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domingo, 20 de março de 2011

13 presos políticos, e um menor de idade, no ato contra Obama no RJ, 18/03/11 - Comunicado do PSTU à imprensa sobre a repressão no ato do Rio


Matéria retirada do Portal do PSTU que está sendo divulgada na Imprensa:

• Diante do protesto desta sexta-feira, contra a visita de Obama e a violenta repressão policial, o PSTU vem a público declarar que:

1 – O ato pacífico foi organizado pela CSP-Conlutas, pela Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre - ANEL e por diversos sindicatos.

2 – O protesto faz parte de uma jornada nacional, que inclui atos em outras cidades e tem como objetivo denunciar a visita de Obama, a entrega do petróleo, os acordos de livre comércio com o governo brasileiro. Também pretende apoiar a revolução árabe e denunciar os ataques do imperialismo aos povos do mundo, como no Iraque, e que agora se repete na Líbia.

3- O PSTU apoiou o protesto e participou ativamente de sua organização. Durante a semana, o partido tem realizado várias ações contra a visita de Obama, com milhares de cartazes e até faixas em um avião que circula pelos céus do Rio de Janeiro.

4 – Desde as 16h, horário marcado para a concentração, os policiais demonstravam que não tolerariam o protesto. Chegaram a impedir a entrada de um carro de som na Candelária e não queriam deixar que a caminhada seguisse pela Av. Rio Branco.

5 – Apenas depois de uma longa negociação, de quase duas horas, a passeata pôde deixar a Candelária. No momento, já somavam 400 pessoas, inclusive muitas crianças. A passeata foi aplaudida ao longo da Av. Rio Branco, demonstrando que o apoio à visita não é unâmime.

6 – O acordo com o comando policial previa que a passeata seguiria até o Consulado dos EUA, onde seria feito apenas um ato simbólico, seguindo até a Cinelândia. O objetivo era ocupar a praça, símbolo de resistência à ditadura militar, e que Obama tentou usar agora como palco para seu discurso.

7 – Em frente ao Consulado, o ato iniciou com discursos, palavras de ordem. Simbolicamente, sapatos foram atirados contra uma bandeira dos Estados Unidos, repetindo um gesto comum nas revoltas árabes.

8 – No momento em que estavam reunidos em um grande círculo, os manifestantes e os jornalistas escutaram uma explosão ao fundo e foram surpreendidos com o avanço da polícia, que atacou com cassetetes, atirou com balas de borracha e lançou bombas de gás e depois perseguiu os manifestantes pelas ruas vizinhas. As cenas desse momento foram gravadas por manifestantes e estão em nosso site.

9 – Dezenas de pessoas ficaram feridas e entre 12 e 15 manifestantes foram presos. Entre eles, um estudante, menor de idade. Até as 22h, ninguém havia sido solto.

10 – A polícia declarou que coqueteis molotov foram jogados contra os policiais, atingindo um segurança do Consulado. Sobre isso, declaramos que nem o PSTU e tampouco qualquer uma das entidades que organizaram o ato concordam ou apoiam atitudes como essa no ato, convocado como uma manifestação totalmente pacífica.

11 – Este espírito pacífico era compartilhado pelos manifestantes. Entendemos que transformar a passeata em uma batalha apenas favoreceria o imperialismo, evitando que se discuta as verdadeiras intenções da visita. Neste sentido, desconhecemos os autores do ataque e queremos vir a público declarar nossa desconfiança de que provocadores tenham se infiltrado no ato, com esse objetivo.

12 – Os artefatos lançados não justificam a reação completamente desproporcional da polícia do governador Sérgio Cabral, que agiu atacando e prendendo a esmo. A selvageria se seguiu por várias horas, com policiais perseguindo manifestantes pelas ruas próximas a Cinelândia, revistando e prendendo sem provas.

13 – A ação policial derruba por terra qualquer respeito à liberdade e os direitos humanos e indica uma criminalização dos protestos, ao melhor estilo dos Estados Unidos. Um exemplo foi dado na delegacia, quando policiais exibiram suas “apreensões”: uma garrafa de cerveja que teria sido usada como parte de um coquetel molotov e um soco inglês. Para que a imprensa fotografasse, foi colocada uma bandeira e um cartaz do PSTU, atribuindo responsabilidade sobre os ataques. Desde quando uma bandeira, um símbolo de um partido político pode ser apresentado como algo criminoso?

14 – Exigimos uma investigação e uma resposta do governador Sergio Cabral e de seus secretários de Segurança e de Direitos Humanos sobre os fatos desta sexta-feira. Imediatamente, exigimos a libertação de todos os presos, principalmente o menor de idade, que, pela lei, não poderia estar em uma delegacia policial.

