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sábado, 7 de setembro de 2024

O SOMBRA SABE

 Ninguém segura o Kalil!

Incorporando uma propaganda antiga de televisão sobre uma loja de tecidos, poderoso/a, com pouco tempo de casa, assumiu os hábitos do Assédio Moral Institucional, a alma de uma conhecida Corte, de forma rápida Que o diga um(a) servidor(a), que trabalhou pertinho do/a poderoso/a e sentiu as suas pesadas cobranças. Tão novo/a e tão velho/a de espírito.


(Nota publicada na conhecida seção "O Sombra Sabe", do jornal Boca Maldita nº 122, julho/2024, RJ)

RÁPIDAS

 


OAB/RJ: mais lenha na fogueira da privatização

Em conluio com os grandes meios de comunicação, a representante da OAB/RJ, Ana Tereza Basílio, através de duas colunas no suspeitíssimo jornal “O Globo”, têm cobrado mais agilidade na Justiça Fluminense.  Sem dúvida, uma divisão de tarefas: o Poder privatiza cargos, a OAB pede mais celeridade processual, o sindicato disfarça ser contra e assim a corda arrebenta para o lado mais fraco: o servidor.

Eleições do SICOOB-COOPJUSTIÇA: o “dono” do SINDJUSTIÇA e o choro do mau perdedor

O “dono” do SINDJUSTIÇA tem tentado anular as eleições últimas do SICOOB-COOPJUSTIÇA, quando o mesmo foi derrotado nas urnas. Outras chantagens também estão sendo feitas por esse indivíduo. Impressionante o comportamento de criança mimada desse elemento!

(Publicado no Jornal Boca Maldita nº 122, julho/2024, RJ.)

Congresso da FENAJUD: mais do mesmo

Na primeira semana de junho de 2024, foi realizado o XIII Congresso da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário, FENAJUD. Como de praxe, não saiu uma campanha para unificar os trabalhadores dos Judiciários estaduais contra a privatização da força de trabalho em todos os tribunais, visando alertar a opinião pública sobre os malefícios de tais medidas na prestação jurisdicional.

O SINDJUSTIÇA/RJ, que tanto critica a FENAJUD, mas também não faz absolutamente nada contra a privatização da força de trabalho (e até dá ideias nesse sentido), entrou na nova direção com o Coordenador Geral Luís Otávio da Silveira Ferreira, no cargo de Coordenador de Finanças. Em resumo: ficou tudo em casa, todos estão acomodados.

A Coordenação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário soltou uma nota, com setores oposicionistas dos servidores do TJ/PE, SP e RJ, dando ênfase sobre o processo de privatização da força de trabalho, sobre a ameaça de uma nova reforma da previdência e a sobre Reforma Administrativa, que foi tentada no governo fascista de Bolsonaro, mas, que disfarçadamente, está sendo aplicada no governo liberal de Lula.

A nota também conclamou os delegados do Congresso a apontarem no evento uma campanha nacional dos servidores do TJs, mais do que debates, lives etc. Infelizmente, isso não ocorreu no XIII Congresso da FENAJUD. Esperamos que quando ocorrer o XIV Congresso da FENAJUD, em 2027, a direção da Federação não tente botar a tranca, quando a porta estiver arrombada.

(Publicado no Jornal Boca Maldita nº 122, julho/2024.)

Privatização dos cargos de Secretários I e II: te prepara que vem mais!!!

Há 20 anos esse informativo vem alertando sobre o processo de privatização da força de trabalho dentro do TJ/RJ. Fomos enfáticos, ao longo desse período, sobre a ingerência do Banco Mundial, sobre os programas de Qualidade Total (ISO-9001 e SIGA), a precarização do trabalho (via estagiários, programas sociais, o trabalho voluntário e Residentes Jurídicos), a extinção dos cargos singulares (oficiais de segurança e escrivães), o fim e o descumprimento de direitos, etc, etc, etc.

Infelizmente, a resposta da entidade sindical foi a de não alertar sobre o que estava acontecendo no tribunal fluminense e no Judiciário brasileiro, se preocupando em ter resultados no “varejo”, quando o “atacado” estava desmoronando. E o que é pior:  a direção sindical apostou no “toma lá, dá cá”, aceitando, por exemplo, em 2022, a extinção de mais de dois mil cargos, sob o pretexto de reenquadramento dos servidores.

