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| *Confira a íntegra da entrevista de Gilson Dipp na edição Nº 565 PÁG. 26/31. LIMPEZA NA JUSTIÇA...CONTRA OS FIDALGOS DOS TRIBUNAIS... ... GILSON DIPP FALA DAS PRESSÕES SOBRE SEU TRABALHO ( NO CNJ) E DIZ QUE OS JUÍZES NÃO PODEM SE COMPORTAR COMO UMA CASTA Responsável pela mais importante ofensiva moralizadora conduzida, até hoje, nas entranhas do Judiciário brasileiro, o advogado Gilson Dipp, de 64 anos, vive um misto de orgulho e estupefação diante das mazelas com as quais tem sido obrigado a conviver. Ministro do Superior Tribunal de Justiça desde 1998, Dipp foi empossado como corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em setembro de 2008. A partir de então não deu trégua aos tribunais estaduais de Justiça. À frente de uma caravana que inspecionou, em um ano, dez desses tribunais, o ministro descortinou um festival de nepotismo, clientelismo, patrimonialismo, corrupção e desvios de conduta generalizados. Inaugurou, nessas viagens, uma política de audiências públicas em que, perante juízes e desembargadores, muitos deles sob suspeita, cidadãos puderam denunciar fraudes e reclamar do atendimento e das decisões. Gaúcho de Passo Fundo, Dipp foi escolhido pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal e também do CNJ, para realizar um minucioso diagnóstico das unidades de ponto do Judiciário e, finalmente, apresentar soluções para dois dos mais antigos e injustos vícios da vida republicana brasileira, a morosidade e a inépcia da Justiça. Cercado de meia dúzia de auxiliares, o ministro botou o pé na estrada e conseguiu colocar alguma ordem na bagunça. Com o apoio dos conselheiros do CNJ, afastou juízes e desembargadores acusados de irregularidades. Comanda ainda um mutirão para desafogar os cárceres brasileiros e as prateleiras dos tribunais, a chamada Meta 2, uma tentativa de julgar até o fim do ano cerca de 5 milhões de processos ajuizados até 31 de dezembro de 2005. Deve conseguir julgar, no máximo, 2 milhões. Essa quebra de expectativa não chega a desanimar o ministro, para quem ainda serão necessários, no mínimo, dez anos de trabalho ininterrupto do CNJ para transformar os tribunais e varas de Justiça estaduais em instituições a serviço da maioria dos cidadãos. Embora se diga surpreso com a crueza do mundo real situado além dos gabinetes refrigerados de Brasília, Dipp não assume o papel de vingador. Tranquilo e bem-humorado, o ministro tem muito cuidado ao comentar sobre os autos dos processos administrativos do conselho e raramente autoriza a publicação de nomes nos relatórios produzidos pelas inspeções estaduais comandadas por ele. Visa, assim, preservar o sigilo dos inquéritos e, principalmente, manter o foco das ações que comanda. “Nossa intenção é melhorar as práticas”, explica (entrevista na edição impressa). Segundo ele, a absoluta falta de planejamento e de gestão nos tribunais brasileiros gerou um grave distanciamento entre os magistrados (desembargadores, juízes e ministros dos tribunais superiores) e o cidadão comum. Ainda assim, avalia, o fato de haver 70 milhões de processos em andamento é um sinal de que, apesar de tudo, o brasileiro ainda acredita na Justiça. “Na verdade, o Judiciário tem pouco conhecimento de si próprio”, afirma o ministro. “Muitos magistrados nem sequer sabem o que está acontecendo dentro do próprio tribunal”, diz. Presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, Airton Mozart apoia o trabalho do ministro. “A ação do CNJ tem tornado o Judiciário mais transparente e ético”, afirma o juiz. Segundo ele, as audiências comandadas por Dipp restauraram o direito ao acesso e à crítica nos tribunais pelos cidadãos comuns. “Esse é o caminho para acabar com o corporativismo e a impunidade”, avalia. Ao iniciar os trabalhos da Meta 2, o CNJ pôde constatar que os estoques de processos eram puro lixo, pois a maioria tinha sido julgada há muito tempo, só não havia sido registrada, normalmente, por desleixo ou falha nos sistemas de informática. Além disso, lembra o ministro, a cultura do Judiciário brasileiro não é a da transparência. Aliás, essa foi uma das primeiras características que a equipe do CNJ percebeu logo na primeira inspeção realizada no