SEJA BEM-VINDO AO NOSSO BLOGUE!

ATENÇÃO! As matérias aqui publicadas só poderão ser reproduzidas fazendo constar o endereço eletrônico deste blogue. Os textos assinados não necessariamente refletem a opinião do CESTRAJU. " Há pessoas que lutam um dia e são boas. Há outras que lutam um ano e são melhores. Mas há as que lutam toda a vida e são imprescindíveis." "Tudo bem em hesitar...se depois você for em frente ...." (Bertold Brecht) "O melhor da vida é que podemos mudá-la" ( anônimo ) Junte-se a nós! Venha mudá-la para melhor!

sábado, 20 de fevereiro de 2016

O primeiro Transversus de 2016


Foi lançado o 26º número do jornal político-cultural Transversus. Nele, o vascaíno Rodrigo Menezes Meireles escreve sobre os futebolistas Kita, Vivinho e Henágio recentemente falecidos  aos 57, 54 e 53 anos, respectivamente. Rodrigo valoriza, em seu texto, a honestidade dos três jogadores que, embora nunca tenham sido geniais em campo, jamais mancharam sua trajetória de vida com atitudes antiéticas como as de Romário, Roberto Dinamite, Pelé, Ronaldo Fenômeno, Neymar e outras celebridades dos gramados.



jornal4

O portelense Jalmir Ribeiro exalta a trajetória do sambista Waldir 69, falecido aos 87 anos em 25 de novembro; enquanto Ana Beatriz Manssour relembra a cantora (e atriz bissexta) Selma Reis, que nos deixou em 19 de dezembro de 2015. O jornalista e escritor Orlando Oliveira escreve sobre outras importantes figuras da música popular como Aldir Blanc, Aluísio Machado e Paulo César Pinheiro. Ainda sobre MPB, Sandoval Brandão contribui com um artigo sobre Carlos Lemos, jornalista e jurado do III Festival da Canção, de 1968.
Falecido 28/12/15, Lemmy Kilmister (baixista e vocalista da banda de roque pauleira Motorhead) é lembrado pelo articulista Leonardo Gustavo S. Fernandes. Outro roqueiro relevante abordado é David Bowe, sobre quem nos escreve José Maria Bolado.
Marco Aurélio Souza, militante do movimento negro, escreve o bonito texto “Antônio Pompêo: mais um negro esquecido”, sobre o ator que, apesar do grande talento, nunca teve o destaque merecido.
Vílson de Almeida Siqueira faz uma excelente crítica cinematográfica sobre o filme argentino “O Clã”, chegado recentemente às telas brasileiras.
Alex Brasil conta sobre os 16 anos do Bloco do Rabugento, que tradicionalmente se reúne em frente ao Bar Papo de Esquina (Rua Antônio Storino, nº 123, Vila da Penha) no sábado anterior ao Carnaval, seguindo depois pelas ruas do bairro. É uma agremiação “sem patrão, sem dono, sem documento”, que não aceita patrocínio de empresários, políticos ou entidades governamentais. O enredo desse ano foi escolhido para zombar do megaevento olímpico que só ferra com o pobre e favorece o rico: “O Rabugento Ri da olimPIADA e Quer Medalha, Medalha, Medalha, em Saúde e Educação”.
jornal3
No encarte Correspondência Socialista, que integra o jornal Transversus, a escriba anarquista Alda Jefb critica violentamente os aumentos das passagens do transportes público. E denuncia o empresário Jacob Barata, que financia “a farra das campanhas políticas milionárias de Piccianis, Osorios, Cabrais, Paes, Garotinhos, Garotinhas, Pezões e Mãozonas”, os quais vem a favorecê-lo para se manter como “O Rei dos Ônibus” (como é vulgarmente conhecido).
Transversus presta também solidariedade a militante Alice Vilma (do Movimento de Oposição Serventuária), servidora do Tribunal de Justiça do Rio que vem sendo vítima dum injusto processo administrativo (e criminal!) por parte dum magistrado: um caso claro de assédio moral.
Apoio mútuo, resistência, enriquecimento cultural e muito mais. É o que pode ser encontrado no jornal Transversus, que frequentemente também publica contos, crônicas e poesias. Para saber mais, escreva para: transversus.cs@gmail.com.

Bombou o Bloco da Ceguinha 2016

Quarta-feira 03/02/16. O Bloco da Ceguinha mais uma vez cumpre seu papel de trazer alegria e diversão à classe trabalhadora ao mesmo tempo que protesta de maneira irreverente contra os desmandos do poder.

12650792_950222408391545_7108065006812671025_n
A deusa Têmis representa o judiciário: uma figura mitológica que é simbolizada com uma balança e os olhos vendados, como a demonstrar que a magistratura não faz distinção de pessoa – pune da mesma forma ricos e pobres, brancos e negros, burgueses e trabalhadores. Só que todo mundo já está farto de saber que isso é balela. A deusa ceguinha só não enxerga quando convém.  Essa e muitas outras são as reflexões trazidas pelo bloco.
12642549_950222388391547_2257447259622906254_n
Este 2016 a animação estava a todo vapor. Confete, serpentina, uma banda de qualidade e muita gente agitando.
12654329_950222551724864_4567065773068764163_n
Representantes da cooperativa Roça prestigiaram o evento com sua presença, por entender a importância da cultura popular e crítica. Lá, disponibilizaram sua deliciosa cerveja artesanal. Para quem ainda não conhece a turma da Roça, vale a pena entrar em contato pelo correio eletrônico caminhosdaroca@gmail.com. Esse pessoal mostra mesmo o quanto o apoio mútuo pode fazer por todos nós (vide: https://roca-rio.com/).
 12651113_950222325058220_3935436661076773550_n
Enquanto a atual direção do Sind-justiça investe em eventos recreativos acríticos ou alienantes como a festa junina da ABATERJ (entidade assistencialista criada pela magistratura para promover uma imagem positiva do Poder Judiciário), trabalhadoras e trabalhadores independentes mantém aceso o fogo da irreverência com o Bloco da Ceguinha.
12647060_950222505058202_6132166524462616382_n
A classe serventuária agradece a presença de todas as pessoas. Ao bloco veio gente trabalhadora da Petrobrás (grupo de base Inimigos do Rei), da educação pública estadual, do Colégio Pedro II, e integrante do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá, além de estudantes.
Você, que está aí lendo este texto, una-se a nós no próximo evento, valeu? Até lá!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Quinta-feira 18/02/16, lançamento de revista na sede do Sindjustiça-RJ