Agora, veio a bomba de que os Secretários I e II podem ser preenchidos por extraquadros, conforme publicação da Administração do TJ na imprensa oficial. A direção sindical sequer convocou um ato em repúdio ao ocorrido, mas foi eficaz, como sempre, no sentido de atacar nas redes sociais, quem lhe cobrava uma atitude. Lamentavelmente, uma parte expressiva dos serventuários continua aplaudindo esse comportamento da direção sindical.

Em silêncio, a mesma direção sindical pensa em propor ao Poder a extinção de mais de mil cargos vagos para haver um reajuste em 2025. Com certeza, a ideia encontrará respaldo no mesmo setor de serventuários, que só pensa no imediato e que não enxerga que com a diminuição contínua de servidores (que será alavancado pela implantação da Inteligência Artificial), o regime de solidariedade do RIOPREVIDÊNCIA será comprometido, podendo prejudicar os pagamentos futuros das aposentadorias.

Enfim, enganam-se aqueles que acham que a “poeira abaixou”. A privatização da força de trabalho via Secretários I e II e tudo que ela pode trazer (nepotismo cruzado, envolvendo até mesmo a ALERJ) é somente a ponta do iceberg. Os Responsáveis pelo Expediente e Secretários III e IV são a “próxima bola da vez”, apesar do Presidente do TJ e a direção do SINDJUSTIÇA assegurarem que não.

 E aí, você que está focado na venda de seus direitos como licenças e férias e/ou preocupado no advento de um novo PIA: vai pagar para ver, sem reagir, o final dessa crônica, que já sabemos que será de uma morte anunciada?

(Publicado no Jornal Boca Maldita nº 122, RJ, julho/2024.)

POEMA

 As Cinzas de Gaza

(Por: Tércio Redondo)

O trabalho liberta.
Vê bem: o nosso trabalho.
Liberta-te
da vida devastada
inexistida aos olhos de tantos.

No passado
a morte vinha primeiro
só depois, a combustão.
Chegou, porém, a hora
da perfeita sincronia:
a um só tempo
serás morto e incinerado
tu e tua família

tua oliveira
tua cidade.


(Poema publicado no jornal Boca Maldita nº 121, maio/2024, informativo do CESTRAJU)

Concurso 2021

 

E o TJ/RJ faturou bastante com o concurso e não chamou quase ninguém, mesmo com a gritante falta de funcionários nos cartórios. Estivemos presentes nos atos dos concursados, em solidariedade, e sentimos a ausência física do sindicato, que deveria ser o maior interessado no processo. Foi muito triste ver pessoas que estudaram tanto para passar em um concurso difícil, ver o seu objetivo frustrado, enquanto o tribunal convoca extraquadros de luxo. Deplorável! 

(Nota publicada no Jornal Boca Maldita nº 121, maio/2024, informativo do CESTRAJU)

SOLIDARIEDADE SEMPRE

Este ano de 2024, faz 15 anos da vitoriosa greve dos estagiários do TJ/RJ. A greve conquistou o pagamento do auxílio locomoção, o que já era previsto em lei, mas o TJ se recusava a fazer. Passada década e meia, as demandas desse setor de mão de obra, bastante precarizado e explorado do tribunal, são cada vez maiores. Nosso informativo Boca Maldita e o blogue do CESTRAJU (Centro Socialista de Trabalhadoras/es do Judiciário) se dispõem a ajudar, no que for preciso, na organização, mobilização e luta desse setor. Contem com a gente!

O SOMBRA SABE


 Eu, hein, Rosa!

Mais uma do local de trabalho, recordista mundial de Assédio Moral. Onde o respeito às pessoas nada VALE e ERA há muito tempo de se esperar uma ação contra o poderoso de plantão. De uns tempos pra cá, a chefia também entrou na dança macabra. Chegou boazinha e foi se transformando, como o Médico e o Monstro, bem Dr. Jekyll e Mr. Hyde. Tudo para se manter no comando e não perder a “boquinha”.

Na busca por uma pessoa que a substituísse, quando fosse necessário, valeu de tudo: pressão psicológica e até remoção forçada para um local distante da residência da pessoa envolvida, para que lhe fosse satisfeito o pérfido desejo. O Criador, que estava por trás da criatura na trama sinistra, teve mais uma perversão concretizada.

O pior foi o preposto do Poder no sindicato dessa categoria. Procurado, lavou as mãos e ainda estimulou a pessoa envolvida a ceder às pressões, procurando seduzi-la a pegar o magro pixulé. Realmente, tem elemento que acha que todo mundo é venal como ele. Lamentável!


