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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Quinta-feira 18/02/16, lançamento de revista na sede do Sindjustiça-RJ

Em meio a ataques e privatização da força de trabalho no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que se combina ao crescimento vertiginoso da Justiça Privada (Tribunais Arbitrais), o discurso fascista de criminalização da pobreza e das chamadas classes perigosas ganha cada vez mais peso na nossa sociedade.

Dentro desse contexto, a “guerra às drogas” é o mote para que justifique, entre outras, a redução da maioridade penal, em debate no Congresso Federal. Nesse sentido, o Judiciário assumiria cada vez mais o papel de verdugo, nesse Estado de Exceção criado.

Abordando esse e outros temas, a colega Glória Vargas (assistente social aposentada do TJ e ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio) estará expondo o seu artigo, que faz parte da Revista Contra Legem nº 6, criada pelo Centro de Estudos Socialistas dos Trabalhadores do Judiciário (CESTRAJU), que há uma década estuda o processo de privatização no TJ-RJ, reflexos e suas consequências numa sociedade que caminha para a barbárie.

Compareça!
QUANDO: QUINTA-FEIRA 18/02/16 às 18h30min
ONDE: sede do Sindjustiça (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário-RJ)– Travessa do Paço, 23, 13º andar, Centro, Rio de Janeiro, RJ (prédio quase em frente aos restaurantes Pilograma e Xodó do Paço).

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ou enfrentamos Pezão e cia.,
ou perderemos mais direitos

O ano começou sem que tenhamos qualquer definição para o reajuste de 2015. Pior: o governador anuncia uma série de medidas para retirar mais direitos dos servidores públicos. Ao mesmo tempo, concede benefícios fiscais a diversas empresas enquanto deixa os hospitais à míngua. É um filme que se repete com governos favorecendo empresários e retirando direitos dos trabalhadores. A questão é saber se vamos ficar assistindo a tudo passivamente, esperando um salvador da pátria, ou se vamos ter algum tipo de protagonismo nessa história.
O Governador Pezão concedeu generosos benefícios a empresários de diversos ramos. No setor de bebidas, para ficar bem com todas as marcas, tanto a Ambev (Brahma, Skol, Antártica) como a Cervejaria Petrópolis (Itaipava) foram beneficiadas. Também o ramo de transportes segue sendo beneficiado, não só com o aumento da tarifa, mas com benefícios que vão desde o empréstimo de 39 milhões para a Supervia com o aval da ALERJ; a compra de novas barcas com dinheiro público para a CCR lucrar mais e obras no metrô que visam, em primeiro lugar, ser fonte de muito lucro para a concessionária desse serviço.
Já aos servidores, Pezão reservou um pacote de medidas que vão desde o parcelamento de seus vencimentos e do 13º salário, passando por uma proposta de aumento na alíquota da contribuição previdenciária e uma nova Reforma da Previdência, em conluio com o Governo Federal, jogando a conta da “crise” nas costas dos trabalhadores. Ao Judiciário pretende passar a conta dos proventos das aposentadorias e pensões para dentro do limite de 6% da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que vai estourá-lo. Teríamos, pelo menos, 05 anos de congelamento de salários para adequar a Folha de Pagamento novamente àquele percentual.
Depois da promessa não cumprida pela administração do tribunal de valorização do serventuário, vimos que a proposta de reajuste caiu no esquecimento – isso joga por terra o delírio de alguns de que os empréstimos do TJ ao Executivo nos beneficiariam. Ao mesmo tempo, a magistratura receberá 16,8% de aumento este ano. A crença de uma boa vontade do TJ para com os seus servidores, alimentada pela direção sindical, não se esvai para alguns, mesmo com a redução de cargos efetivos que visa extinguir o Analista Judiciário e a pouquíssima convocação de novos concursados.
Vai ser preciso muita unidade dos servidores públicos para enfrentar todas essas medidas de ataques aos nossos direitos. Também vai ser preciso muita luta para reverter esse quadro onde mídia e governos querem que os trabalhadores paguem a conta de uma “crise” que não é nossa. Para os servidores do Judiciário vai ser preciso uma dose extra para superar o corporativismo, uma vez que não somos uma ilha, e a crença de que o TJ e seus administradores são nossos parceiros.
A luta é de todos contra uma política que se não debelarmos seremos engolidos pelos nossos algozes. Não podemos deixar que eles tirem o nosso sossego. Vamos para cima deles com todas as nossas forças. Vamos exigir os nossos direitos e o fim desse governo. Temos que colocá-los na defensiva gritando alto e em bom som: FORA PEZÃO E TODOS OS SEUS ASSECLAS!

Todos ao ato do dia 03/02/16, às 15 horas, na ALERJ.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Olha o Bloco da Ceguinha aí, geeeeeente!!! Chora, pelego!

