se nas sombras grupos de extrema-direita diretamente vinculados aos órgãos de repressão da ditadura.
Foi uma dessas células que planejou o atentado, que se houvesse alcançado êxito, poderia ter causado a perda de centenas de vidas humanas. A bomba deveria explodir em meio ao show e provocar um enorme tumulto, com consequências imprevisíveis. Porém, o artefato explodiu no carro de uma dupla de militares, ainda no estacionamento do Riocentro, causando a morte instântanea de um deles, o capitão do Exército Guilherme Pereira do Rosário.
Apesar de todas evidências que vinculavam a ação ao aparato militar, até hoje ninguém foi punido.
Lembrar do atentado do Riocentro, três décadas depois, serve para destacar o quanto ainda é preciso avançar na apuração dos crimes cometidos durante a última ditadura fardada que tantos traumas provocou na sociedade brasileira.

1º de maio e a bomba do Riocentro que completa 30 anos de explosão, num atentado dos militares contra os trabalhadores que lutavam pelo restabelecimento da democracia no país! Matéria retirada do Blog "Panis cum ovum" de 24/04/11.

Bomba do Riocentro: 30 anos, o terror da ditadura

A foto de Frederico Mendes publicada na Manchete. Reprodução.
O JB com as "conclusões" do falso inquérito.
O cartaz do show de 1° de Maio de 1981. 
O Globo de hoje publica matéria dos repórteres Chico Otávio e Alessandra Duarte que revela uma agenda com nomes e codinomes ligados a uma organização terrorista chamada "Grupo Secreto". A agenda com telefones estava no bolso do terrorista ferido e não foi investigada pelos responsáveis pela simulação de investigação. O grupo praticou outros atentados, um deles o que causou a morte de Lida Monteiro, secretária da OAB.
por Gonça
O atentado terrorista do Riocentro, praticado por militares que não se conformavam com os sinais de abertura política e a perspectiva do fim da ditadura, completa 30 anos. A bomba foi detonada no dia 1° de Maio de 1981. O objetivo era atingir a plateia de um show que acontecia no interior do pavilhão. Os autores esperavam assassinar algumas centenas de pessoas e, com isso, instalar um caos social que justificaria o reendurecimento do regime. Deu errado, uma bomba explodiu no colo de um dos terroristas, o sargento Guilherme Pereira do Rosário, e feriu o outro, o então capitão Wilson Dias Machado. Niguém foi punido. O governo dirigiu as investigações, montou um relatório circense, alegou que os militares foram vítimas de uma "armadilha" e que a esquerda era responsável pelo atentado. O capitão-terrorista seguiu sua carreira normalmente, com as devidas promoções. A redação do Jornal Nacional chegou a ser ocupada por militares por ter mostrado em uma das edições que havia mais duas bombas no interior do Puma onde estavam os terroristas. A tropa que invadiu a TV Globo impôs o desmentido e as supostas "bombas" viraram, no dia seguinte, simples cilindros de gás lacrimogênio. A revista Manchete, assim como todos os veículos, estava no local para cobrir o show. O fotógrafo Frederico Mendes fez imagens do Puma nos primeiros momentos após a explosão. A ditadura ainda resistiria por quatro anos, formalmente,  mas teve forças para conduzir o processo eleitoral indireto que nomeou Tancredo Neves como presidente, em 1985. E, com a morte deste, exibiu poder de pressão suficiente para atropelar a lei e escalar um apoiador do regime militar, José Sarney, para o Planalto, em lugar do vice de Tancredo, Ulysses Guimarães, considerado menos confiável pelos generais. Os militares permaneceram mandando por muitos anos, as leis de exceção não foram alteradas imediatamente (muitas estão aí até hoje) e o ato terrorista foi arquivado, sem culpados. Na época, Carlos Drummond de Andrade ironizou: "Teria ocorrido o trágico engano de caçar passarinho no Riocentro no interior de um automóvel chapa-fria?"

2 comentários:

debarros disse...
Literalmente pode-se dizer que o tiro saiu pela culatra. Em qualquer país do mundo os autores intelectuais seriam responsabilizados e presos pelo crime que cometeram. Mas, estávamos no Brasil e sob um regime militar opressivo, repressivo e ditatorial e nada aconteceu e ninguém foi preso.
Ebert disse...
Esse pessoal de vez em quado tenta botar a cabeça de fora como recentemente quando queriam comemorar o golpe de 64, movimento assassino, corrupto e uma página vergonhosa na história dso Brasil.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Fim do Consenso de Washington - Matéria retirada do Portal do Jornal do Brasil

País - Sociedade Aberta


O Fim do Consenso de Washington: está na hora do FMI e do Banco Mundial pedirem desculpas à América Latina?

