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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Bloco do Rabugento, em Vila da Penha, homenageia o Professor Cezar Lima...


DIVULGAÇÃO E NOTA DE ESCLARECIMENTO
O Bloco do Rabugento, em Vila da Penha, homenageia o Professor Cezar Lima...

           A perda do Prof. Cezar Lima num acidente de trânsito em 20/12/2010 na altura do km 414, em Itacuruçá, quando retornava de um dia de trabalho do Colégio em Angra, não foi um simples acidente, está sendo apurado como um homicídio culposo envolvendo a Viação Costa Verde. A família não está tendo acesso pleno ao Inquérito, até para ser esclarecida da forma de como estão ocorrendo as investigações e os depoimentos. O que tem demandado a ida e vinda de sua companheira à Delegacia com pouco êxito. O laudo de perícia de local não foi conclusivo. Porém estes indícios só poderão ser esclarecidos com sua confirmação ou não de forma idônea se houver transparência na forma de apuração dos fatos no inquérito e acesso dos familiares. Não queremos eleger um culpado sem provas, porém tudo que reivindicam seus familiares e amigos é justiça. Por tudo isso o grito de carnaval tem que ser também um GRITO DE MOBILIZAÇÃO PERMANENTE PELA TRANSPARÊNCIA DA APURAÇÃO DOS FATOS, que levaram ao acidente que acabou com a vida de um pai, de um companheiro, de um esposo, de um amigo, de um ativista, de um sonhador, de um PROFESSOR.... que também atuava no SEPE núcleo de Angra dos Reis ( SINDICATO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) , no SIMPRO ( SINDICATO DOS PROESSORES PARTICULARES, CCOB ( CENTRO CULTURAL OTÁVIO BRANDÃO, em Marai da Graça) e PCB e com sua companheira Vitória Régia, ativista do movimento de oposição e de base da justiça estadual/RJ.

GRITO DE CARNAVAL - PRÉ CARNAVALESCO DO RABUGENTO

Bloco do Rabugento
Fala Subúrbio da Cidade Maravilhosa
Defile 2011
Dia 26 de fevereiro
concentração às 16:00/17:00 horas
saída às 17:00 h 
Rua Antonio Storino
Vila da Penha
Bar Papo de Eskina
 
 

Abaixo segue a letra da música do bloco:

O Rabugento dá a Cézar o que é de Cézar

A Cézar o que é de Cézar
Vamos homenagear
Comunista de valor
Nome de Imperador
Lutador e Sonhador

Cézar Lima, aqui deixou saudades
Pai, bom filho, companheiro
E amigo de verdade
Garçon, radialista e ajustador
Sindicalista, candidato e professor

Assim que eu gosto!
É isso que eu quero
Dá pra cá o meu rapé,
Sai pra lá o pós- moderno

Avé Cézar,
Voa pra imensidão
Avermelhando o céu
Sonho de Revolução

ANGRAriando simpatias
Enfrentando a burguesia
um índio se apaixonou
e sua VITÓRIA conquistou

No Centro Cultural
Sempre o militante social
E o Rabugento em festa
Hoje aqui se manifesta
Para este carnaval



OBS.: Há ainda poucas camisetas do bloco para ser vendida na hora , para custear a banda de músicos que tocará no bloco.
 Leve sua crítica para o desfile, aberto aos temas sociais, em que as
questões cruciais sobre a educação, saúde, segurança, mídia, justiça, política... não podem faltar entre outros, como também a segurança nas vias públicas, para que novos acidentes em locais conhecidos como “curva da morte” não façam novas vítimas...

vamos manter acesa a chama da essência do carnaval saudável, bem
família, e bem crítico !

VITÓRIA RÉGIA , SUA COMPANHEIRA ETERNA, PROFESSOR CEZAR LIMA? PRESENTE! PRESENTE!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ATIVISTAS SOCIAIS ALERTA! PARTICIPEM! REPASSANDO NOTA RECEBIDA PARA DIVULGAÇÃO A TODOS E TODAS.

