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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Limite de expressão - Matéria retirada do Portal www.conjur.com.br

 

Jornal de Campos é condenado a indenizar Garotinho

A liberdade de crítica que o jornalista possui não lhe dá o direito de atacar as pessoas, ainda que estas sejam dedicadas à vida pública. A conclusão é da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que manteve a condenação do jornal Folha da Manhã, de Campos dos Goytacazes (RJ), por conta de dois artigos publicados, em 2004, sobre o recém-eleito deputado federal Anthony Garotinho. Os desembargadores, no entanto, acolheram o recurso do jornal e do jornalista, que escreveu os artigos, para reduzir o valor de R$ 30 mil para R$ 8 mil.
“Admitir-se-ia de um homem comum, indignado com a conduta desviada do político, atacá-lo verbalmente. Mas, isso não se admite do profissional de imprensa, responsável pela formação da opinião pública. Deve noticiar os fatos, deve criticar condutas, deve expor as divergências, mas deve fazer tudo isso sem ofensas pessoais”, escreveu a relatora, desembargadora Luisa Bottrel.
De acordo com a decisão, os textos faziam críticas ao político, referindo-se a ele com expressões como pinóquio, marionete, príncipe de meia-tigelas, e pertencente a um grupo “que não valia um real”. Na época, Garotinho apoiava Geraldo Pudim para a prefeitura de Campos, no norte do estado.
Bottrel afirmou, na decisão, que pessoas dedicadas à vida pública estão mais expostas “à censura, ao julgamento de seus semelhantes”. Disse, ainda, que se há provas contra essas pessoas, que elas sejam levadas ao conhecimento da autoridade competente. O que não é correto, concluiu, é usar a imprensa para fazer acusações sem provas.
Os desembargadores também rejeitaram a questão preliminar levantada pelo jornal e pelo jornalista que queriam fazer prova oral e que o juízo de primeira instância negou. Para a 17ª Câmara, os textos eram suficientes e não era preciso contextualizar o que estava acontecendo em Campos na época da disputa eleitoral. “Ainda que inflamado fosse esse clima, não seria excludente de responsabilidade dos réus”, disse.
Mas levando em conta a capacidade econômica dos réus, o contexto em que os textos foram publicados e a ideia de que não é o valor, mas a “censura do Poder Judiciário” em relação à conduta do jornal, os desembargadores resolveram diminuir o valor da indenização. Eles consideraram excessiva a reparação de R$ 30 mil.
Jornal e jornalista argumentaram, no recurso ao TJ, que a conduta de Garotinho não estava livre de crítica. O autor dos textos também disse que exerceu sua liberdade de opinião e que não teve intenção de ofender o político.
A 3ª Vara Cível do Rio condenou a empresa e o profissional a indenizarem Garotinho. “Por óbvio, a construção da cidadania depende da exposição pela imprensa dos fatos que envolvem os homens públicos e da análise que os comentaristas, profissionais ou não, fazem do cenário político, na medida em que a apuração de fatos e a valoração sobre a conduta dos políticos interferem nos destinos de toda uma comunidade, seja municipal, estadual ou nacional, porquanto o cidadão escolhe tais destinos votando em pessoas, projetos e histórias de vida”, disse o juiz Vinícius de Araújo.
“Evidente, entretanto, que a crítica deve estar revestida de educação, do verbo contido ao que é necessário à instrução da cidadania. O que desbordar disso adentra no campo da ilicitude, por ausente o conceito de proporcionalidade, primado constitucional implícito”, completou.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pra onde vai nosso dinheiro !!!! FETJ faz a festa da vitrine do Poder Judiciário . E a greve continua...