Jornal do BrasilJosé Matias-Pereira *
Passou quase despercebida na América Latina, e em especial no Brasil e na Argentina, a manifestação do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), numa recente conferencia feita na universidade George Washington, na capital dos Estados Unidos, no início de abril último, na qual afirmou que a recente crise econômica e financeira mundial evidenciou a necessidade de intervenção do Estado na economia, notadamente para controlar os excessos do mercado. A crise mundial mostrou que as políticas neoliberais são coisas do passado, decretando, assim, sem muito alarde o fim do consenso de Washington. Recorde-se que o consenso é um receituário com diretrizes macroeconômicas liberais – apoiadas em regras simples para as políticas fiscais e monetárias, que previam garantir a estabilidade, a desregulação e a privatização, liberalizando o crescimento e a prosperidade, e os mercados financeiros canalizaria os recursos financeiros para as áreas produtivas - impostas pelo FMI e o Banco Mundial aos países em desenvolvimento nas últimas duas décadas do século XX. 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CJF decide descontar dia de paralisação de juízes - matéria retirada do Portal www.conjur.com.br

Mobilização nacional
O Conselho da Justiça Federal (CJF) decidiu, na sessão desta segunda-feira (25/4), que os juízes federais que participarem da paralisação nacional programada para quarta-feira (27/4) terão descontados o dia não trabalhado. A proposta foi apresentada pelo presidente do CJF, ministro Ari Pargendler, e aprovada por unanimidade.
A paralisação foi decidida após votação na Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) no dia 24 de março: 74% dos participantes foram favoráveis à paralisação no dia 27 de abril; 17% optaram por dar continuidade às negociações; e 9% votaram pela greve imediata e por tempo indeterminado.
De acordo com comunicado da Ajufe, com a paralisação de 24 horas, os juízes federais pretendem chamar a atenção para a falta de segurança dos magistrados que trabalham contra o crime organizado e o tráfico de drogas. Os manifestantes também querem a simetria de direitos e prerrogativas com o Ministério Público Federal, aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça; e a revisão dos subsídios de acordo com as perdas inflacionárias, como determina a Constituição.
Em Brasília, a manifestação começará às 10 horas com uma entrevista coletiva do presidente da Ajufe, Gabriel Wedy, na sede da Associação em Brasília. À tarde haverá um debate com a participação dos presidentes dos sindicatos de juízes de Portugal, Espanha e Itália, que lideraram movimentos em defesa da independência do poder Judiciário nos seus países. As palestras serão no Auditório da Seção Judiciária do Distrito Federal, edifício sede I.A entidade afirmou ainda que todos os casos de urgência serão atendidos para não prejudicar o cidadão. 
São Paulo
Além de cruzarem os braços nesta quarta-feira, os juízes de São Paulo e de Mato Grosso do Sul pretendem ainda fazer um ato em defesa da Justiça e da magistratura, às 15 horas, no Fórum Ministro Pedro Lessa.
O presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp), Ricardo Nascimento, afirmou que a movimentação é importante para que os juízes possam reforçar as reivindicações sobre a correção salarial, segurança e sobre a implantação da decisão do Conselho Nacional de Justiça, que estabeleceu a igualdade de direitos e garantias com os membros do Ministério Público Federal. O Fórum Pedro Lessa fica na Avenida Paulista, 1.682, em São Paulo.
Confira a programação:
10h – Entrevista coletiva do presidente da Ajufe, Gabriel Wedy.
Local: Sede da Ajufe Centro Brasil 21 – SHS quadra 06, bloco E sala 1305.

14h – Abertura do Ciclo de Palestras em Defesa da Valorização da Magistratura – Dr. Gabriel Wedy, presidente da Ajufe
Local: Auditório da Seção Judiciária do Distrito Federal, edifício sede I – SAS quadra 02 bloco G lote 08.

14h10 - Juiz Desembargador António João Latas, membro do Conselho Geral e do Gabinete de Relações Internacionais da Associação Sindical dos Juízes Portugueses.
Tema: Valorização da Magistratura Européia.

14h50 - Juiz Benito Raboso Del Amo, presidente do Foro Judicial Independente da Espanha
Tema: Valorização da Magistratura Européia.

15h30 - Juiz Luca Palamara, presidente da Associação dos Magistrados da Itália.

Tema: Valorização da Magistratura Européia: Segurança dos Magistrados.

domingo, 24 de abril de 2011

Presa promotora de Justiça do Distrito Federal! - Matéria retirada do Portal www.conjur.com.br de 24/04/2011


