Começa na manhã desta quarta-feira o julgamento dos 11 policiais militares acusados de participar do assassinato da juíza Patrícia Acioli, executada com 21 tiros, no dia 11 de agosto, em frente a sua residência, em Piratininga, Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
As primeiras audiências, que prosseguirão no dia 10, 11, 16, 17 e 18 de novembro, ocorrem no Tribunal do Júri de Niterói. Serão ouvidas 150 testemunhas de defesa e acusação, além dos suspeitos. Entre eles está o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) e o 22º BPM (Maré), apontado como o mandante do crime.
Oliveira está detido no presídio de Bangu 1, na Zona Oeste, desde o dia 27 de setembro, junto de outros dez policiais acusados de envolvimento na execução da magistrada. Nesta terça, ele teve um pedido de habeas corpus negado por unanimidade pelos desembargadores da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Na decisão, ainda ficou estabelecido que Oliveira só poderá ser visitado por parentes ou advogados a cada dez dias.
No pedido, o Ministério público alegava que a mudança de local era necessária para que os policiais não tentassem atrapalhar as investigações. Os promotores solicitavam ainda que os agentes fossem incluídos no Regime Disciplinar Diferenciado, com restrições de comunicação e isolamento. O magistrado, entretanto, entendeu que a presença dos acusados no estado facilita o trabalho da Justiça.
As acusações contra Cláudio Luiz de Oliveira motivaram o ex-comandante geral da PM, Mário Sérgio Duarte, a pedir exoneração do cargo. Na época, o oficial alegou que a decisão foi para evitar dúvidas com relação à sua responsabilidade na escolha "de seus homens".
Relembre o caso
A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto, na porta de sua residência em Piratininga, Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados mais de 20 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.
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