Mais espaço

TJ-RJ inaugura prédio para Câmaras Criminais

Inauguração das Lâminas IV e V do Tribunal de 
Justiça do Rio - 
Luis Henrique Vicente/TJ-RJ
O amplo hall de entrada da chamada Lâmina IV, prédio que vai abrigar as oito Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ficou pequeno para receber a quantidade de desembargadores ativos e aposentados, além de outras autoridades que foram à cerimônia de inauguração na manhã desta segunda-feira (8/11). Além da Lâmina IV, foi inaugurado o prédio onde ficará o setor de tecnologia do tribunal e a restauração do Museu da Justiça.
O foco do evento foi a homenagem prestada pelo tribunal aos desembargadores Paulo Ventura e Paulo César Salomão, além do ministro Menezes Direito, que iniciou a carreira no TJ fluminense. O ministro Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça, compareceu à homenagem. O prédio do setor de tecnologia recebeu o nome do irmão Paulo César, que morreu em 2008.
Já o edifício com as Câmaras Criminais recebeu o nome do desembargador Paulo Ventura, que, tal como Paulo César Salomão, atuava na área criminal. Em dezembro de 2008, Ventura, que morreu em fevereiro deste ano, concedeu uma entrevista à revista Consultor Jurídico. Na época, o desembargador concorria para a presidência do TJ e contou de seus planos caso fosse eleito. Ele perdeu as eleições para o atual presidente, Luiz Zveiter, que fez a homenagem a Ventura.
Zveiter, em seu discurso na inauguração dos prédios, afirmou que as duas palavras do Judiciário são efetividade e eficiência. O processo tem de ser efetivo, lembrou, mas também é necessário haver eficiência administrativa para que se possa avançar. “Nosso tribunal passou de vidraça à vitrine de boa gestão”, disse.
Pelo discurso do governador do Estado Sérgio Cabral Filho, o temor dos desembargadores do TJ fluminense de perder a autonomia financeira que conquistaram não será tão forte, pelo menos nos próximos quatro anos. Reeleito, Cabral lembrou que liderou o processo de autonomia financeira do Tribunal. Em 1996, foi sancionada a Lei 2.524, que cria o fundo especial do Tribunal de Justiça. Cabral disse estar satisfeito com o bom uso que o TJ tem feito da autonomia.
Inauguração das Lâminas IV e V do 
Tribunal de Justiça do Rio - 
Luis Henrique Vicente/TJ-RJ
Além de Luís Felipe, também estavam presentes os ministros Asfor Rocha, Luiz Fux, Jorge Mussi, Humberto Martins, Mauro Campbell, Benedicto Gonçalves e Raul Araújo, todos do STJ. A família dos homenageados também estava na inauguração dos prédios e os agradecimentos dos filhos dos três emocionaram e arrancaram muitos aplausos das pessoas que estavam do lado de dentro da Lâmina IV.
Desembargadores chegaram a se reunir na calçada, embaixo de uma árvore que fica entre os quatro prédios. Quando o presidente do TJ, ministros, o governador do Estado Sérgio Cabral Filho, o prefeito da cidade Eduardo Paes, e todos que acompanhavam a cerimônia saíram da Lâmina IV para inaugurar a V, ao lado, várias pessoas se juntaram nas janelas do Fórum Central e operários que ainda trabalhavam próximos ao local pararam para ver as autoridades.
Além dos prédios que já foram construídos e que integram o chamado Complexo do Judiciário, há ainda a Lâmina Central que está sendo erguida e que onde vão funcionar quatro Tribunais do Júri e um salão que, segundo o presidente do Tribunal, poderá ser ocupado por até mil pessoas na plateia e 240 desembargadores. Atualmente, o TJ conta com 180.

Matéria retirada do Portal www.conjur.com.br

GREVE NO JUDICIÁRIO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO - Exibição de vídeos nº 01

GREVE DE 2010


LUTA PELA ISONOMIA SALARIAL NA IMPLANTAÇÃO DOS 24,6% PARA TODOS E TODAS, MOTIVADO POR TRÂNSITO EM JULGADO DE UMA AÇÃO QUE DUROU 22 ANOS.  


VÍDEOS DA ASSEMBLÉIA DE 18/10/10 QUE DEFLAGROU A GREVE DOS SERVENTUAŔIOS DA JUSTIÇA /RJ

Fala do serventuário Vilson no fechamento de propostas.

Fala do serventuário Alexandre Bollman de Nova Iguaçu

Fala do serventuário Josualdo

Cobertura da Imprensa no Sul Fluminese - RJ no Ar -  e depoimento ao final do serventuário Aurélio de Campos.

VÍDEOS DA ASSEMBLÉIA DE 26/10/10, QUE VOTOU PELA CONTINUIDADE DA GREVE

 PARLAMENTARES FALAM EM APOIO AOS SERVENTUÁRIOS DA JUSTIÇA /RJ EM GREVE E DEFENDEM A ABERTURA DE NEGOCIAÇÃO JÁ!

Deputado Estadual Paulo Ramos
Deputado Estadual Marcelo Freixo dá apoio ao movimento dos serventuários em greve e anuncia representação dos Parlamentares contra a Administração do TJ/RJ. 

Diretora Vera do SEPE/RJ ( Sindicato dos Profisisonais da Educação presta solidariedade à greve do judiciário. 