Pelo 4º ano, totalmente independente, a Ceguinha fará o carnaval no Judiciário. O local é no Bar do Toninho ao lado da ALERJ, no Beco dos Excluídos, que leva do Restaurante Xodó do Paço ao antro da ALERJ, no centro da cidade do Rio. Será depois do ato do funcionalismo, dia 03 de fevereiro, 4ª feira, 18 horas. O ato do funcionalismo estadual contra o Canalhocrata do Pezão será às 15 horas, também na ALERJ (todos lá, por sinal!)

A letra da música é de Manoel, o Audaz. Vai a letra do poeta, refugiado em São Gonça, e "pirado na questão". A camisa com a tradicional charge custará R$ 20,00 e é para pagar os músicos sob a batuta de Sérgio Genovêncio, da 23ª Vara Criminal, ex-Orquestra Voadora, e que agora é do time dos Embaixadores da Folia.

A camisa estará pronta 4ª feira, dia 27 de janeiro, com o "Profeta do Caos", o Alex barbudo, na 7ª Vara Cível da comarca da capital. Tiragem limitada.

Bloco da Ceguinha 2016
Pra nós, a crise... Eles, que pisem...
Autor: Manoel Gomes, o Audaz
Que crise é essa que só cai na nossa conta
Enquanto eles continuam a se esbaldar?
A mordomia dos togados nos afronta
É benefício que não para de jorrar
Quem tá na boa, ignora a tal da crise
Quem tá ferrado PIRA AÍ nessa questão
Ninguém aguenta mais viver nesse estado
Ninguém escapa da pisada do Pezão
Fora, Pezão!/Pezão: pisou, ferrou
Cadê o “impixe” desse tal Governador?
Pezão: pisou, ferrou
Pra ser ladrão, não tem diploma de doutor
(Tem que matar)
Tem que matar a nossa grande, imensa curiosidade:
Será que essa tal de crise é bipolar?
Aos poderosos, ela faz que não conhece
No nosso bolso, ela insiste em achacar
Sobra fortuna pra gastar em Olimpíadas
Nenhum aumento pro pobre trabalhador
Venha conosco no embalo da "Ceguinha"
Desafiando esse tal Governador (Fora, Pezão!)
Pezão: pisou, ferrou...

domingo, 3 de janeiro de 2016

Mais uma vez, os aposentados são atacados!

(por: Alex Brasil)

Uma sucessão de ataques foi desferido em 2015 sobre os servidores, a título de Ajuste Fiscal:
a) o sucateamento de escolas e hospitais públicos;
b) o abandono da UERJ, ocupada pelos estudantes, com terceirizados e bolsistas não recebendo os salários e bolsas;
c) o reajuste 0%, em 2015, para os trabalhadores públicos;
d) o parcelamento dos salários da maior parte dos servidores no mês de dezembro;
e)o anúncio do secretário de fazenda estadual em propor um pacto federativo que quebre a estabilidade e aumente a idade para a aposentadoria;
f) o anúncio do governo estadual de que venderá as suas empresas públicas;
g) o parcelamento da segunda parcela do décimo terceiro salário dos servidores;

Bom, alguns, de maneira individualista (no melhor estilo Lei do Gérson, senso comum que permite o surgimento dos Eduardos Cunha da vida), acreditaram que o Judiciário ia estar fora dessa tempestade, escorados no fato de que os magistrados (esses pedaços do Estado que andam) estariam salvaguardados e, por tabela, os servidores também. Mais uma vez, o planeta Judiciário, como se não tivéssemos relação com o planeta Terra.

Não foi o que se observou: com a desculpa do rombo do RIOPREVIDÊNCIA, parcelaram em cinco vezes a segunda parcela do 13º salário dos aposentados.

O curioso é que essa quadrilha que governa o estado do Rio de Janeiro fez fortuna com os grandes eventos esportivos (um país que não tem saúde e educação deveria se lixar para patrocinar os mesmos). Picciani, nosso algoz, por exemplo, está dos dois lados do balcão. Como comprador (governo do estado) adquire toneladas de brita de uma empresa, cuja a sua família é sócia, ou seja, onde ele é vendedor.

Além disso, a patifaria pública privada foi ratificada pela ALERJ que perdoou a dívida da SUPERVIA (leia-se Odebrecht). E como não esquecer as decisões judiciais que beneficiaram obras para os grandes eventos esportivos como a consórcio Eike-Odebrecht, no Maracanã, em 2013?

Mas, se alguns continuam achando que estamos imunes, é bom acordar antes que seja tarde. A crise da economia capitalista mundial já se arrasta desde 2008 e agora ela chegou com força nos chamados BRICS. A Grécia foi engolida pela crise e milhares de servidores tiveram salários reduzidos, direitos arrancados e perderam os seus empregos.

A única saída é não se achar um corpo isolado do restante e sim procurar a necessária unidade com todos os funcionários públicos estaduais, na perspectiva de uma GREVE GERAL. A água já chegou na cintura e, mais rápido do que pode se imaginar, poderá estar batendo nos nossos narizes.