Moradores de Santa Cruz e pescadores da Baía de Sepetiba convidam para:
Ato
contra a
ThyssenKrupp
Companhia Siderúrgica do Atlântico
(TKCSA)
que está destruindo a Baía de Sepetiba.
Data: 25 de fevereiro – sexta-feira
Hora: 10h00

Local: em frente à Secretaria Estadual de Ambiente (SEA) e ao Instituto Estadual de Ambiente (INEA)
Avenida Venezuela, 110

Não deixe que a TKCSA ganhe a Licença Definitiva de Operação!



--
Ricardo Pinheiro
Camarada Afonso Diniz, PRESENTE!
Camarada Cézar Lima, PRESENTE!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Bloco do Rabugento, em Vila da Penha, homenageia o Professor Cezar Lima

A perda do Prof. Cezar Lima num acidente de trânsito em 20/12/2010 não foi um simples acidente, está sendo apurada como um homicídio culposo envolvendo a Viação Costa Verde, que tem grande poder na região Costa Verde. A família não está tendo acesso pleno ao Inquérito, a forma de como estão ocorrendo as investigações. Há indícios de  que pode ter  havido culpa do motorista da viação, tanto que o laudo de perícia de local não foi conclusivo. Porém estes indícios só poderão ser esclarecidos com sua confirmação ou não de forma idônea se houver transparência na forma de apuração dos fatos no inquérito e acesso dos familiares. Não queremos eleger um culpado sem provas, porém tudo que reivindicam seus familiares e amigos é justiça e uma apuração transparente e idônea. Por tudo isso o grito de carnaval tem que ser também um  GRITO DE MOBILIZAÇÃO PERMANENTE PELA TRANSPARÊNCIA DA APURAÇÃO DOS FATOS  que levaram ao acidente que acabou com a vida de um pai, de um companheiro, de um esposo, de um amigo, de um ativista, de um sonhador, de um PROFESSOR.... 
 
GRITO DE CARNAVAL - PRÉ CARNAVALESCO DO RABUGENTO

Bloco do Rabugento
Fala Subúrbio da Cidade Maravilhosa
Defile 2011
Dia 26 de fevereiro
concentração às 16:00/17:00 horas
saída às 18:00 h 
Rua Antonio Storino
Vila da Penha
Bar Papo de Eskina
 
 

Homenagem Cezar Lima

O enredo do Bloco do Rabugento 2011, que desfila todos os anos em Vila da Penha , nos arredores do Bar Papo de Esquina, que mantém a chama da folia de rua, com um toque bem familiar, homenageará este ano o Professor Cezar Lima, que faleceu recentemente ( 20/12/10), aos 38 anos,  que completaria na data de ontem, 24/02/2011, 39 anos, num trágico acidente na Rodovia Rio - Santos, , quando retornava do Colégio em Angra dos Reis, onde lecionava. Professor engajado nas causas políticas e sociais deixou muitas saudades e com certeza fará muita falta em todos os espaços que frequentava ...


Abaixo segue a letra da música do bloco:



O Rabugento dá a Cézar o que é de Cézar

A Cézar o que é de Cézar
Vamos homenagear
Comunista de valor
Nome de Imperador
Lutador e Sonhador

Cézar Lima, aqui deixou saudades
Pai, bom filho, companheiro
E amigo de verdade
Garçon, radialista e ajustador
Sindicalista, candidato e professor

Assim que eu gosto!
É isso que eu quero
Dá pra cá o meu rapé,
Sai pra lá o pós- moderno

Avé Cézar,
Voa pra imensidão
Avermelhando o céu
Sonho de Revolução

ANGRAriando simpatias
Enfrentando a burguesia
um índio se apaixonou
e sua VITÓRIA conquistou

No Centro Cultural
Sempre o militante social
E o Rabugento em festa
Hoje aqui se manifesta
Para este carnaval


OBS.: Há ainda poucas camisetas do bloco para ser vendida na hora , para custear a banda de músicos que tocará no bloco. 
 
 Leve sua crítica para o desfile, aberto aos temas sociais, em que as questões cruciais sobre a educação não podem faltar entre outros... vamos manter acesa a chama da essência do carnaval saudável, bem família, e bem crítico !

