A busca pela evolução é anseio constante do ser humano. É próprio de sua natureza procurar meios que facilitem suas atividades, aperfeiçoem suas realizações e construções. Tal faculdade exige, sobretudo, cuidado, não podendo redundar em uma busca desenfreada com consequências negativas para sua própria vida, de sua família e de seus pares.
E é com esse olhar que a CHAPA 2 traz um alerta para os Servidores do TJRJ. Mudanças feitas às pressas, sem uma discussão séria, produziram um grande perigo às carreiras dos servidores desta instituição. 2.205 cargos extintos com a aprovação do PCCS, previsão de redução contínua e sistemática de mais 2.100 cargos nos próximos anos, inserção de 1.064 vagas de Residentes em Direito, Psicologia e Serviço Social, além da aquisição, de 10.000 computadores equipados com Inteligência Artificial, para copiar e reproduzir o trabalho do Servidor. Tudo isso dá a dimensão dos resultados catastróficos que já estamos sentindo na pele todos os dias.
Estamos vendo uma propaganda festiva com a convocação de 200 novos servidores, que já sabemos nem de perto suprirá a enorme carência de trabalhadores em todos seguimentos deste Tribunal.
Ora, que coerência há na extinção de 2.205 cargos, que deveriam ser providos por concurso público, e, na sequência, a criação absurda de mais de 1.000 vagas de Residentes para “prestação de auxílio” aos Juízos e às Equipes Técnicas? A verdade está clara, como difundida no comunicado interno da Administração há alguns meses atrás: estamos no meio de uma Reforma Administrativa em particular do Tribunal de Justiça do Rio.
A economia que o TJRJ pretende fazer em suas contas tem um custo pesado para sua saúde e equilíbrio emocional, com a assombrosa falta de trabalhadores. Colocou sob ameaça sua carreira com a terceirização que se impregnou com toda força entre nós, sob o silêncio e omissão de um sindicato subserviente e submisso.
É inadmissível que as transações às escuras entre Administração e o órgão de classe ponham em risco sua saúde, a fim de barganhar alguns reais por seu silêncio. Como achar normal que JECs, JECRIMs, Varas Cíveis e Fazendárias contem com apenas dois ou três Servidores? Equipes Técnicas se desdobrando para abranger várias comarcas distantes. Oficiais de Justiça pilhados de mandados até o pescoço, prestando serviço a 50km de suas comarcas de origem. Estamos trabalhando pesado todos os dias sob os olhos ociosos de um sindicato que abdicou da conscientização e do trabalho de base, baixando a cabeça a tudo que a Administração do TJ impõe, e prestando-se à ridícula caricatura de propagandista e garoto de recado do Poder.
Amigo, não estamos aqui para ludibriá-lo com palavras mansas e angelicais. Precisamos ser muito claros com o que vem acontecendo. É bem verdade que tendemos a aceitar que um pingo no deserto tem a dimensão de um oásis. O problema é quando o deserto é propositalmente provocado. Depois de um tempo, acostuma-se à escassez, e a tendência é aceitarmos qualquer “pingo” que vier. Daí, pinga 90 reais num auxílio aqui, 1 real num outro auxílio ali. Uma expectativa de mais 200 acolá... não será surpreesa se nos próximos dias você receber um “agrado” em troca do seu silêncio. É óbvio que empregador sempre irá apadrinhar um submisso disposto a baixar a guarda e permanecer em posição servil. Não é preciso ser tão subserviente para negociar diplomaticamente com a Administração. Os Servidores merecem ser representados com dignidade à mesa de negociação.
Será que alguns reais a mais pingados na sua conta compensam o declínio de sua saúde, a desvalorização de sua carreira e sua progressiva extinção? É essa a reflexão que deixamos aqui. Franqueza, representatividade e a dignidade do Servidor é o que a CHAPA 2 pretende restabelecer por você.
Na eleição para o SINDJUSTIÇA-RJ (de 1º a 6 de dezembro, 2023), VOTE CHAPA 2.

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