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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Notícia retirada do Portal do NPC - Núcleo Piratininga de Comunicações


Notícias do NPC


Autores do Dicionário de Politiquês se reúnem com mídia alternativa
Foto: Jéssica Santos (NPC)

boletim
Jornalistas de veículos sindicais, populares e de movimentos sociais do Rio conversaram no dia 14/04 com Vito Giannotti e Sérgio Domingues sobre o Dicionário de Politiquês. A publicação tem a proposta de possibilitar uma comunicação que seja compreensível para a classe trabalhadora.

Giannotti destacou o papel da linguagem acessível como condição para discutir e disputar a visão de mundo. “Temos que ter a nossa política clara, e a linguagem é a condição para se comunicar com povo, pois sem ela a política torna-se uma coisa de poucos. Queremos que muitos participem da vida política", disse Giannotti.  

De acordo com Domingues, um dos maiores problemas na linguagem dos veículos de comunicação é o uso dos jargões. “Temos que aprender a falar com a população, pois a fala correta e bem escrita provoca reação, provoca respostas”. 

Além disso, foi citada pelos dois escritores a importância de respeitar o público alvo de cada publicação, seja ela jornal, blog etc. “O que colocamos no livro são apenas dicas, não é preciso seguir fielmente. A ideia é fazer os jornalistas pensarem sobre o que escrevem, como escrevem e se seu público consegue entender. A escolha das palavras vai depender de quem vai ler”, concluiu Giannotti. 

Lançamentos pelo Brasil  

Rio de Janeiro

O lançamento do livro Dicionário de Politiquês no Rio está marcado para esta quarta-feira,  dia 28 de abril, às 19h, no Sindicato dos Metroviários, que fica na Av. Rio Branco, 277, 401, Centro do Rio. O livro será apresentado pelos autores acompanhados pelo educador Gaudêncio Frigotto, pela jornalista Gizele Martins (Jornal O Cidadão) e pelos músicos MC Leonardo e Gas-PA. 

Outros estados

Em Viçosa (MG) o lançamento também já tem data marcada. Será no dia 6/05, às 19h, na Pinacoteca da UFV. Também estão previstos lançamentos nas cidades de Natal (RN), Recife (PE) e Brasília para o mês de maio; Nova Friburgo (RJ), Florianópolis (SC) e Londrina (PR) para junho; e São Paulo e Belo Horizonte para julho.

O livro já foi lançado em Manaus (AM), no dia 16/04, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em evento do Encontro Regional de Comunicação Sindical do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).


Curso de Comunicação Popular começa no dia 1º de Maio
Sob a coordenação da jornalista Claudia Santiago começa no dia 1º de Maio, a sexta edição do Curso de Comunicação Popular do NPC. Informações: boletimnpc@terra.com.br. Nesta edição o curso terá como foco a luta contra a remoção. As aulas serão realizadas nos morros de Niterói, comunidades da Barra da Tijuca, Cidade de Deus e Complexo da Maré.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

"A IDADE MENDES" - Matéria retirada do portal da revista Carta Capital de 23/04/2010.

A Idade Mendes 
 
23/04/2010 11:42:16

Leandro Fortes
No fim das contas, a função primordial do ministro Gilmar Mendes à frente do Supremo Tribunal Federal foi a de produzir noticiário e manchetes para a falange conservadora que tomou conta de grande parte dos veículos de comunicação do Brasil. De forma premeditada e com muita astúcia, Mendes conseguiu fazer com que a velha mídia nacional gravitasse em torno dele, apenas com a promessa de intervir, como de fato interveio, nas ações de governo que ameaçavam a rotina, o conforto e as atividades empresariais da nossa elite colonial. Nesse aspecto, os dois habeas corpus concedidos ao banqueiro Daniel Dantas, flagrado no mesmo crime que manteve o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda no cárcere por 60 dias, foram nada mais que um cartão de visitas. Mais relevante do que tudo foi a capacidade de Gilmar Mendes fixar na pauta e nos editoriais da velha mídia a tese quase infantil da existência de um Estado policialesco levado a cabo pela Polícia Federal e, com isso, justificar, dali para frente, a mais temerária das gestões da Suprema Corte do País desde sua criação, há mais cem anos.