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MANIFESTO DOS PROFISSIONAIS, PESQUISADORES , PROFESSORES VINCULADOS À SAÚDE E ENTIDADES ( Este manifesto foi recebido de uma ativista do coletivo Assembléia Popular e solicitada sua divulgação em todos os espaços possíveis )


" Vimos a público alertar o conjunto do povo para outra grave ameaça aos direitos democráticos à saúde duramente conquistados no bojo das mobilizações de massa pelas liberdades democráticas e direitos sociais, que culminaram na Constituição de 1988.
O Plenário da Assembléia Legislativa paulista aprovou na noite de terça-feira, 22/12, véspera dos feriados de final de ano, o Projeto de Lei Complementar 45/2010, do Executivo, que permite as Organizações Sociais, entidades privadas que gerem hospitais estaduais, utilizarem até 25% de sua capacidade para atender pacientes privados com ou sem planos de saúde. O que significa que o investimento que foi feito com recursos públicos, extraídos dos impostos pagos por toda a população brasileira será disponibilizado de forma não igualitária, ao permitir uma entrada diferenciada para aqueles que tenham fontes privadas de financiamento. Ou seja, ao invés de critérios de prioridade baseados na necessidade de saúde, critérios de discriminação econômica. O projeto é omisso e delega ao Secretário Estadual de Saúde questões fundamentais: quem fará a cobrança? Como serão aplicados esses recursos? Quanto custará esses atendimentos? O preço cobrado cobrirá os custos ou haverá subsídio público? O Ministério Público de São Paulo já considerou o projeto inconstitucional por atentar contra a equidade.
Os argumentos utilizados pelo Governo Estadual de que a população com planos privados de saúde, que representa cerca de 40% da população do Estado de São Paulo, já utiliza a rede pública e o que a Lei permitirá ao Estado ressarcir esses custos são um falseamento da realidade, pois já existe a obrigação desse ressarcimento através de mecanismos organizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar que, se não funcionam a contento, devem ser modificados para sua efetiva implementação.   Além disso, já existe em São Paulo a Lei 9058/1994, que dispõe sobre o reembolso de valores correspondentes a seguro-saúde de beneficiários atendidos gratuitamente na rede pública, não aplicada até então.
Com isso, caem as mascaras que encobriam os verdadeiros objetivos da chamada Reforma do Estado, iniciada em 1995. Para amainarem as resistências, se declaravam reformas gerenciais objetivando aumentar a eficiência do Estado através da flexibilização de regras processuais (contratação de pessoal e compra de material através de regras inerentes ao setor privado) e do controle através de resultados, mas que preservavam o acesso exclusivamente público da clientela. Após 12 anos de existência, o projeto completo se revela e, como já vinha sendo alertado, tem a cara do Banco Mundial. O Banco, desde o final dos anos 80, como instrumento do neoliberalismo, vem recomendando a reforma do sistema de saúde, :atribuindo ao Estado o fornecimento de uma cesta básica de cuidados primários para a população de baixa renda (vacinas, medicamentos de uso continuado para determinadas patologias e atendimento ambulatorial de baixa complexidade e resolutividade),   permanecendo a atenção de maior complexidade, de acesso mais restrito, fornecida pelo setor privado, à ser paga pela população, com ou sem subsídio do estado. Para isso, recomendam a transformação das unidades públicas de saúde em organizações privadas que cobram os serviços, sejam aos planos ou ao SUS.
