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quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Sem cargo não é possível convocação



A atual direção do Sind-justiça elogia a "boa vontade" da administração em convocar novos concursados. Mas é óbvio que se essa "boa vontade" existisse, a direção do TJ não teria determinado (no art. 27 do novo plano de cargos e salários) a extinção de 1.686 cargos de analista judiciário e 519 cargos de técnico de atividade judiciária.

Sem a existência jurídica de cargo vago não há como chamar concursados. Então estes só serão convocados numa escala pífia (cobrindo parte das novas vacância geradas por aposentadorias, exonerações e falecimentos). Isso só serve para maquiar a situação e dizer que os concursos continuam acontecendo.

O que está ocorrendo de fato é a paulatina extinção da categoria serventuária, com os aplausos da direção atual do Sind-justiça.

Mudemos isso. VOTE CHAPA 2! 

ELEIÇÃO SINDJUSTIÇA-RJ, 2023: VOTE CHAPA 2


 


REASSUMIR AS NEGOCIAÇÕES COM DIGNIDADE E SEM SERVILISMO!

DEMOCRACIA, TRANSPARÊNCIA E SINDICATO DE BASE


VOTE CHAPA 2.

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A Chapa 2, que concorre na eleição para o Sindjustiça-RJ (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Rio de Janeiro), lançou página no Facebook. Siga, curta, comente, compartilhe. Com organização, apoio mútuo e luta, é possível mudar.

Democracia, Transparência e Sindicato de Base. VOTE CHAPA 2.

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quarta-feira, 1 de novembro de 2023

PSICÓLOGO E ASSISTENTE SOCIAL: CHAPA 2

A Chapa 2 valoriza todas as carreiras no Tribunal de Justiça. Hoje falaremos um pouco das particularidades de duas delas.


As atividades do psicólogo e do assistente social exigem a aquisição de informações, a organização do conhecimento, a compreensão, discussão, demonstração de problemas e caminhos, elaboração de explicações, descrição de conceitos etc!  Trata-se de pegar um conhecimento teórico, genérico e universal de um lado e pegar uma situação fática, real de alguma pessoa, grupo e organização e organizar uma solução para esta situação com a devida reflexão e análise, ou seja, trata-se de utilizar um sistema teórico em uma situação prática e real, sem que alguém anteriormente “monte um esquema pronto”, ou que já exista um passo a passo.

No caso do TJRJ, além dos estudos e pareceres técnicos, o exercício profissional do psicólogo e do assistente social envolve particularidades e especificidades, modos de fazer múltiplos, tendo em vista as diferentes matérias de trabalho (Família, Infância, Juventude e Pessoa Idosa, Criminal e outras), diversidade de realidades locais e de abrangência territorial, sazonalidades das demandas, correlação de forças etc.  Logo, a utilização de uma metodologia de avaliação que tenha um padrão único para mensurar o desempenho de profissionais em realidades e condições laborativas diversas guarda enorme potencial de não ser efetivo, podendo ainda impactar negativamente a saúde do trabalhador.

No que diz respeito às equipes técnicas, são recorrentes queixas de rotinas de trabalho que superam as quarenta horas semanais para atender às demandas processuais e não processuais.  Isso, porque as atividades dessas categorias extrapolam os dados consolidados na planilha estatística da DIATI, incluindo trabalho extra.

Com fulcro nesse quadro, para se falar em produtividade do psicólogo e do assistente social e prazo para entrega do trabalho (quando ocorre a entrega do trabalho, já que, nas VIJIs e nas varas de execução, existe a atividade de acompanhamento com prazo indefinido e indefinível), não se deve indicar uma lógica quantitativa.

Ainda na seara da produtividade e cumprimento de prazo, vale destacar a insuficiência de recursos humanos, o que não se resolve por meio do uso da terceirização.

Igualmente vale destacar que os servidores públicos têm ciência de que a não observância das normativas institucionais incidem em apuração de responsabilidade funcional por meio de procedimento administrativo.  Com o intuito de prevenir o assédio moral organizacional, tão em voga e que já é foco do CNJ, é de fundamental relevância reforçar que não devem existir normativas institucionais que reforcem o caráter punitivo em caso de não cumprimento de metas, respeitando, assim, o Código de Ética da CGJ (Prov CGJ nº 32/2021).