15 – Por último, o PSTU afirma que não deixará de protestar contra os Estados Unidos por conta dos ataques da polícia de Sergio Cabral. Continuaremos nas ruas, e nosso próximo ato será no domingo, às 10h, no Largo do Machado. Convocamos todos a participarem deste ato, e transformar esse dia em um grande repúdio à violência de hoje e a criminalização dos que lutam.

Rio de Janeiro, 18 de março de 2011

PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO
www.pstu.org.br



VEJA O VÍDEO DO MOMENTO DO ATAQUE DA POLÍCIA
OBAMA GO HOME! Polícia Militar reprimindo manifestação


  • Assine a petição pública pela libertação dos presos políticos











  • URGENTE: Presos políticos do PSTU estão sendo levados para Bangu e Água Santa





  • internacional@pstu.org.br  

    Veja a lista dos presos políticos do ato contra Obama


    • São 13 os presos políticos no ato desta sexta-feira. Destes 10 são militantes do PSTU. Os homens foram levados ao presídio de Àgua Santa e as mulheres para o de Bangu 8. Saiba mais sobre a prisão




    Gilberto Silva - eletricista















    Rafael Rossi - professor de estado, dirigente sindical do SEPE












    Pâmela Rossi - professora do estado

    Thiago Loureiro - estudante de Direito da UFRJ, funcionário do Sindjustiça

    Yuri Proença da Costa - funcionário dos Correios


    Gualberto Tinoco "Pitéu" - servidor do estado e dirigente sindical do SEPE













    Gabriela Proença da Costa - estudante de Artes da UERJ











    Gabriel de Melo Souza Paulo - estudante de Letras da UFRJ, DCE-UFRJ












    José Eduardo Braunschweiger - advogado













    Andriev Martins Santos - estudante da UFF












    João Pedro - estudante Colégio Pedro II

    Vagner Vasconcelos - Movimento MV Brasil


    Maria de Lurdes Pereira da Silva - dona de casa





















    [ 19/3/2011 11:06:00 ]