Há 12 anos muitos de nós antecipamos em documentos e análises de caráter técnico-científico que a criação dos OS e OSCIPS para gerir hospitais públicos acabaria num cenário de privatização.  Esta análise tem sido sistematicamente considerada como dogmática por representantes do Estado e até da própria comunidade técnico-científica, em diversos eventos onde os projetos foram debatidos, como nas Conferências Nacionais de Saúde. Propostas atuais supostamente voltadas à modernização da gestão não levam em conta quem tem o poder, ou seja, a ainda hegemônica conjuntura internacional e nacional de reforço de relações de dominação dos mercados mundiais por parte de poucos países ricos e de enquadramento dos chamados emergentes, como o Brasil, a esquemas de produção e consumo, altamente excludentes, do ponto de vista social. Nesses países, o Estado, ao invés de indutor de desenvolvimento e inclusão, serve como coordenador da subordinação ao capital internacional, o que faz mantendo as velhas práticas patrimonialistas, ou seja, de apropriação da coisa pública por grupos de poder em benefício próprio. Isso nos autoriza a antever a mesma trajetória nos diversos projetos que se consideram, como as OS se consideravam em 1998, exclusivamente públicos. Nos referimos as Fundações Estatais de Direito privado e outros projetos que descaracterizam o caráter impessoal do Estado e profissional de seus servidores.
Qual o significado real do PL 45/2010 e suas conseqüências:
a)      Reforça a extensão em curto prazo dos planos privados de saúde para as rendas menores ao viabilizar a utilização de uma capacidade instalada existente e montada com recursos públicos, sem nenhuma necessidade de investimentos por parte do setor privado. Pesquisa recente do IBGE (AMS de 2009) revelou que a oferta privada de leitos privados e totais no Estado está na beira da saturação, dificuldades de internação existindo tanto no SUS quanto na área privada. Entre 2005 e 2009, a cobertura de planos de saúde do Estado cresceu 16,8% enquanto a oferta de leitos privados cresceu apenas 3,8%.
b)      Viabiliza a redução do já minguado orçamento público para a saúde, ao permitir a substituição, nos contratos de gestão com as Organizações Sociais, de recursos públicos para custeio por recursos privados, garantindo o permanente ajuste fiscal para equilíbrio das contas públicas e o desvio do orçamento para manutenção da política de juros altos, endividamento do Estado e políticas sociais focais compensatórias que viabilizem a estabilização política do governo, sem resolver os problemas de fundo da população.
c)      È mais uma forma de arrancar recursos dos trabalhadores e das classes médias, empurradas a adquirir no mercado serviços pelos quais já contribui para o erário público, caindo na mercê da ganância de empresários inescrupulosos que forçam a venda de planos de saúde baratos. O que fazem as custas do arrocho na remuneração de médicos e outros prestadores de serviços de saúde e da gestão não ética das despesas como sistemáticas recusas e delongas de atendimento, como recentemente já foi apontado por pesquisa encomendada pela Associação Paulista de Medicina (APM) e Associação Médica Brasileira (AMB).
d)      Avilta o principal recurso de um sistema de saúde, que são os seus trabalhadores, que perdem conquistas históricas como a estabilidade, gerando intensa rotatividade e perda da autonomia profissional. Perde, com isso, a qualidade do cuidado, que depende da manutenção de vínculos com a clientela, da educação permanente e aprimoramento profissional que se revertem para a melhoria da atenção.
Consideramos o SUS uma política social justa e democrática.  Apontamos o criminoso descompromisso com o SUS e o verdadeiro desmonte realizado desde 1989 pelos sucessivos governos, seja pelo insuficiente financiamento ou a utilização da máquina pública para finalidades eleitoreiras e particulares. A contribuição que aportamos ao Estado, fruto do trabalho de milhões de brasileiros, deve ser retornada a todos nós sob a forma de serviços que garantam a saúde de todos nós, brasileiros, a partir de princípios democráticos pelos quais lutamos com tantos sacrifícios ao longo de nossa história. E não para favorecer empresas que nascem a sombra e estimuladas pelo Estado.