(Nota publicada na conhecida coluna "O Sombra Sabe", do Jornal Boca Maldita nº121 de maio de 2024.) 

Obituário

 

Foi-se em 19 de abril, o amigo Thich Cao, vítima de um AVC. Ele sofria há anos de insuficiência renal. Mas, sempre procurava levar no bom humor todo o perrengue que passava no tratamento e na expectativa de um transplante de rim.

Ex-funcionário do SINDJUSTIÇA, onde trabalhou por 8 anos, foi injustamente demitido em final de 2011. Lutamos por uma assembleia extraordinária para reverter essa e outras demissões, mas o todo poderoso dono da entidade não recuou um milímetro.

Formado em Letras, Thich Cao era professor, militante do PCB, amante dos animais e de futebol, botafoguense, sendo o seu principal hobby colecionar camisas de times. E era gentil, educado e fraterno. Vai em paz, amigo!!! Fica aqui a nossa homenagem a sua pessoa.

(Nota de pesar publicada no Jornal Boca Maldita nº 121, maio/2024)

SICOOB/COOPJUSTIÇA: não foi agora que Elle virou banqueiro!

Em eleições ocorridas, em março último, no SICOOB/COOPJUSTIÇA, o grupo que controlava a entidade desde a fundação da cooperativa, foi finalmente derrotado pela oposição, chapa 2. Entre os integrantes da chapa vencedora, como conselheira, a companheira oficial de justiça Edma Menezes de Castro, presença constante nas lutas da categoria.

A nota de destaque desse processo foi que o todo poderoso do SINDJUSTIÇA se candidatou como parte da Chapa derrotada, com o intuito de voos mais longos no mercado financeiro. Frustrado com o resultado, pois considerava a fatura liquidada, contam que, após o resultado, seu humor era péssimo, destratando todo mundo. Esse informativo nem é envolvido com o SICOOB/COOPJUSTIÇA, mas temos que admitir: como foi bom e gostoso ver a tristeza do pelego!

(Publicado no Jornal Boca Maldita nº 121, maio/2024, RJ)


Esse lava o rosto com óleo de peroba!


 

Na Corte paulista, o gestor de plantão da Administração do TJ/SP, que ganhou R$ 88 mil líquidos em fevereiro de 2024, defendeu a proposta do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que turbina os salários de magistrados e promotores. Essa proposta acarretará um aumento de 5% a cada cinco anos nos salários de juízes e promotores. A proposta, além de ser inconstitucional, poderá ter um impacto de R$ 81,6 bilhões aos cofres públicos entre 2024 até 2026. 

Nessa hora, para mais privilégios para superprivilegiados, não se vê a “grita” da grande imprensa burguesa como vemos contra a greve dos trabalhadores da educação federal. E nem se fala em déficit zero, Novo Arcabouço Fiscal, tudo “história do Boi Tatá” do atual governo federal, para justificar a continuidade do pagamento da imoral dívida pública aos bancos, como também fazia o golpista e fascista Bolsonaro.

 O pior é que além de saber disso, é ler a justificativa do “Toga preta” paulista, na maior cara de pau: Nós não podemos comparar o salário de um magistrado com um salário de um trabalhador desqualificado. […] É a mesma coisa que comparar um jogador de futebol que recebe bilhões, com um operário de fábrica”. É desse jeito, como os “craques” Daniel Alves e Robinho fizeram, que se faz mais um estupro em cima do chamado “trabalhador desqualificado”, aqueles injustamente desrespeitados, mas que, com o seu suor, produzem a riqueza desse país, para que somente um punhado de privilegiados usufruam da mesma, nababescamente.

(Publicado no Jornal Boca Maldita nº 121, maio/2024, RJ)

O PIA não pia!

Anunciado desde o ano passado e esperado com grande expectativa por muitos servidores, não será dessa vez que virá o Plano de Incentivo à Aposentadoria (PIA). Falava-se até em um salário por ano trabalhado, o que fez muitos servidores fazerem as contas, achando que iam fazer um bom pé de meia, para, assim, adiarem a tão sonhada aposentadoria.

 Mas, a mesma Administração do TJ/RJ não é boba! Ela, apesar de querer ver pelas costas os trabalhadores concursados, sabe que existem no mínimo 2.000 servidores nessas condições, podendo chegar até 3.500 servidores. Se sair o PIA, como ficará o serviço dentro do TJ/RJ? Ora, ora, ora, os “togas pretas” vendem um discurso de que não existe problema de pessoal, mas sabem mais do que ninguém que essa carência é gritante.