    Reflexões pós greve 2010 por Winter Bastos, publicado no Blog Expressão Liberta

    Vivendo e aprendendo: lições de uma greve

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    "Ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo."
    (Paulo Freire)
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    Introdução.
    A vida sempre nos traz lições. O importante é estarmos dispostos a nos modificar e evoluirmos a partir de cada uma delas.
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    A greve dos servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro em 2010 foi mais um evento do qual podemos tirar aprendizados importantes para a classe trabalhadora como um todo.
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    Origem da paralisação.
    A greve de 2010 dos serventuários do Rio de Janeiro teve raízes em acontecimentos de 20 anos antes. É que em 1987, época de forte inflação, a lei 1.206 concedeu reajuste salarial a todos os servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, excluindo apenas os trabalhadores do Judiciário. Estes deram entrada num processo judicial para também obterem tal incorporação no contracheque, que estava tão minguado quanto o dos demais.
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    Apesar de toda a justiça da reivindicação, o Estado entrou com todos os recursos possíveis e imagináveis para não conceder o reajuste. Em 2010, depois de 23 anos do início do processo, foi proferida a sentença definitiva a favor dos servidores. Não havia mais nada que o Estado pudesse fazer juridicamente: ele só tinha mesmo que pagar. O prazo judicial para que 24% fossem incluídos nos contracheques foi de 30 dias e venceu em 8 de setembro. Mas o Poder Executivo do Rio simplesmente se negava a pagar o que a sentença determinava. E a presidência do TJ nada fazia para obrigar o Estado a esse pagamento.
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    Todas as reuniões com o presidente do TJ não resultaram em nada, apesar de os servidores terem deixado claro que haveria uma paralisação por tempo indeterminado caso ele não cumprisse as promessas. Tal situação obrigou os serventuários a iniciarem uma greve em 19/10/10, depois de tentarem todos os meios para resolver a questão de outra forma.
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    Peleja de 80 dias
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    Com a paralisação, foi conquistada uma vitória parcial: o pagamento dos 24% aos autores da ação, mas nada além disso. A greve não chegou a alcançar a adesão da maioria dos servidores do TJ, e nisso residiu sua fragilidade. Os grevistas tiveram ponto cortado, sofreram ameaças, perda de todas as licenças sindicais, remoções arbitrárias para comarcas super-distantes, sofreram pressão psicológica ao serem filmados por espiões da Corregedoria Geral, e chegaram a ter corte de 100% do salário... Com tudo isso, pessoas foram abandonando o movimento aos poucos, pois muitas ficaram sem dinheiro até para comida e, por mais que quisessem, não conseguiam resistir por mais tempo com tantas privações. Com tal situação, a greve terminou oficialmente depois de 80 dias.
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    Desde o início da paralisação, gente que não aderiu se aproximava dos grevistas para dizer que estes deveriam voltar ao trabalho, pois o presidente do TJ “garantiu que, com o fim da greve, irá negociar o pagamento dos 24%”. Muitos também manifestaram a opinião de que não é greve que conquista nada, mas sim as ações jurídicas e a competência dos “negociadores” do sindicato. Por mais que tenhamos discordâncias profundas com tais opiniões, achamos que aqueles que as sustém deveriam apresentá-las nas assembléias da categoria. E por que não o fazem?
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    Lições para todos nós.
    “O difícil é para já; o impossível só demora um pouco mais.”
    (autor desconhecido)
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    No geral, nós temos perdido nosso espírito coletivo, nossa capacidade de debater e deliberar. Por isso a dificuldade de todos aparecermos nas assembléias e expormos nossas posições democraticamente. Se não mudarmos isso, nunca iremos avançar em conquistas, pois só a união nos faz fortes.
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    Assim que a greve acabou, o presidente do TJ impôs uma maneira hedionda de “cumprir” a sentença que garantia a incorporação de 24% aos contracheques dos servidores do judiciário: dar tal percentual dividido em parcelas anuais irrisórias ao longo de quatro anos (!!!). Além disso, impôs que aposentados e pensionistas não receberão nem mesmo essas migalhas.
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    Vê-se que a presidência do TJ não queria o fim da greve para negociar, mas sim para ter condição de impor sua vontade sem que os servidores tivessem nenhum poder de barganha. Fica então, como aprendizado para todos, o seguinte: greve nunca atrapalha negociação; pelo contrário, é a greve (ou outras formas de luta direta) que torna possível negociar – contrapondo nossa força numérica (imensamente superior) ao poderio político e econômico dos “donos do poder”.
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    Que força é essa que temos? É uma força gigantesca, latente, que só se torna efetiva a partir de nossa união.
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    Apenas estagiários de universidades e candidatos do estágio experimental (que dura 6 meses e é considerado etapa do concurso de servidor do TJ) deveriam entrar para trabalhar no Tribunal durante o período da greve, juntamente com os escrivães (que só abririam os cartórios e assessorariam nos casos essencialíssimos, sem assinar ponto).
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    Se assim fosse, é obvio que o movimento seria vitorioso logo na primeira semana. Não haveria nem tempo de ninguém ter salário cortado (o que, por questões burocráticas, só ocorreu bem mais de 30 dias depois).
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    Há quem diga que uma greve com adesão próxima de 100% é impossível. Pois então vamos fazer como preconizava uma pichação nos muros de Paris em maio de 1968: “Sejamos realistas, exijamos o impossível!”. Temos que exigir isso dentro de cada um de nós, em união com nossos companheiros e companheiras. Temos que aprender e evoluir juntos em cada luta travada contra a opressão, até atingirmos um grau de consciência que nos torne invencíveis. É essencial proliferarmos consciências críticas e este modesto texto já é uma pequena tentativa nesse sentido. Que venham outras e outras!
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    Nunca acima, sempre em conjunto
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    “Um povo forte não precisa de líderes”
    (Emiliano Zapata)
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    É imprescindível lutar em conjunto com os demais, nunca tentando guiá-los como se fôssemos superiores. Temos que varrer palavras como “vanguarda” de nosso vocabulário. Todos os que hoje têm coragem de iniciar uma luta direta (greve ou outra forma de ação) devem se afirmar como o que de fato são: pessoas comuns que lutam e que querem outras ao seu lado, para – em conjunto – avançar nas conquistas.
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    Quando alguns se afirmam como vanguarda, reforçam a noção errada de que luta trabalhista é só para aqueles que têm “perfil para isso”, que são “sindicalistas” ou “ativistas”.
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    Todos devemos participar de assembleias, opinarmos, deliberarmos coletivamente, sem confiar em líderes iluminados, confiando apenas em nós mesmos e em nossa força imensa, que hoje parece adormecida, mas que há de ressurgir a partir de nossa própria vontade de evoluir, ensinar e aprender em comunhão com nossas irmãs e irmãos de classe.
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    (Texto escrito por W. Bastos, publicado no blog Expressão Liberta - www.expressaoliberta.blogspot.com - aguardando que você o disponibilize em blog, jornal ou fanzine e o encaminhe para seus contatos de correio eletrônico. Reprodução autorizada e incentivada)

    sábado, 19 de março de 2011

    Agenda de sábado - Cultura e Política - Participe e divulgue!