Tribunal de Justiça da Bahia, em outubro do ano passado. Foi, por assim dizer, a primeira descida de Dipp em um inferno judiciário em cujo portal poderia estar escrito, tal qual naquele outro, o de Dante: “Abandonai toda esperança vós que aqui entrais”. Herança direta das quase quatro décadas de dominação do grupo político do falecido senador Antonio Carlos Magalhães, o cenário encontrado no Tribunal de Justiça da Bahia foi de puro descalabro. Os inspetores constataram, caso único no Brasil, a presença de uma instituição atravessadora que recolhia todos os recursos do Judiciário local, inclusive as verbas estaduais e as taxas de cartório. Desde 1984 era essa a função e as prerrogativas do Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária (Ipraj). Entre outras irregularidades, o Ipraj tocava obras sem licitação, firmava convênios não autorizados, fazia empréstimos e os pagamentos dos magistrados do TJ baiano sem fiscalização alguma. Ao todo, 505 policiais militares enviados pelo instituto para o interior da Bahia, supostamente para dar segurança a juízes, recebiam pagamentos extras, depositados pelo Ipraj em contas correntes pessoais, e não pelo departamento financeiro da corporação. Esse expediente, aliado ao histórico de ligação política do instituto com a turma de ACM, levantou fortes indícios de que a entidade foi usada para a formação de caixa 2 eleitoral nos anos de ouro do carlismo. Embora tenha mantido o funcionamento do Ipraj até o fim do ano passado, o governador da Bahia, o petista Jaques Wagner, foi sensível às recomendações de Dipp e tomou algumas providências para acabar com a farra. Com base na Constituição de 1988, que determina aos Três Poderes terem administrações e recursos próprios, o CNJ aprovou uma série de recomendações para extinguir o Ipraj e devolver ao TJ da Bahia a autonomia perdida nos últimos 25 anos. O instituto foi declarado irregular e Dipp pediu ao tribunal que apresentasse um plano de transferência da administração e, em seguida, formulasse um anteprojeto de lei para a extinção do Ipraj. O texto foi enviado à Assembleia Legislativa baiana em 15 de setembro e, com o apoio do governador petista, deverá ser aprovado nos próximos vinte dias. “Essa primeira inspeção nos causou um tremendo impacto”, afirma Dipp. O ministro não sabia, mas ainda teria muito com o que se impressionar. A experiência na Bahia daria, dali para frente, o tom das demais inspeções do CNJ. No Pará, onde o grupo do ministro esteve em dezembro do ano passado, os inspetores listaram mais de 30 irregularidades, a começar pela alta – e estranha – rotatividade de juízes pelas varas de Justiça do estado, expediente clássico utilizado no Judiciário para retardar ou interromper o andamento de processos. Também no Pará, o CNJ identificou uma política de empreguismo, normalmente baseada na contratação de parentes, mascarada por admissões temporárias. Dos 36 servidores do setor de informática do TJ do Pará, por exemplo, 21 eram temporários, alguns dos quais sem qualquer intimidade com a ciência da computação. Nas varas judiciais de Belém, Dipp descobriu que muitos processos tinham distribuição direcionada: eram enviados a um juiz específico, provavelmente para o cumprimento de acordos extrajudiciais predeterminados. Tradução: por meio do pagamento de propina. Em alguns casos, apenas um desembargador participava do sorteio, pois os demais, em clara orquestração, se declaravam impedidos. Ao mesmo tempo, os magistrados não negligenciavam quando o assunto era festa. Apenas em 2008, o TJ paraense gastou 212,8 mil reais em comes e bebes distribuídos em 40 coquetéis montados para eventos diversos, entre os quais a comemoração da reforma física do fórum e a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. No Maranhão, onde esteve em novembro de 2008, o ministro se viu diante de uma república nepotista, resultado de 40 anos de dominação do clã Sarney. Para manter parentes empregados, os desembargadores convocavam servidores lotados a 500 quilômetros de São Luís para encher os gabinetes na capital. Era tanta gente que colocá-los a trabalhar ao mesmo tempo era tarefa impossível. Simplesmente não havia lugar para todo mundo. Para evitar o caos, o presidente do TJ do