Federação Nacional dos Petroleiros  prestam solidariedade ao movimento de greve do judiciáiro estadual.

Fala Gláucio  - Serventuário do Forum Central

 

PARA O PRESIDENTE DO TJERJ, DES. LUIZ ZVEITER,  NÃO HÁ GREVE. OUÇA SUA ENTREVISTA ABAIXO em 26/10/10:



VÍDEOS DA ASSEMBLÉIA DE 04/11/10 QUE VOTOU PELA CONTINUIDADE DA GREVE


Casamento e filho- Romance na Greve 2007- (Assembléia 04 nov 10) A incrível história de uma serventuária que conheceu sua cara-metade em meio a uma greve dos serventuários da Justiça do Rio de Janeiro em 2007 ...


Fala Serventuária Vitória Régia, ex-Angra , atual Itaguaí

( Caso emblemático de punição pela Administração TJ/RJ na greve de 2008 - serventuária triplamente punida na greve de 2008 por iniciativa da maioria dos magistrados de Angra, com apoio da AMAERJ e do Corregedor Geral de Justiça à época, ao relatar e expressar sua opinião no portal do Sind-Justiça, como Delegada Sindical, sobre ato antissindical sofrido na Comarca de Angra dos Reis na greve de 65 dias de 2008. Durante a realização de atividade pacífica de greve no Forum e informando a Portaria dos magistrados que proibia o acesso dos grevistas aos cartórios para o diálogo de convencimento. Foi removida de comarca, respondeu procedimento criminal de Injúria e ainda responde a um PAD. Teve apoio solidário: da categoria dos senventuários da justiça do RJ , de várias comarcas, com abaixo-assinado contra suas punições. Houve inúmeras Moções de Repúdio e solidariedade do Grupo Tortura Nunca Mais, da Frente Ampla Sindical de Angra dos Reis, do Judiciário Estadual e Federal de São Paulo, dos participantes da Conclat sobre a formação da Nova Central dos Trabalhadores em Santos/SP, o Deputado Estadual Marcelo Freixo publicado no Diário Oficial do Legislativo. E até agora seu PAD não finalizou, aguarda decisão). Tornou-se o bode expiatório para as punições, por defender como Dirigente Sindical, na função de Delegada Sindical, contra os ataques aos grevistas da comarca, e pelo fato de o  Sind-Justiça/RJ ter entrado com representação contra alguns  magistrados de Angra, que assinaram a Portaria antissindical, no CNJ e no TJ/RJ e foi tudo arquivado, sem nada apurar.



Caso emblémático de punição do TJ/RJ na greve de 2010 : Greve dos serventuários do TJ/RJ, na concentração permanente do Forum Central, ALEX RASIL CECI, liderança punida nesta greve, com transferência para Comarca de Santa Maria Madalena, foi a primeira punição nesta  greve pelos 24% , em 20/10/10, segundo dia de greve. Obteve liminar revogando sua remoção. Posteriormente, a Administração alegou a incompetência do Desembargador que atuava no Mandado de Segurança, e alegando a prevenção de outro Desembargador a liminar foi revogada. Agora recorre-se ao STF e ao CNJ para reverter esta punição. Após a punição de Alex, dias depois haveria a publicação de 32 remoções de grevistas , revertidas por decisão do CNJ. Houve também a cassação de 13 licenças sindicais, de um total de 15 deferidas.




Fala  Vilson do Forum Central



Nota: Em breve postaremos mais vídeos. Estes vídeos estão sendo retirados do Youtube .


APOIO DE ENTIDADES À GREVE NO JUDICIÁRIO ESTADUAL DO RJ - TEXTO ABAIXO PUBLICADO NO PORTAL Do SIND-JUSTIÇA CAMPO NOTÍCIAS.

Data de Publicação : 04/11/2010

SINDICATOS APOIAM GREVE DA JUSTIÇA NO RIO E CRITICAM "CRIMINALIZAÇÃO"  DO MOVIMENTO

Além do Sintrajud, vários outros sindicatos e entidades de classe
declararam apoio à greve dos servidores da Justiça estadual do Rio de
Janeiro, paralisados desde 19 de outubro. Principalmente, os sindicatos
do Judiciário Federal. O movimento de solidariedade tenta ser um
contraponto à repressão da administração do TJRJ, que já transferiu para
o interior pelo menos 50 ativistas da greve e suspendeu 13 das 15
licenças concedidas a servidores para atuação na direção do sindicato da
categoria (Sind-Justiça-RJ).