    CENTRO CULTURAL OCTAVIO BRANDÃO

    CINECLUBE APRESENTA

    NESTE SÁBADO - 19/03 - ÀS 16 H.


    Garage Olimpo, de Marco Bechis
    Protagonizado por Antonella Costa e Carlos Echevarría, o longa estreou em 1999 e foi ganhador de muitos prêmios nacionais e internacionais, entre eles a seleção oficial de “Um Certain Regard”, no Festival Internacional de Cannes; o de Melhor Filme no Festival de Cartagena; o Primeiro Prêmio do Festival de Cinema de Havana; o Colón de Ouro no Festival de Huelva e o Prêmio Fénix no Festival de Santa Bárbara.
    Na época da ditadura militar, na Argentina, um agente secreto da polícia (Félix) leva uma vida dupla: torturador de prisioneiros e um dedicado cidadão. Um dia, sua namorada (Maria), uma jovem professora e militante de esquerda, é presa e torturada num centro clandestino de detenção conhecido como Garage Olimpo. Mesmo estando apaixonado, ele não consegue salvá-la de seu destino fatal.
    O filme é a principal inspiração do diretor, que foi vítima da ditadura e forçado a deixar a Argentina em 1977. Garage Olimpo foi um lugar onde os presos políticos eram torturados e que ficava em uma área central de Buenos Aires. Entre as várias histórias de terror que lá aconteceram, uma é a de Maria, ativista da resistência democrática contra a ditadura. Quando ela é capturada, descobre que seu namorado trabalha para o governo obtendo informações dos presos, e o destino prega uma peça em ambos quando ele, que não sabia do envolvimento político dela, torna-se o responsável pelo ato de tortura no seu primeiro dia em Garage Olimpo.
    Título Original: Garage Olimpo. Argentina, 1999. Gênero: Drama. Direção de Marco Bechis, com Antonela Costa, Carlos Echevarría, Pablo Razuk, Enrique Piñeyro, Marcelo Chaparro, Adrian Fondari. 18 anos.

    Ajude a divulgar as atividades do CCOB, repasse esta mensagem para sua lista de contatos.

    CCOB: R. Miguel Ângelo, 120, esquina com rua Domingos Magalhaes, próximo ao Metrô de Maria da Graça.

    Boca Maldita 81




    sexta-feira, 4 de março de 2011

    O CORDEL DE UM POETA DE SALVADOR QUE DEIXOU PEDRO BIAL E A GLOBO INJURIADOS.

      BIG BROTHER BRASIL



                                   Autor: Antonio Barreto,
                                   Cordelista natural de Santa
                                   Bárbara-BA,residente em Salvador.

                                   Curtir o Pedro Bial
                                   E sentir tanta alegria
                                   É sinal de que você
                                   O mau-gosto aprecia
                                   Dá valor ao que é banal
                                   É preguiçoso mental
                                   E adora baixaria.

                                   Há muito tempo não vejo
                                   Um programa tão ‘fuleiro’
                                   Produzido pela Globo
                                   Visando Ibope e dinheiro
                                   Que além de alienar
                                   Vai por certo atrofiar
                                   A mente do brasileiro.

                                   Me refiro ao brasileiro
                                   Que está em formação
                                   E precisa evoluir
                                   Através da Educação
                                   Mas se torna um refém
                                   Iletrado, ‘zé-ninguém’
                                   Um escravo da ilusão.

                                   Em frente à televisão
                                   Lá está toda a família
                                   Longe da realidade
                                   Onde a bobagem fervilha
                                   Não sabendo essa gente
                                   Desprovida e inocente
                                   Desta enorme ‘armadilha’.


                                   Cuidado, Pedro Bial
                                   Chega de esculhambação
                                   Respeite o trabalhador
                                   Dessa sofrida Nação
                                   Deixe de chamar de heróis
                                   Essas girls e esses boys
                                   Que têm cara de bundão.

                                   O seu pai e a sua mãe,
                                   Querido Pedro Bial,
                                   São verdadeiros heróis
                                   E merecem nosso aval
                                   Pois tiveram que lutar
                                   Pra manter e te educar
                                   Com esforço especial.

                                   Muitos já se sentem mal
                                   Com seu discurso vazio.
                                   Pessoas inteligentes
                                   Se enchem de calafrio
                                   Porque quando você fala
                                   A sua palavra é bala
                                   A ferir o nosso brio.