Maranhão, desembargador Raimundo Cutrim, achou por bem reduzir a jornada de trabalho de oito para seis horas diárias. Um dos eventos mais graves detectados pelo CNJ foi a prática de bloqueios judiciais em contas de bancos do Maranhão, sem critérios claros, em favor de desembargadores, juízes e promotores de Justiça. Todos autores de ações de restituição de contribuições previdenciárias, a maioria lesiva aos cofres estaduais. E de pouco adiantava ao cidadão reclamar. Em 2007, foram impetradas 120 representações contra magistrados maranhenses, mas nunca houve uma única e pálida sanção contra eles. Só a inspeção do CNJ, um ano depois, renderia punições. Ao todo, cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão foram obrigados a devolver diárias recebidas indevidamente aos cofres públicos. Entre eles está a desembargadora Nelma Sarney, corregedora do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), irmã do senador José Sarney. Nelma deve assumir a presidência do TRE em 2010, ano em que a sobrinha Roseana vai concorrer à reeleição. Também foram condenados os desembargadores Jamil Gedeon Neto, corregedor-geral de Justiça, Raimunda Santos Bezerra e Stélio Muniz. O CNJ decidiu ainda pela abertura de uma sindicância para apurar as responsabilidades do desembargador Raimundo Cutrim, atual presidente do TJ, e do ex-presidente do tribunal, Galba Maranhão. Este último é acusado de ter causado prejuízos aos cofres públicos por meio de desvios de vencimentos de cargos comissionados da presidência do TJ. Ainda no Maranhão, o CNJ constatou haver divergências entre o recebimento de diárias e a comprovação de comparecimento aos eventos para os quais elas foram concedidas. Por isso, Nelma Sarney e Raimunda Bezerra serão obrigadas a devolver 5,8 mil reais aos cofres públicos por conta de recebimento irregular de diárias referentes a viagens nem sequer comprovadas, razão pela qual terão de ressarcir os gastos com passagens aéreas. No caso da desembargadora Raimunda, a magistrada alegou ter recebido as diárias a título de “doação” para a realização de “terapia médica”. O relator do caso, Walter Nunes, considerou a argumentação da magistrada “surreal”. Pelos mesmos motivos, os desembargadores Jamil Gedeon Neto e José Joaquim Figueiredo dos Anjos deverão devolver aos cofres do TJ maranhense 11,7 mil reais. Na Bahia, o CNJ apertou o cerco contra magistrados. Em 15 de setembro, afastou duas juízas, Maria de Fátima Carvalho e Janete Fadul, acusadas de vender sentenças. Elas foram citadas em gravações telefônicas obtidas pela Operação Janus, realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público baiano no ano passado. Em uma escuta telefônica feita pela PF, um filho de Maria de Fátima negocia a venda de uma sentença favorável a uma empreiteira em troca de 700 mil reais. O relator do processo foi o ministro Dipp. No Espírito Santo, o CNJ ordenou, em maio, a interdição de dois presídios, nos municípios de Cariacica e Serra, por conta de denúncias de violação de direitos humanos. No Amazonas, em 19 de agosto, foram afastados o desembargador Yedo Simões e o juiz Elci Simões. Os dois são irmãos e acusados de irregularidades administrativas no TJ amazonense. Na Paraíba, foram afastados, também em agosto, Alexsandro Brito Araújo e Daniel Dias Rodrigues, diretor e diretor-adjunto, respectivamente, do Presídio de Segurança Máxima de Campina Grande. Em todos os estados, as sindicâncias e investigações continuam. “As políticas públicas do CNJ e da corregedoria são exigências da sociedade”, define Dipp. “O Judiciário brasileiro não vai conviver mais com o atraso com que vinha convivendo. Ele foi despertado”, avisa. Espera-se que o trabalho de Dipp deixe marcas duradouras. DEIXE SEU COMENTÁRIO NO BLOG DO MOS ((movimentodeoposicaoserventuaria.blogspot.com ) Vitória Régia - sempre na luta! Um abraço a todos e todas! | ||||
| VITORIA ANGRA -VARA |
Centro Socialista de Trabalhadoras/es do Judiciário, entidade de luta sindical democrática e participativa, de braços dados com outros movimentos sociais. Buscamos congregar a classe trabalhadora do TJ-RJ (serventuária, terceirizada ou estagiária), solidarizando-se com o povo como um todo contra os desmandos do Estado e do Capital.