Num prazo de pouco menos de dois anos, Mendes politizou as ações do Judiciário pelo viés da extrema direita, coisa que não se viu nem durante a ditadura militar (1964-1985), época em que a Justiça andava de joelhos, mas dela não se exigia protagonismo algum. Assim, alinhou-se o ministro tanto aos interesses dos latifundiários, aos quais defende sem pudor algum, como aos dos torturadores do regime dos generais, ao se posicionar publicamente contra a revisão da Lei da Anistia, de cuja à apreciação no STF ele se esquivou, herança deixada a céu aberto para o novo presidente do tribunal, ministro Cezar Peluso. Para Mendes, tal revisão poderá levar o País a uma convulsão social. É uma tese tão sólida como o conto da escuta telefônica, fábula jornalística que teve o presidente do STF como personagem principal a dialogar canduras com o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.

A farsa do grampo, publicada pela revista Veja e repercutida, em série, por veículos co-irmãos, serviu para derrubar o delegado Paulo Lacerda do comando da PF, com o auxílio luxuoso do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que se valeu de uma mentira para tal. E essa, não se enganem, foi a verdadeira missão a ser cumprida. Na aposentadoria, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá tempo para refletir e registrar essa história amarga em suas memórias: o dia em que, chamado “às falas” por Gilmar Mendes, não só se submeteu como aceitou mandar para o degredo, em Portugal, o melhor e mais importante diretor geral que a Polícia Federal brasileira já teve. O fez para fugir de um enfrentamento necessário e, por isso mesmo, aceitou ser derrotado. Aliás, creio, a única verdadeira derrota do governo Lula foi exatamente a de abrir mão da pol ítica de combate permanente à corrupção desencadeada por Lacerda na PF para satisfazer os interesses de grupos vinculados às vontades de Gilmar Mendes.

O presidente do STF deu centenas de entrevistas sobre os mais diversos assuntos, sobretudo aqueles sobre os quais não poderia, como juiz, jamais se pronunciar fora dos autos. Essa é, inclusive, a mais grave distorção do sistema de escolha dos nomes ao STF, a de colocar não-juízes, como Mendes, na Suprema Corte, para julgar as grandes questões constitucionais da nação. Alheio ao cargo que ocupava (ou ciente até demais), o ministro versou sobre tudo e sobre todos. Deu força e fé pública a teses as mais conservadoras. Foi um arauto dos fazendeiros, dos banqueiros, da guarda pretoriana da ditadura militar e da velha mídia. Em troca, colheu farto material favorável a ele no noticiário, um relicário de elogios e textos laudatórios sobre sua luta contra o Estado policial, os juízes de primeira instância, o Ministério Público e os movime ntos sociais, entre outros moinhos de vento vendidos nos jornais como inimigos da democracia.

Na imprensa nacional, apenas CartaCapital, por meio de duas reportagens (O empresário Gilmar e Nos rincões de Mendes), teve coragem de se contrapor ao culto à personalidade de Mendes instalado nas redações brasileiras como regra de jornalismo. Por essa razão, somos, eu e a revista, processados pelo ministro. Acusa-nos, o magistrado, de má fé ao divulgar os dados contábeis do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), uma academia de cursinhos jurídicos da qual Mendes é sócio. Trata-se de instituição construída com dinheiro do Banco do Brasil, sobre terreno público praticamente doado pelo ex-governador do DF Joaquim Roriz e mantido às custas de contratos milionários fechados, sem licitação, com órgãos da União.