                                   Um país como Brasil
                                   Carente de educação
                                   Precisa de gente grande
                                   Para dar boa lição
                                   Mas você na rede Globo
                                   Faz esse papel de bobo
                                   Enganando a Nação.

                                   Respeite, Pedro Bienal
                                   Nosso povo brasileiro
                                   Que acorda de madrugada
                                   E trabalha o dia inteiro
                                   Dar muito duro, anda rouco
                                   Paga impostos, ganha pouco:
                                   Povo HERÓI, povo guerreiro.

                                   Enquanto a sociedade
                                   Neste momento atual
                                   Se preocupa com a crise
                                   Econômica e social
                                   Você precisa entender
                                   Que queremos aprender
                                   Algo sério – não banal.

                                   Esse programa da Globo
                                   Vem nos mostrar sem engano
                                   Que tudo que ali ocorre
                                   Parece um zoológico humano
                                   Onde impera a esperteza
                                   A malandragem, a baixeza:
                                   Um cenário sub-humano.

                                   A moral e a inteligência
                                   Não são mais valorizadas.
                                   Os “heróis” protagonizam
                                   Um mundo de palhaçadas
                                   Sem critério e sem ética
                                   Em que vaidade e estética
                                   São muito mais que louvadas.

                                   Não se vê força poética
                                   Nem projeto educativo.
                                   Um mar de vulgaridade
                                   Já tornou-se imperativo.
                                   O que se vê realmente
                                   É um programa deprimente
                                   Sem nenhum objetivo.

                                   Talvez haja objetivo
                                   “professor”, Pedro Bial
                                   O que vocês tão querendo
                                   É injetar o banal
                                   Deseducando o Brasil
                                   Nesse Big Brother vil
                                   De lavagem cerebral.

                                   Isso é um desserviço
                                   Mal exemplo à juventude
                                   Que precisa de esperança
                                   Educação e atitude
                                   Porém a mediocridade
                                   Unida à banalidade
                                   Faz com que ninguém estude.

                                   É grande o constrangimento
                                   De pessoas confinadas
                                   Num espaço luxuoso
                                   Curtindo todas baladas:
                                   Corpos “belos” na piscina
                                   A gastar adrenalina:
                                   Nesse mar de palhaçadas.

                                   Se a intenção da Globo
                                   É de nos “emburrecer”
                                   Deixando o povo demente
                                   Refém do seu poder:
                                   Pois saiba que a exceção
                                   (Amantes da educação)
                                   Vai contestar a valer.

                                   A você, Pedro Bial
                                   Um mercador da ilusão
                                   Junto a poderosa Globo
                                   Que conduz nossa Nação
                                   Eu lhe peço esse favor:
                                   Reflita no seu labor
                                   E escute seu coração.

                                   E vocês caros irmãos
                                   Que estão nessa cegueira
                                   Não façam mais ligações
                                   Apoiando essa besteira.
                                   Não deem sua grana à Globo
                                   Isso é papel de bobo:
                                   Fujam dessa baboseira.

                                   E quando chegar ao fim
                                   Desse Big Brother vil
                                   Que em nada contribui
                                   Para o povo varonil
                                   Ninguém vai sentir saudade:
                                   Quem lucra é a sociedade
                                   Do nosso querido Brasil.

                                   E saiba, caro leitor
                                   Que nós somos os culpados
                                   Porque sai do nosso bolso
                                   Esses milhões desejados
                                   Que são ligações diárias
                                   Bastante desnecessárias
                                   Pra esses desocupados.

                                   A loja do BBB
                                   Vendendo só porcaria
                                   Enganando muita gente
                                   Que logo se contagia
                                   Com tanta futilidade
                                   Um mar de vulgaridade
                                   Que nunca terá valia.

                                   Chega de vulgaridade
                                   E apelo sexual.
                                   Não somos só futebol,
                                   baixaria e carnaval.
                                   Queremos Educação
                                   E também evolução
                                   No mundo espiritual.

                                   Cadê a cidadania
                                   Dos nossos educadores
                                   Dos alunos, dos políticos
                                   Poetas, trabalhadores?
                                   Seremos sempre enganados
                                   e vamos ficar calados
                                   diante de enganadores?

                                   Barreto termina assim
                                   Alertando ao Bial:
                                   Reveja logo esse equívoco
                                   Reaja à força do mal…
                                   Eleve o seu coração
                                   Tomando uma decisão
                                   Ou então: siga, animal…

                                   FIM

                                   Salvador, 16 de janeiro de 2010.