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" Há pessoas que lutam um dia e são boas. Há outras que lutam um ano e são melhores. Mas há as que lutam toda a vida e são imprescindíveis."
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
...CONTRA OS FIDALGOS DOS TRIBUNAIS! DEU NA REVISTA CARTA CAPITAL .
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
VALE À PENA LER DE NOVO !
Nota: Matéria retirada do blog do MUSPE/RJ, que a retirou do Jornal Brasil de Fato.
Entidades responsabilizam Estado brasileiro por política de extermínio
TRIBUNAL POPULAR Julgamento não-oficial organizado por mais de 70 entidades condena a sistemática violência estatal contra a população pobre e negra e a criminalização oficial dos movimentos sociais
CONDENAÇÃO por unanimidade. Esse foi o resultado do Tribunal Popular – O Estado brasileiro no banco dos réus, realizado entre os dias 4 e 6 de dezembro na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. A iniciativa, organizada por mais de 70 entidades, julgou o Estado pela sistemática violência contra a população mais pobre, especialmente negra, e pela repressão e criminalização dos movimentos sociais. O Tribunal foi dividido em quatro sessões de instrução e uma sessão final – que apresentou o veredicto –, nas quais foram apresentados, com documentos e relatos de familiares e de amigos de vítimas, quatro casos considerados emblemáticos de violações de direitos humanos: operações militares no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em 2007; sistema carcerário e execuções de jovens negros na Bahia; execuções na periferia de São Paulo, em maio de 2006; e a criminalização dos movimentos sindicais, de luta pela terra, pelos direitos indígenas e quilombolas no Rio Grande do Sul.
CONDENAÇÃO por unanimidade. Esse foi o resultado do Tribunal Popular – O Estado brasileiro no banco dos réus, realizado entre os dias 4 e 6 de dezembro na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. A iniciativa, organizada por mais de 70 entidades, julgou o Estado pela sistemática violência contra a população mais pobre, especialmente negra, e pela repressão e criminalização dos movimentos sociais. O Tribunal foi dividido em quatro sessões de instrução e uma sessão final – que apresentou o veredicto –, nas quais foram apresentados, com documentos e relatos de familiares e de amigos de vítimas, quatro casos considerados emblemáticos de violações de direitos humanos: operações militares no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em 2007; sistema carcerário e execuções de jovens negros na Bahia; execuções na periferia de São Paulo, em maio de 2006; e a criminalização dos movimentos sindicais, de luta pela terra, pelos direitos indígenas e quilombolas no Rio Grande do Sul.
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VALE A PENA LER DE NOVO.
Nota: Matéria abaixo retirada do sítio do MUSPE/RJ, que a retirou do "o globo.com" de 12/02/2009.
Sócio de Picciani no mercado de gado domina venda de produtos de informática ao estado

RIO - Os investimentos em equipamentos de informática do governo estadual estão concentrados em uma empresa: a Investiplan Computadores e Sistemas. Pequena fornecedora no início da década, a Investiplan teve empenhado (reservado para pagamento) pelo estado, no ano passado, um valor 8.181% maior do que há cinco anos. Em 2003, os empenhos foram de R$ 808 mil. Em 2008, alcançaram R$ 66,9 milhões. No comando da empresa está Paulo Trindade, que em 2005 iniciou-se no mercado de gado de elite, comprando animais do presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), que também é pecuarista. Os dois tornaram-se sócios na compra e venda de alguns touros e promovem leilões juntos.