Coluna Vladimir - Spacca
Esta Semana Santa surpreendeu os brasileiros com uma notícia não muito religiosa: foi presa dia 20 uma promotora de Justiça do Distrito Federal, sob a alegação de interferir na produção de provas em Ação Penal que responde no TRF da 1a Região. Trata-se de fato histórico. Não conheço outro caso de prisão de membro do Ministério Público por fatos ligados a acusação de corrupção.
O processo original faz parte da Operação Caixa de Pandora, em que se apura um esquema de corrupção no DF, envolvendo, inclusive, o procurador-geral da época e o então governador. A prisão preventiva decretada fundou-se, entre outras coisas, na descoberta de vídeos em que a promotora arquitetava um plano de simulação de doença mental e também em uma viagem à Itália, feita sem autorização judicial.
No intervalo de uma de suas novelas preferidas, minha sogra viu a notícia em uma chamada e exclamou: “Credo, não dá para confiar mais em ninguém! Uma promotora, ganhando o que ganha, e ainda vai se meter nisto?”.
Sem entrar no exame do mérito da decisão judicial e apanhando a notícia da mídia como mote, observo que as palavras acima sintetizam o pensamento do brasileiro comum: a) é possível confiar nas autoridades?; b) o que leva uma pessoa que detenha boa posição social, vencimentos dignos e segurança no cargo a cometer um desvio de conduta?
A primeira resposta é otimista. Dá, sim, para confiar nos que ocupam cargos públicos em geral e nos agentes do Ministério Público em especial. O Ministério Público Federal (incluindo o do Trabalho, o Eleitoral e o Militar) e o dos estados, possuem certamente mais de 10 mil procuradores e promotores. Um universo deste porte, inevitavelmente, terá alguns desvios. Acidentes de trânsito, abuso de autoridade, lesões corporais, dão suporte a algumas ações penais originárias que tramitam no STJ, TJs ou TRFs. E agora um caso de corrupção ativa.
Mas será isto algo desanimador? Estará o MP brasileiro perdido? Não, por certo. A corrupção, como todas as outras fraquezas ou desvios de conduta, faz parte da natureza humana. E vou mais longe. A honestidade de uma pessoa só pode ser reconhecida quando ela é posta em prova. Por isso, a revolta dos jovens, muito embora salutar, não significa necessariamente honestidade. Eles ainda não tiveram a oportunidade.
O caso ora comentado, com certeza, não é único. Mas é uma exceção. O MP tem prestado relevantes serviços ao Brasil, não apenas na esfera criminal, mas também na defesa do meio ambiente, da probidade administrativa e do consumidor.
Vez por outra, ocorre algum excesso. Um jovem agente que propõe uma ação sem elementos de convicção e que submete o réu a anos de espera da distante decisão judicial definitiva. Outro que, crendo ser o paladino da moralidade, divulga na mídia a notícia de fato que crê ser criminoso, antes mesmo do recebimento da denúncia. Estas ações em nada colaboram para o engrandecimento da instituição. Causam dor, sofrimento e, por vezes, ações de indenização por dano moral proposta pelos que se consideram injustamente processados.
Para os desvios de conduta, o único caminho é uma boa e estruturada Corregedoria. Cada estado tem a sua e, por certo, nos mais populosos não é fácil o controle de 800 ou mais de 1.000 promotores.
Só que no MP dos estados há uma situação especial. O procurador-geral da Justiça é eleito pela classe, muito embora escolhido pelo governador em lista tríplice. A questão que se coloca é a seguinte: um corregedor que pretenda ser procurador-geral será rigoroso na apuração dos casos disciplinares? Ou será condescendente, a fim de não criar atritos e conseguir mais votos quando for candidato a procurador-geral?
No âmbito do Ministério Público Federal, a Corregedoria-Geral situa-se em Brasília. O site do MPF a ela não faz referência na página inicial. Todavia, no seu interior há menção às suas atividades. A subprocuradora-geral da República Ela Wiecko Volkmer de Castilho, atual corregedora-geral, iniciou um importante trabalho de correições em diversos estados, como Tocantins, Santa Catarina e Paraíba. Este é o caminho certo. Prevenir para não ter que remediar.
Mas a novidade na área é a Corregedoria Nacional do Conselho Nacional do Ministério Público. O CNMP, criado junto com o CNJ, teve ao longo do tempo uma atuação discreta. No entanto, a partir da gestão do promotor catarinense Sandro José Neis, como corregedor nacional, a Corregedoria dedicou mais atenção ao acompanhamento das atividades dos agentes do MP, federais ou estaduais. E assim foram feitas inspeções ordinárias, a começar pelo Piauí, conforme relatório de dezembro de 2009.
Aí está o caminho. Inspeções auxiliam a aprimorar os trabalhos das unidades do MP e a corrigir eventuais deslizes. São absolutamente necessárias para o aperfeiçoamento da instituição.
Vejamos, agora, o outro ponto. A análise do que leva alguém que detenha um cargo relevante no MP, com bons vencimentos, a envolver-se em uma acusação grave como a de corrupção. Falando genericamente e não sobre o caso concreto, penso que são alguns e não um fator. E eles se aplicam, da mesma forma, aos juízes.
Primeiro, a certeza da impunidade, o que até pouco tempo era regra quase absoluta. Segundo, a ambição exagerada, querendo o agente público usufruir, consumir, como se fosse um empresário ou profissional liberal bem sucedido. Terceiro, o afrouxamento da censura social, que permite a estas pessoas o convívio social, inclusive com colegas, sem maiores dificuldades.
Bem, de tudo o que foi dito, o importante é que as instituições estão funcionando e, passo a passo, a impunidade vai ficando relegada ao passado.