Assim, a figura de Gilmar Mendes, além de tudo, está inserida eternamente em um dos piores momentos do jornalismo brasileiro. E não apenas por ter sido o algoz do fim da obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão, mas, antes de tudo, por ter dado enorme visibilidade a maus jornalistas e, pior ainda, fazer deles, em algum momento, um exemplo servil de comportamento a ser seguido como condição primordial de crescimento na carreira. Foi dessa simbiose fatal que nasceu não apenas a farsa do grampo, mas toda a estrutura de comunicação e de relação com a imprensa do STF, no sombrio período da Idade Mendes.

Emblemática sobre essa relação foi uma nota do informe digital “Jornalistas & Companhia”, de abril de 2009, sobre o aniversário do publicitário Renato Parente, assessor de imprensa de Gilmar Mendes no STF (os grifos são originais):

“A festa de aniversário de 45 anos de Renato Parente, chefe do Serviço de Imprensa do STF (e que teve um papel importante na construção da TV Justiça, apontada como paradigma na área da tevê pública), realizada na tarde do último domingo (19/4), em Brasília, mostrou a importância que o Judiciário tem hoje no cenário nacional. Estiveram presentes, entre outros, a diretora da Globo, Sílvia Faria, a colunista Mônica Bergamo, e o próprio presidente do STF, Gilmar Mendes, entre outros.”

Olha, quando festa de aniversário de assessor de imprensa serve para mostrar a importância do Poder Judiciário, é sinal de que há algo muito errado com a instituição. Essa relação de Renato Parente com celebridades da mídia é, em todos os sentidos, o pior sintoma da doença incestuosa que obriga jornalistas de boa e má reputação a se misturarem, em Brasília, em cerimônias de beija-mão de caráter duvidoso. Foi, como se sabe, um convescote de sintonia editorial. Renato Parente é o chefe da assessoria que, em março de 2009, em nome de Gilmar Mendes, chamou o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), às falas, para que um debate da TV Câmara fosse retirado do ar e da internet. Motivo: eu critiquei o posicionamento do presidente do STF sobre a Operação Satiagraha e fiz justiça ao trabalho do delegado federal Protógenes Queiroz, além de citar a coragem do juiz Fausto De Sanctis ao mandar prender, por duas vezes, o banqueiro Daniel Dantas.

Certamente em consonância com o “paradigma na área de tevê pública” da TV Justiça tocada por Renato Parente, a censura na Câmara foi feita com a conivência de um jornalista, Beto Seabra, diretor da TV Câmara, que ainda foi mais além: anunciou que as pautas do programa “Comitê de Imprensa”, a partir dali, seriam monitoradas. Um vexame total. Denunciei em carta aberta aos jornalistas e em todas as instâncias corporativas (sindicatos, Fenaj e ABI) o ato de censura e, com a ajuda de diversos blogs, consegui expor aquela infâmia, até que, cobrada publicamente, a TV Câmara foi obrigada a capitular e recolocar o programa no ar, ao menos na internet. Foi uma das grandes vitórias da blogosfera, até então, haja vista nem um único jornal, rádio ou emissora de tevê, mesmo diante de um gravíssimo caso de censura e restrição de liberdade de expressão e imprensa, ter tido coragem de tratar do assunto. No particular, no entanto, recebi centenas de e-mails e telefonemas de solidariedade de jornalistas de todo o país.

Não deixa de ser irônico que, às vésperas de deixar a presidência do STF, Gilmar Mendes tenha sido obrigado, na certa, inadvertidamente, a se submeter ao constrangimento de ver sua gestão resumida ao caso Daniel Dantas, durante entrevista no youtube. Como foi administrada pelo Google, e não pelo paradigma da TV Justiça, a sabatina acabou por destruir o resto de estratégia ainda imaginada por Mendes para tentar passar à história como o salvador da pátria ameaçada pelo Estado policial da PF. Ninguém sequer tocou nesse assunto, diga-se de passagem. As pessoas só queriam saber dos HCs a Daniel D antas, do descrédito do Judiciário e da atuação dele e da família na política de Diamantino, terra natal dos Mendes, em Mato Grosso. Como último recurso, a assessoria do ministro ainda tentou tirar o vídeo de circulação, ao menos no site do STF, dento do sofisticado e democrático paradigma de tevê pública bolado por Renato Parente.