Assinam este Manifesto "

Maria de Fátima Siliansky Andreazzi – UFRJ
Maria Inês Souza Bravo -                      UERJ
Carlos Octavio Ok Reis
Maria Valéria Correia                          UFAL
Mônica Cristina Brandão dos Santos Lima  -  UERJ
 
 
PS: existe outro manifesto para as entidades no site http://pelasaude.blogspot.com/p/manifesto-contra-mp-5202010.html
 
ASSINEM!!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

TJ/RJ COM NOVO PRESIDENTE - A mão do servidor que também auxilia em se fazer JUSTIÇA, foi esquecida....Concurso então para esta área nem se fala.... O calote dos 24% devidos há 23 anos e que demorará mais 4 anos para ser integral, ninguém comenta!

Novo comando

Manoel Alberto toma posse na presidência do TJ-RJ

Cezar Peluso, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos e Luiz Zveiter - Rosane Naylor/TJ-RJ
O desembargador Manoel Alberto Rebelo dos Santos e demais integrantes da cúpula do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tomaram posse nesta sexta-feira (4/1). O presidente disse que a prioridade será a primeira instância, com a abertura de concurso público para vaga de juiz. O evento, que lotou os salões do tribunal, contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, e o ministro Aldir Passarinho Jr., que representou o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler.
O novo presidente, em um discurso poético, disse que a vida inteira sempre pensou em educar e o tempo todo aprendeu. Contou, ainda, sobre sua carreira e disse que, quando decidiu ingressar na magistratura, pensou que, finalmente, iria aplicar a Justiça. "Ledo engano: A Justiça passa por muitas mãos", completou emocionado.
No final de novembro, Manoel Alberto foi eleito presidente do TJ fluminense para o biênio 2011-2012. Candidato único, recebeu 148 votos. Apenas 13 desembargadores votaram branco ou nulo. Em entrevista à revista ConJur, publicada depois que foi eleito, Manoel Alberto afirmou que sua intenção é estimular a mediação. A ideia é fazer com que pessoas preparadas pelo Judiciário solucione conflitos antes que eles cheguem às portas dos tribunais. O desembargador citou iniciativas na Bahia e no Rio em que a tentativa para colocar fim a uma desavença comece já na Polícia.
Manoel Alberto nasceu em 4 de abril de 1943, em Cambuci (RJ). Formou-se em Direito pela Universidade Federal Fluminense, em 1969. Antes de entrar para a magistratura, o que aconteceu em 1988, Manoel Alberto era advogado cível. Como juiz e desembargador passou a atuar na área criminal. Nos últimos dois anos, ocupou o cargo de diretor da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (Emerj). Ele é pai de dois filhos e casado com a também desembargadora Norma Sueli.
Desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos - Rosane Naylor/TJ-RJ
Nesta sexta-feira, assumiu a Corregedoria o desembargador Azevedo Pinto, que já acumulava o cargo com o de 3º vice-presidente desde o afastamento do desembargador Roberto Wider, no início de 2010. Azevedo Pinto recebeu 144 votos, sendo que 17 votaram branco ou nulo. De Niterói (RJ), também formado pela UFF, em 1967, Azevedo Pinto tem mestrado em Direito Penal pela Universidade Gama Filho. O desembargador ingressou no tribunal pelo quinto constitucional, oriundo do Ministério Público, em 1988.
O desembargador Nametala Machado Jorge assumiu a 1ª vice-presidência. Ele foi eleito com 138 votos. Vinte e quatro desembargadores votaram branco ou nulo. O desembargador é de Cambuci (RJ) e se formou pela UFF, em 1968. Foi defensor público entre 1971 e 1976. Nos últimos dois anos, foi presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio. Ele está na magistratura desde 1976.
Para ocupar a 2ª vice-presidência, responsável pela distribuição dos recursos criminais, foi eleito o desembargador Nascimento Povoas com 117 votos. Votaram brancos ou nulos 45 desembargadores. Povoas era presidente da 14ª Câmara Cível.
Na 3ª vice-presidência, responsável pela distribuição de recursos para os tribunais superiores, foi eleito o desembargador Antonio Duarte, com 147 votos. Quinze votaram branco ou nulo. Ele nasceu em Além Paraíba (MG) e se formou pela Universidade Cândido Mendes, em 1970. Ingressou na magistratura pelo quinto constitucional da Advocacia, em 1995.
O presidente da Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro (Amaerj), desembargador Antonio Cesar Siqueira, afirmou à ConJur que a entidade vê com bons olhos a nova administração. O presidente eleito, disse Siqueira, já afirmou que a gestão será de continuidade administrativa. Ele lembrou que a Corregedoria já vem sendo exercida pelo corregedor eleito, desembargador Azevedo Pinto. O 3º vice-presidente, desembargador Antonio Duarte, também fez parte da administração no último biênio, como 1º vice. "O tribunal aprendeu isso: não adianta querer inventar a roda, quando ela já foi inventada, e não sair do lugar."