Enfim, até para passar o trabalho para a mão de obra privatizada que eles pretendem colocar no nosso lugar, eles precisam dos atuais servidores. Aquela velha história de sugar a laranja para depois jogar o bagaço fora, que já conhecemos de muito tempo. Agora a Administração e o seu preposto, o sindicato, falam em um Plano de Incentivo à Aposentadoria para o final do ano. Será mesmo que o PIA virou PIAda?


 (Publicado no Jornal Boca Maldita nº 121, maio/2024, RJ)

Concordamos: é problema mesmo de gestão, do gestor maior

Existem mais de 1.600 cargos vagos no TJ/RJ. Em março e abril, os concursados de 2021 fizeram várias manifestações no Fórum Central, reivindicando a sua convocação. Porém, o concurso não foi prorrogado. Indagado o porquê de não terem sido chamados os concursados, a Administração do TJ/RJ disse que a carência reclamada nas serventias é “problema de gestão”. Ou seja, não tem carência de pessoal, o problema passa pelos gestores das serventias, que não aproveitam bem a mão de obra disponível.

 Na mesma oportunidade, o presidente do TJ/RJ disse que com a Inteligência Artificial (IA) estará colocado em perspectiva de que não haverá mais servidores. O curioso é que enquanto a Administração nega a convocação de novos concursados, implementa a terceirização e privatização da mão de obra, não com os estagiários de Direito muito mal remunerados, mas com o chamado residente jurídico, que ingressará ganhando quase o salário de ingresso de um técnico.

Os gestores de plantão vendem a falácia de que a IA prescindirá do trabalho humano. Tudo conversa fiada! Na verdade, combinado ao avanço tecnológico virá um aumento da exploração do trabalho, intensificando-se a produtividade dos servidores que sobraram (a chamada polivalência, um servidor faz a função de três) e estendendo as jornadas de trabalho, ora dos trabalhadores presenciais, ora dos trabalhadores à distância.

 


Além disso, a Administração do TJ-RJ segue com os expedientes extras, como o GEAP-C, o abono permanência para os servidores em condições de se aposentar (vulgo pé na cova), as compras de tempos livres dos servidores (férias e licenças prêmio) e a tal da recém-criada “Força-Tarefa”. Sinal de que precisa urgentemente de pessoal, ao contrário do que ela própria afirma. Uma verdade escancarada que os mandatários desse Poder e os engravatados que se venderam para o lado escuro da força tentam negar na cara dura.

 Dentro desse quadro, a categoria adoece: doenças cardíacas, psicológicas, câncer... Por que o TJ /RJ e o Departamento Médico desse tribunal não divulgam um estudo sobre o adoecimento dos servidores? Respondemos: porque estará provado que esse adoecimento é diretamente relacionado às atuais condições de sobrecarga de trabalho.

  Soma-se a isso, o silêncio da entidade, que vive no mundo cor de rosa de Barbie, vendendo “conquistas” (em troca de direitos) e voltada para aquisições milionárias de sedes praieira (Rio das Ostras) e campestre (em Niterói), com o apoio amplo da maioria da categoria, que bate palma para esse discurso enganoso. E agora, comenta-se, que a direção sindical, a exemplo do que fez em 2022, proporá a Administração a extinção desses 1600 cargos vagos, para que os servidores tenham um reajuste salarial de 12,3% em 2025. Mais uma barganha, que trará uma conta bem salgada, mais à frente.

 Pois, resta a pergunta, que temos colocado, repetidamente, nos nossos materiais: com o gradual extermínio da categoria (cada vez mais acelerado nessa perspectiva) e que foi confirmado em vídeo pelo gestor de plantão da Administração do TJ/RJ, quem pagará a aposentadoria dos servidores aposentados e dos que pretendem se aposentar? Com a diminuição dos servidores, diminui-se a arrecadação para o fundo de pensão público, quebra-se a solidariedade, pilar de sustentação do mesmo.

Um exemplo de como essa situação está colocada no horizonte para o RIOPREVIDÊNCIA, é a atual situação do fundo de previdência público dos servidores municipais do Rio de Janeiro, o PREVI-RIO, que apontou um déficit atuarial em 2022 de 35 bilhões, pela diminuição da arrecadação. É preciso falar mais do risco que estamos correndo?

(Publicado no Jornal Boca Maldita nº 121 - RJ, maio/2024, informativo do CESTRAJU, Centro Socialista de Trabalhadores do Judiciário)