Como derradeiro esforço, nos últimos dias de reinado, Mendes dedicou-se a dar entrevistas para tentar, ainda como estratégia, vincular o próprio nome aos bons resultados obtidos por ações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), embora o mérito sequer tenha sido dele, mas de um juiz de carreira, Gilson Dipp. Ministro do Superior Tribunal de Justiça e corregedor do órgão, Dipp foi nomeado para o cargo pelo presidente Lula, longe da vontade de Gilmar Mendes. Graças ao ministro do STJ, foi feita a maior e mais importante devassa nos tribunais de Justiça do Brasil, até então antros estaduais intocáveis comandados, em muito s casos, por verdadeiras quadrilhas de toga.

É de Gilson Dipp, portanto, e não de Gilmar Mendes, o verdadeiro registro moralizador do Judiciário desse período, a Idade Mendes, de resto, de triste memória nacional.

Mas que, felizmente, se encerra hoje.
Leandro Fortes Brasília, eu vi

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Matéria recebida pelo sociólogo Sérgio Domingues - lançamento do diciónário de Politiquês para entender as palavras da política.

Linguagem para conquistar corações e mentes
O lançamento do Dicionário de Politiquês será no dia 28 de abril, no Rio de Janeiro. O manual foi escrito pelo coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação, Vito Giannotti, em parceria com o sociólogo Sérgio Domingues. A publicação conta com 3500 verbetes. A idéia é facilitar a compreensão do leitor comum, ou seja, 71% da população que não passou mais do que oito anos nos bancos escolares.
Vito Giannotti explica que é um manual prático de linguagem para ser usado todos os dias por quem deseja se comunicar com muitas pessoas. O escritor afirma que os jornais sindicais e alternativos devem apresentar sua visão de mundo e valores de forma que alcance o entendimento de toda a classe trabalhadora. Ele conclui que o importante é a política e vê a linguagem como uma condição fundamental para que as pessoas entendam a mensagem.
Sérgio Domingues ainda explica que o livro tem objetivo pedagógico, contribuindo para a mobilização dos trabalhadores.
Quem espera uma tradicional noite de autógrafos vai levar um susto!
A apresentação do livro será feita pelo filósofo Gaudêncio Frigotto, pela editora do jornal comunitário O Cidadão, Gizele Martins, pelo rapper Gas-PA e pelo presidente da Apafunk, Mc Leonardo. E, é claro, pelos dois autores. Isso tudo de forma bem brasileira. Com caipirinhas, amendoins e caldinho de feijão.
O lançamento terá início as 7 horas da noite no Sindicato dos Metroviários, que fica na Av. Rio Branco, 277/4º andar. (Pulsar-Katarine Flor)

Notícias sobre a negociação do Sind-justiça com a Presidência do TJ/RJ e a paralisação de 24 horas do dia 28/04/2010.

    Continua sem qualquer perspectiva de reposição salarial e dos benefícios indiretos ( auxílio creche, alimentação/refeição e transporte ), e sem perspectiva de pagamento do resultado da ação dos antigos 74%, atuais 25,7% , que foram excluídos pelo então Governador Moreira Franco,  a categoria dos servidores da justiça estadual do Estado do Rio de Janeiro.

     Em resposta a falta de proposta das questões acima e também pelo descaso com a data-base que se aproxima em 1º de maio, a categoria reunida em Assembléia no auditório do Sindicato, decidiu pela paralisação de 24 horas no dia 28/04/2010, unificando com a luta de todos os servidores públicos estaduais, denunciando a política de precarização do serviço público estadual e a negação da valorização do servidor público estadual. A luta pelo "resgate" do IASERJ e "não a sua demolição" também está na pauta unificada com o MUSPE.

Notícias sobre a negociação do Sind-justiça com a Presidência do TJ/RJ e a paralisação de 24 horas do dia 28/04/2010.