Paralelamente a isso, cabe fazer menção a valor monetário, tendo em vista que os servidores do TJRJ, muitas vezes, acumulam atribuições (como é o caso dos psicólogos e assistentes sociais que, além de suas funções habituais, trabalham junto ao depoimento especial, coordenam suas equipes etc.), prestam auxílio a outras serventias etc., sem nenhum tipo de compensação financeira.

Para finalizar, convém afirmar que é preciso investir na qualidade do serviço público e na celeridade e efetividade da prestação jurisdicional, porém não subsumido à lógica funcional-produtivista incorporada acriticamente do setor privado e não desconsiderando a promoção da saúde do servidor e a qualidade de vida no trabalho. É preciso transformar o serviço público, mas diante de uma gerência democrático-inclusiva e compartilhada, com dialogicidade, cooperação interpares, emulsão de potencialidades ético-político civilizatórias e comprometimento técnico, humano e social.

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Apresentação

Caro Colega Servidor, 


 A Chapa 2 quer convidar você para uma importante reflexão sobre as nossas atuais condições de trabalho, e sobre as duras perspectivas de perdas de direitos duramente conquistados.


Chamamos você a participar do debate que se abre com a proximidade das eleições sindicais, de forma séria e respeitosa, na perspectiva de um ambiente de trabalho saudável e da revalorização de todos os seguimentos da categoria. Para tanto é necessário um sindicato democrático, transparente e de base, acessível à categoria e que não desrespeite nenhum colega por divergência no campo das ideias, ou qualquer outra razão.

O Sindjustiça tem uma história de lutas e de  construção coletiva, e assim precisa seguir, com a participação e a representação de todos que trabalham no Judiciário fluminense. Suas  decisões precisam voltar a ser decisões de todos, particularmente no que tange à relação com o Tribunal  de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e a administração pública em geral, visando os interesses de todo segmento.

É inconcebível que ainda hoje decisões de suma importância para os trabalhadores deste Tribunal sejam invariavelmente centralizadas e estejam concentradas nas mãos de uma única pessoa, que não demonstra interesse em ouvir o colega e/ou conhecer de perto a sua realidade. Ao contrário,  não valoriza a categoria em sua principal instância decisória, as Assembleias Gerais previstas no Estatuto do Sindjustiça, estas que permitem o necessário debate de ideias e a tomada de decisões de modo democrático, para que sejam cumpridas pela direção da Entidade.

Entendemos que as assembleias regionais são muito importantes, mas não podemos prescindir das assembleias gerais, como tem acontecido. Consideramos  impossível  fazer a defesa da categoria sem o debate prévio entre os que trabalham na ponta, diante das atuais condições de trabalho e das sucessivas imposições da Administração. É urgente que voltemos a ser ouvidos o mais democraticamente possível em nossas necessidades.

Caro colega, a mudança e a valorização que o Servidor anseia não podem ser construídas por uma única cabeça em detrimento das demais. Não cabe a uma única pessoa conjecturar o que é certo e adequado para milhares de servidores, ativos e aposentados, impondo verticalmente suas ações, subestimando a inteligência dos demais colegas e  passando a maior parte do tempo criando expectativas para a categoria e gerenciando promessas intangíveis. 

Democracia e transparência se dão com o imprescindível respeito às bases e com decisões tomadas pelo conjunto da categoria. Acreditamos que os serventuários da Justiça do estado do Rio de Janeiro devem voltar a participar e decidir o seu destino de forma consciente,  e você, caro colega, deve ser o protagonista, pois é o maior interessado no seu destino. Assim, a Chapa 2 se propõe a fazer uma gestão que valorize a sua inteligência e dignidade, devolvendo o Sindicato à participação de todos, nos posicionando, mas também ouvindo o que você tem a dizer. Afinal, cada um de nós é a razão de ser de um sindicato de classe.

Vamos juntos!