Siqueira afirmou, ainda, que as propostas são positivas em relação ao primeiro grau que, segundo o presidente da Amaerj, é o que precisa de mais apoio, devido à falta de funcionários, à estrutura deficiente e ao número insuficiente de juízes. Manoel Alberto pretende dar início ao concurso para a magistratura.
Durante a solenidade, o desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, que falou em nome do tribunal, elogiou a gestão que se encerrou, comandada por Zveiter, e disse esperar que a mais nova administração siga a mesma trilha. Ele também afirmou que a inerente diversidade dos administradores, com vários estilos e temperamentos, não tem impedido a continuidade administrativa. Luiz Fernando lembrou, ainda, que o tribunal tem sido reconhecido como liderança e lembrou da indicação do ministro Luiz Fux, que iniciou a carreira na Justiça fluminense, para o Supremo Tribunal Federal. Estava presente na cerimônia o ministro Luiz Felipe Salomão, do STJ, também oriundo do TJ do Rio.
O desembargador Adilson Vieira Macabu, que está integrando como convocado o Superior Tribunal de Justiça, disse que conhece todos os integrantes. Eles, disse Macabu, estão plenamente habilitados a exercer cargo de tamanha responsabilidade.
Durante a cerimônia de posse, o procurador-geral do Ministério Público do Rio, Claudio Lopes, afirmou que, pela trajetória de Manoel Alberto, não tem dúvidas de que ele fará uma excepcional gestão.
Um juiz disse que, nos últimos anos, a tendência tem sido a de continuidade. O que pode mudar, diz, é o estilo de cada administração. Ele afirma que a administração Zveiter se aproximou muito com a primeira instância, e que o diálogo aberto entre a cúpula e os juízes foi marcante. Contou, ainda, que as reivindicações foram prontamente atendidas, inclusive antecipando pagamento de benefícios.
O advogado e ex-conselheiro do CNJ, Técio Lins e Silva, diz que para a classe as expectativas com a nova direção são as melhores possíveis. Outro advogado avaliou que não haverá nenhuma grande surpresa na administração. A OAB do Rio, foi representada pelo vice-presidente Sérgio Fisher, que preferiu não se manifestar durante a sessão solene.
Por telefone, o presidente da OAB do Rio, Wadih Damous, afirmou à ConJur que a expectativa da seccional é a de que a nova administração do TJ enfrente os problemas que cercam a atividade jurisdicional, sobretudo os Juizados. Segundo ele, os Juizados são o principal motivo de intranquilidade e preocupação por parte dos jurisdicionados e dos advogados.
Questionado se sua ausência e o fato de o representante da seccional não ter se manifestado, durante a sessão, ser uma retaliação por causa da devolução da última lista do quinto constitucional pelo tribunal, Damous disse que não. "Em absoluto", afirmou. Ele afirmou que está em Belém, em compromisso do Conselho Federal, e que a seccional não viu na devolução uma afronta.
Estilo
A administração que termina, representada pelo comando do desembargador Luiz Zveiter, impôs um estilo bastante singular. Com apenas 56 anos, o desembargador assumiu, há dois anos, a presidência do tribunal sob os olhares de nada menos os presidentes, na época, do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e do Superior Tribunal de Justiça, ministro Cesar Asfor Rocha, além do corregedor-geral de Justiça, Gilson Dipp. Encerra a gestão com a presença do presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, e do ministro Aldir Passarinho Jr., que representou o STJ.
Sua primeira determinação causou polêmica: a retirada dos crucifixos espalhados pela Corte e desativação da capela dentro do tribunal, que foi substituída por um espaço para cultos que atenda a todas as religiões. No salão em que se reúne o Órgão Especial e o Tribunal Pleno, o crucifixo foi retirado. Nas Câmaras, ficou a critério de seus presidentes.
Um dia antes de transmitir a presidência, outra polêmica. Nessa quinta, funcionários começaram a fechar um local, que fica na parte de trás dos prédios do tribunal, para dar início às obras de revitalização do entorno do Complexo Judiciário. No local, funciona um terminal de ônibus, bastante utilizado. Poucas horas depois, o prefeito da cidade Eduardo Paes determinou a reabertura do local. O TJ deu o prazo de 30 dias para começar a obra. Segundo a assessoria, baseou-se na Lei Complementar 110, publicada no dia 6 de janeiro deste ano e que define a área como Complexo do Judiciário.