Parte das transferências já está sendo suspensa por meio de decisões
judiciais, mas a repressão continua. ?A CSP-Conlutas está organizando
moções em todo país de solidariedade a essa greve?, disse Gualberto
Tinoco, o Pitel, dirigente do Sindicato dos Professores em Educação do
Rio de janeiro (Sepe-RJ) e da Central Sindical e Popular-Conlutas.

Durante recente manifestação de apoio à greve, em frente ao fórum
central, no centro da cidade, ele defendeu que outros setores do
funcionalismo agreguem forças à mobilização dos serventuários. ?A nossa
luta não pode se manter isolada, a luta dos companheiros tem que ser
unificada com as lutas dos demais servidores estaduais?, disse a deputada estadual eleita Janira Rocha (PSOL-RJ), dirigente do sindicato dos trabalhadores da Saúde e da Previdência (Sindsprev-RJ), levou o apoio da entidade aos grevistas e conclamou a categoria a também assumir as tarefas sindicais em resposta à repressão do presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Zveiter. ?Tem muita gente aqui que além de vir à assembléia pode arregaçar as mangas e fazer as tarefas da greve, " disse." Esse é o momento de exceção, a hora em [que é preciso] que o comando de greve, o sindicato, os ativistas se multipliquem?, disse.

O bancário e ex-deputado federal Cyro Garcia, falando pelo PSTU, disse
que as represálias não significam que o movimento está fraco, mas, ao
contrário, demonstram desespero da administração. ?Ele [Zveiter] pensa
que [a repressão] é uma demonstração de força, mas é uma demonstração de
fraqueza?, afirmou. 
Um ativista " provocou " as centenas de servidores que se aglomeravam em
frente ao fórum perguntando se ?havia vagabundo? ali, numa referência
aos ataques da presidência do tribunal. Recebeu um sonoro ?não!? em
resposta. ?A luta, além de ser pelos 24%, é por dignidade. É muita
truculência?, disse.

A greve tem como reivindicação principal o cumprimento de uma decisão da
Justiça que manda adicionar 24% aos contracheques. É uma sentença
vitoriosa de uma disputa judicial que já dura 20 anos, referente à
extensão de reajuste concedido aos demais servidores do estado, mas do
qual os serventuários foram excluídos.

O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo foi uma das
entidades que declararam apoio aos trabalhadores do TJ do Rio. ?Frente à
intransigência do governo, a greve iniciou-se forte e combativa, mas ao
mesmo tempo contrapondo-se às duras tentativas de intimidação e
criminalização, algo já conhecido por aqueles que lutam por direitos e
reivindicações?, diz trecho da moção enviada pelo sindicato.
(informações do Sintrajud-SP)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Quinto constitucional - Advogados indicados respondendo processo - Matéria retirada do portal www.conjur.com.br