A partir do final de 2007, a aplicação de recursos em tecnologia ganhou força no governo, especialmente no setor de educação. A Investiplan venceu os principais contratos através de disputa em pregão eletrônico, sendo que o maior deles foi a compra de 31 mil notebooks para os professores ao custo de R$ 58,9 milhões. A relação da Investiplan com o estado começou em 2001, em um contrato de fornecimento de computadores para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).De acordo com o órgão, a empresa "negligenciou a assistência técnica (...), gerando prejuízo ao bom andamento dos serviços". Por isso, segundo o órgão, ela foi punida em fevereiro de 2004 com uma multa de R$ 66,9 mil. Mas os contratos do governo estadual com a Investiplan não pararam de crescer.
Picciani afirmou que não tem qualquer influência sobre o Executivo estadual e que jamais falou com qualquer membro de comissões de licitação no estado.
A partir do final de 2007, a aplicação de recursos em tecnologia ganhou força no governo, especialmente no setor de educação. A Investiplan venceu os principais contratos através de disputa em pregão eletrônico, sendo que o maior deles foi a compra de 31 mil notebooks para os professores ao custo de R$ 58,9 milhões. A relação da Investiplan com o estado começou em 2001, em um contrato de fornecimento de computadores para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).De acordo com o órgão, a empresa "negligenciou a assistência técnica (...), gerando prejuízo ao bom andamento dos serviços". Por isso, segundo o órgão, ela foi punida em fevereiro de 2004 com uma multa de R$ 66,9 mil. Mas os contratos do governo estadual com a Investiplan não pararam de crescer.
Picciani afirmou que não tem qualquer influência sobre o Executivo estadual e que jamais falou com qualquer membro de comissões de licitação no estado.
domingo, 1 de novembro de 2009
JUSTIÇA DESUMANA! QUANTO DESCASO! PARABÉNS SERVIDOR POR CONTINUAR RESISTINTO EM SER SERVIDOR PÚBLICO!
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Chega a ser desumano o que fazem com a gente! QUANTO DESCASO! PARABÉNS SERVIDOR POR CONTINUAR RESISTINDO EM SER SERVIDOR PÚBLICO! PARABÉNS A TODOS NÓS POR TODOS OS NOSSOS DIAS! Considerando que o nosso dia, ou seja, do SERVIDOR PÚBLICO, são todos os dias, pois diariamente estamos na labuta cartorária, mesmo não sendo valorizado por quem de direito, temos que nos orgulhar pelo que somos, pois lutamos muito para estarmos onde estamos, somos concursados e capacitados...quantos que estão aqui dentro deste TJ podem dizer a mesma coisa que nós, embora estejamos vivendo numa justiça desumana, injusta, que tanto fazemos sem qualquer reconhecimento...e carregando muitos fardos: ... tendo que comprar garrafões dágua todo mês do nosso bolso; ... não tendo promoção, em total desrespeito à lei; ... tendo licença prêmio negada; ... tendo férias negadas em caso de doença prévia; ... tendo assédio moral se multiplicando , cuja apuração pela Administração acaba não dando em nada, e o corporativismo prevalece; ... tendo que prestar plantão regional sem recebermos visa-vale do dia; ... tendo que usar o dia do plantão somente no ano seguinte, junto com as férias, se ainda tivermos vivos até lá; ... não tendo autorização de uso do carro da direção do Forum, para quem pertence à comarca do interior, para levar expediente de Plantão Regional, tendo que nos deslocarmos para outra comarca por despesa própria; ... não tendo investimento em curso de capacitação de pós-graduação, cujas inscrições foram abertas e depois canceladas, só para nós, pois para juiz não foi; ... tendo que receber os vencimentos depois de 40 ( quarenta ) dias após trabalhados, conforme o atual calendário de pagamento, que já dura alguns anos, enquanto os que mais ganham recebem dentro do mês; ...tendo que cumprir META 2 com carência de funcionário e falta de bom senso; ...tendo que trabalharmos de 2ª a 6ª feira 8 ( oito ) horas por dia, enquanto que há outros Tribunais que já regulamentaram as 6 horas, ...tendo que aceitar a cobrança de carga horária de 8 horas, que sabe-se lá quantos magistrados, que deveriam dar o exemplo, não