Em meio a ataques e privatização da força de trabalho no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que se combina ao crescimento vertiginoso da Justiça Privada (Tribunais Arbitrais), o discurso fascista de criminalização da pobreza e das chamadas classes perigosas ganha cada vez mais peso na nossa sociedade.

Dentro desse contexto, a “guerra às drogas” é o mote para que justifique, entre outras, a redução da maioridade penal, em debate no Congresso Federal. Nesse sentido, o Judiciário assumiria cada vez mais o papel de verdugo, nesse Estado de Exceção criado.

Abordando esse e outros temas, a colega Glória Vargas (assistente social aposentada do TJ e ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio) estará expondo o seu artigo, que faz parte da Revista Contra Legem nº 6, criada pelo Centro de Estudos Socialistas dos Trabalhadores do Judiciário (CESTRAJU), que há uma década estuda o processo de privatização no TJ-RJ, reflexos e suas consequências numa sociedade que caminha para a barbárie.

Compareça!
QUANDO: QUINTA-FEIRA 18/02/16 às 18h30min
ONDE: sede do Sindjustiça (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário-RJ)– Travessa do Paço, 23, 13º andar, Centro, Rio de Janeiro, RJ (prédio quase em frente aos restaurantes Pilograma e Xodó do Paço).

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ou enfrentamos Pezão e cia.,
ou perderemos mais direitos

O ano começou sem que tenhamos qualquer definição para o reajuste de 2015. Pior: o governador anuncia uma série de medidas para retirar mais direitos dos servidores públicos. Ao mesmo tempo, concede benefícios fiscais a diversas empresas enquanto deixa os hospitais à míngua. É um filme que se repete com governos favorecendo empresários e retirando direitos dos trabalhadores. A questão é saber se vamos ficar assistindo a tudo passivamente, esperando um salvador da pátria, ou se vamos ter algum tipo de protagonismo nessa história.
O Governador Pezão concedeu generosos benefícios a empresários de diversos ramos. No setor de bebidas, para ficar bem com todas as marcas, tanto a Ambev (Brahma, Skol, Antártica) como a Cervejaria Petrópolis (Itaipava) foram beneficiadas. Também o ramo de transportes segue sendo beneficiado, não só com o aumento da tarifa, mas com benefícios que vão desde o empréstimo de 39 milhões para a Supervia com o aval da ALERJ; a compra de novas barcas com dinheiro público para a CCR lucrar mais e obras no metrô que visam, em primeiro lugar, ser fonte de muito lucro para a concessionária desse serviço.
Já aos servidores, Pezão reservou um pacote de medidas que vão desde o parcelamento de seus vencimentos e do 13º salário, passando por uma proposta de aumento na alíquota da contribuição previdenciária e uma nova Reforma da Previdência, em conluio com o Governo Federal, jogando a conta da “crise” nas costas dos trabalhadores. Ao Judiciário pretende passar a conta dos proventos das aposentadorias e pensões para dentro do limite de 6% da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que vai estourá-lo. Teríamos, pelo menos, 05 anos de congelamento de salários para adequar a Folha de Pagamento novamente àquele percentual.
Depois da promessa não cumprida pela administração do tribunal de valorização do serventuário, vimos que a proposta de reajuste caiu no esquecimento – isso joga por terra o delírio de alguns de que os empréstimos do TJ ao Executivo nos beneficiariam. Ao mesmo tempo, a magistratura receberá 16,8% de aumento este ano. A crença de uma boa vontade do TJ para com os seus servidores, alimentada pela direção sindical, não se esvai para alguns, mesmo com a redução de cargos efetivos que visa extinguir o Analista Judiciário e a pouquíssima convocação de novos concursados.
Vai ser preciso muita unidade dos servidores públicos para enfrentar todas essas medidas de ataques aos nossos direitos. Também vai ser preciso muita luta para reverter esse quadro onde mídia e governos querem que os trabalhadores paguem a conta de uma “crise” que não é nossa. Para os servidores do Judiciário vai ser preciso uma dose extra para superar o corporativismo, uma vez que não somos uma ilha, e a crença de que o TJ e seus administradores são nossos parceiros.
A luta é de todos contra uma política que se não debelarmos seremos engolidos pelos nossos algozes. Não podemos deixar que eles tirem o nosso sossego. Vamos para cima deles com todas as nossas forças. Vamos exigir os nossos direitos e o fim desse governo. Temos que colocá-los na defensiva gritando alto e em bom som: FORA PEZÃO E TODOS OS SEUS ASSECLAS!

Todos ao ato do dia 03/02/16, às 15 horas, na ALERJ.