OAB não alterará as listas que enviou ao STJ

A Ordem dos Advogados do Brasil não vai alterar as listas que enviou ao Superior Tribunal de Justiça para o preenchimento de três cadeiras reservadas a advogados naquela corte. Depois de participar de reunião com o presidente do STJ, Ari Pargendler, na manhã desta sexta-feira (5/11), o presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante Junior, afirmou que cabe ao tribunal rejeitar os nomes que não lhe agradam nas listas.
“Aguardamos que o STJ vote as listas de acordo com o critério definido pela Constituição Federal. O papel da OAB, de escolha das listas, se encerrou. Agora, cabe ao tribunal selecionar os nomes que considere mais adequados para assumir o cargo de ministro do STJ”, afirmou Ophir Cavalcante à revista Consultor Jurídico.
A decisão da OAB pode gerar novo impasse na votação, já que parte dos ministros está insatisfeita com alguns nomes que compõem as listas sêxtuplas formuladas pela entidade. O tribunal está dividido. Há ministros que consideram que é perfeitamente possível eleger três bons nomes de cada lista para enviar à Presidência da República. Outros consideram que é possível devolver uma das listas e justificar os motivos da devolução.
Segundo ministros, há advogados que compõem as listas respondendo a execuções fiscais e outros a Ação Penal, inclusive por apropriação indébita. Isso desagradou o tribunal. Mas há disposição por parte do comando do STJ de não entrar em nova batalha com a Ordem. Isso pode fazer com que a votação siga o curso normal.
Neste caso, o tribunal reduziria cada uma das listas sêxtuplas a tríplices e as enviaria à Presidência da República. O presidente, então, escolheria um nome de cada lista, que tomaria posse do cargo de ministro depois de passar por sabatina e aprovação do Senado.
Uma das alternativas propostas por parte dos ministros é elaborar uma única lista com cinco ou nove nomes para a escolha do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a maior parte discorda da solução por entender que ela deve partir da OAB, para que o tribunal não seja, depois, acusado de não respeitar as listas.
Mesmo assim, há ministros que consideram que essa solução pode gerar disputas judiciais que se alongarão no tempo. Os advogados que ficarem de fora da lista podem contestá-la.
Outra opção seria retirar as candidaturas dos advogados que têm problemas com a Justiça — o que também pode gerar ações nos tribunais. Isso porque, terminada a votação na OAB, a candidatura pertence ao advogado escolhido. O processo terminou. Assim, a OAB não pode mais dispor das candidaturas. Ou seja, seria preciso um trabalho de convencimento da Ordem para que o próprio candidato desistisse de concorrer. As duas opções estão, até agora, descartadas pela direção da entidade dos advogados.
A reunião entre Ari Pargendler e Ophir Cavalcante Junior foi feita por decisão do plenário do STJ, tomada em sessão secreta feita na quinta-feira (4/10), que durou duas horas. Para os ministros, a OAB deveria propor soluções para que a corte não tenha de devolver, mais uma vez, listas elaboradas pela entidade.
“Para resolver problemas políticos internos, a OAB transferiu o ônus de decidir sobre determinadas candidaturas ao STJ. Mas é a Ordem que tem de arcar com esse ônus”, afirmou um ministro à ConJur. Para outro ministro, o ideal seria a OAB encontrar “alguma solução que não importe na devolução de listas”.
Não há uma predisposição do tribunal para devolver a lista e causar um novo confronto com a Ordem, mas se não for achada uma solução de consenso, existe a possibilidade de isso acontecer. A formação das listas também está sendo contestada na Justiça Federal de Brasília.
Sabatina jurídica
No dia 12 de setembro, depois de 12 horas de discussões, o Conselho Federal da OAB escolheu os 18 advogados que disputam três vagas destinadas ao quinto constitucional da advocacia no STJ. Foram formadas três listas com seis nomes, enviadas ao tribunal.
A escolha deveria encerrar uma queda de braço que durou dois anos e meio entre a OAB e o STJ, e que deixou três cadeiras da corte ocupadas interinamente por desembargadores convocados. O embate entre a advocacia e o tribunal começou em fevereiro de 2008, quando o STJ recusou a lista enviada para preencher a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Antônio de Pádua Ribeiro.
Advogados e ministros só chegam a consenso sobre um ponto. A devolução de uma lista seria a deixa que entidades da magistratura, historicamente contrárias ao quinto constitucional, esperam para armar uma campanha pelo fim desta forma de escolha de ministros e desembargadores.
A OAB sabatinou os 41 candidatos que tiveram o registro acolhido pela entidade. No total, 49 advogados se inscreveram para a disputa. Sete tiveram a candidatura impugnada e rejeitada e uma das candidatas inscritas para a sabatina não compareceu. Por isso, foi declarada sua desistência do processo.
Confira as listas e o número de votos de cada candidato:
Lista 1
Edson Vieira Abdala (PR) – 31 votos
Carlos Alberto Menezes (SE) – 29 votos
Márcio Kayatt (SP) – 28 votos
Alexandre Honoré Marie Thiollier Filho (SP) – 23 votos
Ovídio Martins de Araújo (GO) – 23 votos
Antonio Carlos Ferreira (SP) – 18 votos
Lista 2
Fábio Costa Ferrario de Almeida (AL) – 31 votos
Rodrigo Lins e Silva Cândido de Oliveira (RJ) – 30 votos
Aniello Miranda Aufiero (AM) – 27 votos
Sebastião Alves dos Reis Junior (DF) – 24 votos
Rogério Magnus Varela Gonçalves (PB) – 23 votos
Alde da Costa Santos Júnior (DF) – 20 votos
Lista 3
Bruno Espiñeira Lemos (BA) – 31 votos
Reynaldo Andrade da Silveira (PA) – 30 votos
Mário Roberto Pereira de Araújo (PI) – 27 votos
Elarmin Miranda (MT) – 25 votos
Esdras Dantas de Souza (DF) – 22 votos
Ricardo Villas Bôas Cueva (SP) – 21 votos