dão esta carga horária, que por vezes por suas ausências prejudicam interesses do jurisdicionado, e destes magistrados tal horário não é cobrado e nem fiscalizado, só de nós a peãozada cartorária, os “escraventes”, e talvez futuramente até o ponto eletrônico será uma realidade; ... tendo as promoções ignoradas seja à Escrivão ( com cerca de 220 vagas hoje existente) , ou as de ascensão horizontal e vertical na carreira; ... os colegas da equipe técnica tendo que prestar auxílio em outras comarcas e não receberem ao menos auxílio deslocamento ou de sobrecarga; ... colegas que respondem por JEC ou JECRIM adjunto e não receberem por esta responsabilidade; ...não tendo a abertura de crédito suplementar autorizado no valor de R$ 5.772.706,75 (cinco milhões, setecentos e setenta e dois mil, setecentos e seis reais e setenta e cinco centavos), na forma da Lei de Diretrizes Orçamentárias constante da Lei 5535/09, das benesses da Magistratura, nem para pagar o que o Estado nos deve há 21 ( vinte e um) anos, pelo processo dos 70.5% , agora 24,5%, do desgoverno Moreira Franco, em que a META 2 para as ações de execução não é observada; ...tendo que se aposentar sem levarmos boa parte dos auxílios, nem o auxílio natalino, que é tão baixo; ...tendo que estar como Escrivão, e se aposentar sem levar a gratificação da carreira. Haja fardo... Quanta “ mais valia “ a Administração têm nas nossas costas em prol dela! Pobre do jurisdicionado, sabendo o que ele paga com arrecadação de seus impostos, com sacrifício e, ainda, recolhimento de custas, cuja JG está cada vez mais difícil de ser concedida, depois que o FETJ passou a financiar tanta despesa de magistrado e construção de prédios faraônicos, que não são construídos nas comarcas que precisam ( como Seropédica e Angra dos Reis, só para exemplificar, porque há outras comarcas que também precisam) será que estes jurisdicionados estariam de acordo com o que lhe é negado, com os indeferimentos das JGs, pra custear as benesses abaixo???? Por que a ONG Transparência Brasil não começa também a pesquisar e divulgar este tipo de gasto seletivo , inclusive com a arrecadação do FETJ, em que não há fiscalização popular, e nem orçamento participativo, e vivem alegando que ele está no VERMELHO? Por que não começamos a levantar esta bandeira de participação na decisão de sua utilização, uma vez que também ajudamos, em muito, nesta arrecadação? A Lei 5535/09 de 10/09, nos foi cruel... só para nos indignarmos mais um pouquinho e não nos acomodarmos, pois, segundo o colega Alzimar, em postagem antiga, defendeu que não fôssemos contra estas benesses, pois poderia abrir caminho para recebermos também. Doce ilusão, não? Até agora não chegou nada pra gente, nem uma benessezinha! E já se passaram 40 dias, e até agora nada!!! E não falo isso por ser uma recalcada por não ser uma magistrada, também, foi o que ele alegou, quanto aqueles que ficavam reclamando desta lei. Se tem algo que tenho certeza que não quero ser é isso, elite togada. Estou satisfeita com a função que ocupo, só quero ser valorizada profissionalmente, que creio que é o que todos queremos, e ver as leis que nos regem serem cumpridas e não somente o Decreto 220/75, da época da ditadura militar, com punições. Na verdade não queremos benesses, pois chegam a ser vergonhosas, quando a maioria da população vive de salário mínimo de R$ 465,00, o SR. Sérgio Cabral paga a um Professor com curso superior cerca de R$ 600,00, alguns até com pós graduação e chama os médicos de vagabundos, pagando-lhes cerca de 2 salários mínimos. Este é o quadro! Enquanto isso, a elite togada tem, com a cumplicidade da maioria da ALERJ: “ Art. 34. Os subsídios e as demais parcelas devidas aos Magistrados devem ser pagos até o último dia útil do mês a que corresponderem. ( Nosso salário continua sendo pago até 38 dias após o mês trabalhado, e olhe lá! ) Art. 35. Aos Magistrados são devidos, observados os limites e condições estabelecidos na Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000: I - auxílio-saúde; II - auxílio-moradia; ( muitos colegas que tiveram transferência arbitrária não recebem qualquer auxílio indenizatório, nem