'Nós provamos crimes através de documentos'
| FONTE : O Globo - 27/05/2012 |
PEDRO TAQUES: Não tenho essa avaliação de espírito de corpo. Vi uma manifestação legal do procurador-geral da República falando dessa desconfiança. Os ministros do Supremo também, alguns se manifestaram nesse sentido. Não tenho informação para saber se isso foi um espírito de corpo. Mas o senhor acha certo vincular mensalão e CPI? TAQUES: Eu entendo que não. O mensalão já foi denunciado, as alegações finais já foram feitas, e o julgamento, marcado para o mês que vem. O senhor tem dito que é uma CPI chapa-branca. Os depoentes se calam, e não se aprovam convocação de governadores e quebra de sigilos. Onde vai dar? TAQUES: Não vai dar em nada! Nós precisamos afastar (quebrar) sigilos de empresas, precisamos buscar documentos. Nós provamos esses crimes através de documentos. Mas a CPI não quer buscar esses documentos? TAQUES: Eu entendo que a CPI está patinando, ouvindo depoimentos de pessoas que têm direito constitucional de nada falar. A CPI tem que buscar documentos e proteger o patrimônio público, que é o que estamos fazendo, através dessa ação popular pedindo o bloqueio dos bens da construtora Delta. Tem um acordão dos partidos para evitar a convocação dos governadores? O senhor percebe isso? TAQUES: Sim, eu estou... Eu não tenho comprovação disso. Mas estamos demorando muito para decidir a convocação dos governadores. Temos que decidir. Mas existe vontade na CPI de fazer isso? TAQUES: Até agora essa vontade não veio. Há reclamação no Congresso de que o relator Odair Cunha (PT-MG) estaria direcionando seu trabalho para pegar a oposição. Ele está sendo imparcial? TAQUES: Temos que respeitar o presidente e o relator, mas, em nome da verdade, as perguntas feitas pelo relator a um dos depoentes (ex-vereador Wladimir Garcez) foram todas só para um lado, sim. Só fez perguntas para um lado. Um membro da CPI precisa ser imparcial. Lógico que a CPI é um instrumento político. Mas não pode ser instrumento de uma guerra político- partidária. O episódio do deputado Vaccarezza com o governador Sérgio Cabral torna o parlamentar suspeito de continuar na Comissão? TAQUES: Gostaria de uma explicação do deputado Vaccarezza na CPI, não na imprensa. Aquele torpedo é no mínimo estranho." |
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