de moradia , nem de transporte ) III - auxílio pré-escolar e o auxílio-alimentação; IV - diárias; V - gratificação: a) de adicional de permanência; b) pela prestação de serviços de natureza especial, definidos em Resolução do Tribunal de Justiça; c) pelo exercício como Juiz Auxiliar na Presidência, na 3º Vice-Presidência, na Corregedoria, em número de até nove juízes de direito para cada órgão mencionado, e no Segundo Grau de Jurisdição; d) gratificação de comarca de difícil acesso; ( quantos de nós deveríamos tê-la e não temos ) e) gratificação de comarca de difícil provimento; ( quantos de nós deveríamos tê-la e não temos) f) pelo exercício como Juiz Dirigente de Núcleo Regional; g) pela designação para compor Turma Recursal dos Juizados Especiais. VI - diferença de entrância; VII - valores pagos em atraso, sujeitos ao cotejo com teto junto com a remuneração do mês de competência; e VIII - demais vantagens previstas em lei, inclusive as concedidas aos servidores públicos em geral, e que não sejam excluídas pelo regime jurídico da Magistratura. ( Logo a recíproca para nós deveria ser verdadeira ) § 1º O Magistrado, cuja remoção ou promoção, salvo permuta, importar em necessária mudança de residência, perceberá ajuda de custo de até cem por cento de seus subsídios, como parcela indenizatória. ( as remoções arbitrárias de colegas não tiveram esta indenização prevista...) § 2º. Os valores da parcela indenizatória do auxílio-moradia serão regulados em Resolução do Tribunal de Justiça.” Tudo isso é muito lamentável , não? Se você fica indignado com tudo isso, entre no BLOG do MOS www.movimentodeoposicaoserventuaria.blogspot.com e participe de nossa enquete, que em breve divulgaremos o resultado aqui. Aproveite, leia os textos ali postados e assista também os vídeos selecionados. São muito bons! Vtória Régia, sempre na luta! | ||
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Matéria retirada do sítio do "Sind-Justiça"
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| A maioria dos servidores tem se manifestado nesse espaço no sentido de deixarmos as questões eleitorais para daqui a 02 anos e iniciarmos uma discussão séria sobre o que fazer neste resto de ano que falta, uma vez que a situação dos serventuários não está nada boa. Infelizmente, o nosso colega Luiz Otávio insiste nessa tecla e não ajuda a categoria a se organizar e a sair do atoleiro. A última foi querer responsabilizar a oposição, o MOS, pela situação do sindicato. Chega a beirar o ridículo querer fazer isso, quando entre os pares do Luiz havia 05 pessoas que participavam da Diretoria de Marta e Amarildo. Menos Luiz, menos... Quanto à questão da greve, para nós é princípio, e assim como não podemos ser lenientes com a direção do sindicato, não podemos paternalizar a categoria. Muitos dizem que têm o direito de não fazer greve, mas o que lhes falta é ética, pois ganhar um reajuste, irrisório que seja, nas costas de outros colegas que se sacrificam não é nada ético. Já ouvi muito colega dizendo que não vai fazer greve porque no final sempre pinga alguma coisa; ou do tipo, eu pago sindicato para vocês lutarem por mim; ou ainda, eu trabalho na Administração do TJ, não posso fazer greve. Temos que ser críticos à direção do sindicato, mas também à categoria quando se erra. Não podemos permitir que a corrosão de caráter se espalhe entre nós, quando muitos acham que nos dias atuais tudo pode, tudo é permitido. Para finalizar peço a todos que se organizem no dia 12 de novembro e que a Direção do sindicato contribua com essa organização entrando em contato com a imprensa local das comarcas, dando informes à categoria, articulando com os ativistas de todo o Estado, subsidiando com tudo que for necessário para darmos visibilidade a todas as questões que nos afligem. Por fim, espero que alguns colegas da Chapa 3/CUT parem de fazer do Fala-servidor um palanque. EM TEMPO: ontem foi 28 de outubro e o Presidente Zveiter não anunciou nenhum reajuste de 24% como muitos estavam sonhando. Vão continuar acreditando nesse boato? Vilson Siqueira | ||
| VILSON CAPITAL/ -11ª |
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